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O retorno do Parque do Itacolomi
Revista Mundaréu, 31 de janeiro de 2026

A casa bandeirista do Parque do Itacolomi é um dos mais antigos exemplares preservados da arquitetura rural colonial na região. Associada ao período inicial de ocupação do território, o modelo construtivo, típico da arquitetura paulista entre os séculos XVI e XIX, era adotado como habitação e ponto de apoio em áreas rurais e em rotas de circulação, desempenhando funções ligadas ao abrigo, ao abastecimento e à logística das expedições e do tropeirismo. Foto: Nino Stutz (Mundaréu)

A unidade de Conservação reabre suas portas em fevereiro

 

Após um longo período de reorganização e adequações na infraestrutura de visitação, o Parque Estadual do Itacolomi deverá ser reaberto nos próximos dias. Localizado entre os municípios de Ouro Preto e Mariana, na Serra do Espinhaço, o parque passa a operar uma nova fase de uso público, com foco no turismo de experiência e na conservação ambiental.

 

Inserido em uma área de campos rupestres, matas de galeria e zonas de transição com a Mata Atlântica, o parque abriga uma diversidade de espécies da fauna e da flora. A vegetação reúne sempre-vivas, canelas-de-ema, bromélias e orquídeas, além de trechos de mata que protegem nascentes e cursos d’água. Esse ambiente favorece a ocorrência de mais de 200 espécies de aves e de mamíferos, como lobo-guará, tamanduá-mirim e outros tamanduás, diferentes espécies de tatus, além de outros herbívoros e onças-pardas.

A visitação é organizada por uma rede de trilhas com diferentes níveis de dificuldade, que atende desde percursos mais curtos até trajetos de maior exigência física. A Trilha dos Sentidos foi estruturada para ampliar o acesso de pessoas com deficiência, com recursos táteis e informativos. Já a trilha até o Pico do Itacolomi, a 1.772 metros de altitude, permite a observação da paisagem da região, incluindo áreas de Ouro Preto, Mariana e serras do entorno.

Entre as novidades desta fase está o Roteiro do Chá, que aborda a produção do produto em Ouro Preto no século XIX. O percurso inclui visita ao Museu do Chá, instalado na antiga Fazenda São José do Manso, além de atividades relacionadas ao cultivo, à colheita e à degustação.

O patrimônio histórico integra o conjunto de atrativos do parque, com edificações como a Casa Bandeirista, do início do século XVIII, e a Capela de São José, do século XX. Cachoeiras, mirantes, represas, formações rochosas e piscinas naturais também compõem a paisagem disponível para visitação.

A estrutura de apoio ao público conta com centro de visitantes, auditório, áreas de convivência, estacionamento, restaurante, alojamentos e área de camping, permitindo permanência de curta ou longa duração. O acesso principal ocorre pela BR-356, na altura do bairro Bauxita, em Ouro Preto, com sinalização e estacionamento.

A gestão ambiental e a fiscalização do parque seguem sob responsabilidade do Instituto Estadual de Florestas (IEF), enquanto os serviços de apoio à visitação são operados pela concessionária Parquetur, por meio do programa estadual de concessão de parques, mantendo o Itacolomi como bem público.

Como vai funcionar

Conforme informações divulgadas pela administração, o parque abrirá de terça a domingo e em feriados, das 7h às 17h. Os ingressos poderão ser adquiridos no site oficial do parque ou diretamente na bilheteria, com valor da entrada inteira de R$ 28,75 e meia-entrada a R$ 14,37.

 

Há previsão de isenção ou desconto para moradores de Ouro Preto e Mariana, mediante cadastro ou acordo específico com a gestão do parque. No entanto, os procedimentos para acesso a esse benefício ainda não foram detalhados oficialmente e devem ser divulgados em breve. A taxa de estacionamento será de R$ 20,00.

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