top of page

Corpo Escola de Dança promove encontro com literatura e teatro para crianças, no projeto “Dança em Setembro”

Revista Mundaréu, 11 de setembro de 2026

“O Emprego da Lua”, de Victor Louis Stutz, ganha nova edição e inspira encontros do autor com alunos e arte-educadores

Trinta anos depois de sua primeira publicação, O Emprego da Lua, de Victor Louis Stutz, está de volta em uma edição comemorativa bilíngue e será lançado no próximo dia 26 de setembro, sábado, às 10 horas, na Corpo Escola de Dança, em Belo Horizonte, durante o projeto "Dança em Setembro".

O local escolhido para o lançamento tem um significado especial na trajetória da obra. Foi na Corpo Escola de Dança, ligada ao Grupo Corpo, companhia de dança brasileira reconhecida internacionalmente, que O Emprego da Lua ganhou sua primeira montagem cênica.

O evento é aberto e gratuito e contará com exibição de vídeos, sessão de autógrafos e roda de conversa com o escritor. A programação também marca os 20 anos do projeto "Dança em Setembro".


 

A história que nasceu da imaginação de uma criança

 

A peça conta a história de uma Lua rebelde que decide desafiar a ordem celestial para realizar um grande sonho: ver o nascer do sol. A aventura provoca uma grande confusão que envolve, principalmente, os habitantes da Terra.

Victor escreveu O Emprego da Lua quando tinha apenas 11 anos de idade. Durante anos, o texto permaneceu guardado em uma gaveta, até ser descoberto, em 1982, por integrantes do Grupo Corpo. A partir daí, a história ganhou vida no palco, com uma montagem realizada por crianças da Corpo Escola de Dança.

 

Em 1988, a peça foi novamente montada, desta vez por alunos do Colégio Marista Dom Silvério. O espetáculo integrou o circuito oficial de teatros de Belo Horizonte e também foi apresentado em Ouro Preto.

Em 1999, O Emprego da Lua voltou aos palcos em uma nova montagem musical da Corpo Escola de Dança, com direção artística de Fernando Castro e participação do próprio autor.

A primeira edição impressa foi publicada em 1996 e selecionada pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático. Na época, uma tiragem com selo do MEC foi distribuída gratuitamente em bibliotecas e escolas públicas do Estado de São Paulo.

Agora, em sua nova edição, O Emprego da Lua retorna ao espaço onde sua trajetória teatral começou.


 

Uma proposta para trabalhar literatura e teatro nas escolas

 

Além de marcar o retorno da obra, a nova edição oferece às escolas uma possibilidade de trabalhar literatura, leitura, redação e teatro de maneira integrada.

O livro apresenta o texto completo da peça e orientações para sua montagem, podendo servir como material de apoio para professores e arte-educadores interessados em desenvolver atividades de leitura, interpretação, escrita e criação teatral com seus alunos.

A edição é bilíngue, em português e inglês, com ilustrações de Catarina Rangel Stutz e versão em inglês de Liz Rangel Stutz, filhas do escritor.


O autor também vai à escola

 

Victor Louis Stutz está disponível para realizar visitas às escolas, com sessões de autógrafos e rodas de conversa com alunos e arte-educadores.

Os encontros podem ser adaptados às diferentes faixas etárias e aos projetos desenvolvidos por cada instituição. Entre os temas que podem ser abordados estão a criação literária, leitura, redação e teatro, a partir da experiência de O Emprego da Lua e de sua trajetória entre a infância do autor, o palco e o livro.

As conversas também podem abordar um aspecto pouco comum e bastante interessante para os estudantes: a evolução do processo gráfico, desde a tipografia tradicional até os atuais sistemas de impressão digital. A própria história do livro permite acompanhar parte dessa transformação e perceber como texto, ilustração e tecnologia se relacionam na produção de uma publicação.

A proposta é aproximar os estudantes do livro não apenas como objeto de leitura, mas também como resultado de um processo criativo que envolve muitas áreas: literatura, teatro, artes gráficas e produção.


 

Mais sobre o autor

 

Victor Louis Stutz nasceu em Belo Horizonte, em 1963, e mora em Ouro Preto. É professor de artes, escritor e jornalista, autor de doze livros, sendo dez voltados ao público infantil. Ao longo de mais de quatro décadas de atuação no campo da cultura, construiu uma trajetória que reúne literatura, educação, teatro, comunicação e produção cultural.

Entre suas obras estão A Família da Árvore (1984), texto recomendado pelo escritor Murilo Eugênio Rubião,mestre da literatura fantástica brasileira; A Família do Som (1986), editado pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP); Lua Nova (1990); O Mistério do Navio Fantasma (1993); O Emprego da Lua (1996); A Marca da Caveira (1999); Menino de Pau (1999), selecionado no Salão Capixaba de Literatura; O Fantasma da Máscara (2000); Duelo de Bruxos (2004); Aventureiros de Argos (2004); e Memórias e Mistérios da Rota Jaguara (2024). Desses livros, seis títulos, dedicados ao teatro infantil, receberam o selo FNDE/MEC e foram distribuídos gratuitamente em bibliotecas e na rede pública de ensino do Estado de São Paulo.

O escritor também teve seu trabalho reconhecido pelo público paulista com a montagem de sua peça O Fantasma da Máscara, em 2011, com direção da atriz Rosi Campos, a famosa Bruxa Morgana do Castelo Rá-Tim-Bum, da TV Cultura, e elenco formado por artistas da Broadway Brasil, Disney Channel e SBT. O espetáculo permaneceu mais de um ano em cartaz no Teatro Raul Cortez, chegou a circular pelos palcos do Rio de Janeiro e Florianópolis, recebeu três indicações ao Prêmio Coca-Cola Femsa e foi apontado entre as melhores montagens infantojuvenis do ano pelas revistas Veja, Educar, Pais & Filhos e Crescer. Seu livro, O Fantasma da Máscara, também recebeu a Menção Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantojuvenil e IBBY (International Board on Books for Young People), organização sediada na Suíça, ligada à Unesco e à Unicef e considerada uma das principais referências internacionais da literatura infantojuvenil.

Na área da educação, Victor lecionou artes para crianças da Fundação Helena Antipoff e para alunos do Ensino Fundamental no Colégio Arnaldo, nas unidades Funcionários e Anchieta, em Belo Horizonte. Em Ouro Preto, foi professor do Ensino Fundamental no Colégio Arquidiocesano e do Ensino Fundamental e Médio no Colégio Sinapse.

Na área da gestão e produção cultural, foi coordenador dos Cursos de Artes da Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade, da Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), onde também exerceu a função de assessor de comunicação e projetos. Atuou ainda como assessor de comunicação e projetos no Corpo Cidadão, braço social do Grupo Corpo Companhia de Dança, em Belo Horizonte.

Em 2017, Stutz recebeu o título de Cidadão Honorário de Ouro Preto, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido no campo da cultura na região. Em julho de 2026, durante a programação dos 315 anos de Ouro Preto, foi convidado para compor a Galeria Beatriz Brandão de Escritores Ouro-pretanos.

1 Corpo Escola de Dança_edited_edited_edited.png
Lua na Corpo Escola de Dança
bottom of page