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O EMPREGO DA LUA

Livro de Teatro infantil renasce em Ouro Preto 

Revista Mundaréu, 15 de agosto de 2026

O Emprego da Lua é o décimo segundo livro de Victor Louis Stutz e ressurge 30 anos após sua primeira publicação. A nova edição, com ilustrações de Catarina Rangel e versão dramatizada em inglês de Liz Rangel, ambas filhas do escritor, traz o script completo da peça, em português e inglês, acompanhado de todas as orientações necessárias para sua montagem, oferecendo aos arte-educadores um material prático para levar o teatro à sala de aula.

Os autores de O EMPREGO DA LUA

Um livro feito em família: Catarina, Victor e Liz Stutz, responsáveis pela nova edição de O EMPREGO DA LUA (fotos: Mateus Gonçalves)

​Poucas pessoas sabem que a história de O Emprego da Lua começou muito antes de sua estreia editorial. Victor escreveu o texto quando tinha apenas 11 anos de idade e, durante anos, o manuscrito permaneceu esquecido em uma gaveta até ser resgatrado em 1982 e recebeu sua primeira montagem cênica na Corpo Escola de Dança.

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Em 1988, O Emprego da Lua foi montado com um elenco formado por alunos do Colégio Marista Dom Silvério.
O espetáculo alcançou grande repercussão, chegando a integrar o circuito oficial de teatros de Belo Horizonte e sendo também apresentado em Ouro Preto. A montagem marcou uma geração de estudantes e representou um momento significativo na vida dessas crianças.

​​Em 1999, a peça voltou aos palcos em uma montagem musical realizada pelo Corpo Escola de Dança, com direção artística de Fernando Castro e participação especial do próprio autor.

Conheça o escritor

Victor Louis Stutz nasceu em Belo Horizonte, em 1963, e mora em Ouro Preto. É professor de artes, escritor e jornalista, autor de onze livros, sendo dez voltados ao público infantil.

Ao longo de mais de quatro décadas de atuação no campo da cultura, construiu uma trajetória que reúne literatura, educação, teatro, comunicação e produção cultural.

Entre suas obras estão A Família da Árvore (1984), texto recomendado pelo escritor Murilo Eugênio Rubião; A Família do Som (1986), editado pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP); Lua Nova (1990); O Mistério do Navio Fantasma (1993); O Emprego da Lua (1997); A Marca da Caveira (1999); Menino de Pau (1999), selecionado no Salão Capixaba de Literatura; O Fantasma da Máscara (2000); Duelo de Bruxos (2004); Aventureiros de Argos (2004) e Memórias e Mistérios da Rota Jaguara (2024).

Desses livros, seis receberam o selo FNDE/MEC e foram distribuídos gratuitamente em bibliotecas e na rede pública de ensino do Estado de São Paulo.

Em 2000, O Fantasma da Máscara foi recomendado pela Fundação Nacional do Livro Infantojuvenil e pela IBBY (International Board on Books for Young People), organização sediada na Suíça, ligada à Unesco e à Unicef e considerada uma das principais referências internacionais da literatura infantojuvenil.

Em 2011, O Fantasma da Máscara ganhou os palcos em São Paulo, com direção de Rosi Campos, a famosa Bruxa Morgana do Castelo Rá-Tim-Bum, da TV Cultura, e elenco formado por artistas da Broadway Brasil, Disney Channel e SBT. O espetáculo permaneceu mais de um ano em cartaz, recebeu três indicações ao Prêmio Coca-Cola Femsa e foi apontado entre as melhores montagens infantojuvenis do ano pelas revistas Veja, Educar, Pais&Filhos e Crescer.

Na área da educação, lecionou artes para crianças da Fundação Helena Antipoff e para alunos do Ensino Fundamental no Colégio Arnaldo, nas unidades Funcionários e Anchieta, em Belo Horizonte. Em Ouro Preto, foi professor do Ensino Fundamental no Colégio Arquidiocesano e do Ensino Fundamental e Médio no Colégio Sinapse.

Na área da gestão e produção cultural, foi coordenador dos Cursos de Artes da Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade, da Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), onde também exerceu a função de assessor de comunicação e projetos. Atuou ainda como assessor de comunicação e projetos no Corpo Cidadão, braço social do Grupo Corpo Companhia de Dança, em Belo Horizonte, e ministrou oficinas no Ponto de Cultura Timbalê, do Cefet Ouro Preto; e na OCA (Organização Cultural Ambiental de Ouro Preto).

Em 2017, Stutz recebeu o título de Cidadão Honorário de Ouro Preto, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido no campo da cultura na região.

Em julho de 2026, durante a programação dos 315 anos de Ouro Preto, foi indicado para compor a Galeria Beatriz Brandão de Escritores Ouro-pretanos, por indicação do escritor, curador de arte, jornalista, advogado e político brasileiro Angelo Oswaldo de Araújo Santos, atual prefeito de Ouro Preto.

Atualmente, dirige a Mundaréu Comunicação, Produção e Arte.

ARQUIVO DA LUA

1999

Registros da apresentação com as crianças do

Corpo Escola de Dança

ATIVE O SOM 

Direção Artística: Fernando Castro
Direção Teatral: Victor Louis Stutz
Trilha Original: Sérgio Nogueira
Cenário: Sandra Bianchi
Confecção de Cenário: Sandra Bianchi e Isaura Pena
Figurino: Kátia Gonzalez e Marilene Vieira
Coreografias

Vídeo 1: Os planetas - Giovana Penna

Vídeo 2: O povo da Terra - Alessandra Romano

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ARQUIVO DA LUA

1988

Registros da apresentação com as crianças do

Colégio Marista Dom Silvério

ATIVE O SOM 

ATIVE O SOM 

Registros da apresentação em Ouro Preto no Cine Teatro Vila Rica e no Ginásio da Alcan, no Natal das famílias dos funcionários da fábrica

Elenco: ciranças do Colégio Marista Dom Silvério

Músicas: Eldon Moreira e Victor Stutz
Arranjos: Chiquinho Amaral
Cenário: Gilberto de Abreu

Direção de vídeo: André Alves Pinto e Sérgio Franco

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