
Revista Mundaréu Ano II Agosto de 2026
Ouro Preto MG
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- Ouro Preto | Revista Mundaréu
Palácio D’Ouro, Instituto Yara Tupinambá e Ajê Bistrô Bar trazem para Ouro Preto a exposição “João-Congo”, de Valdelice Neves Revista Mundaréu, 08 de fevereiro 2025 Com abertura no dia 13 de fevereiro, às 16h30, no Centro Cultural Palácio d’Ouro, em Ouro Preto, a mostra “João-Congo”, de Valdelice Neves, traz obras que dialogam com a natureza, exploram diferentes linguagens artísticas e refletem uma profunda pesquisa da artista sobre “João-Congo”, pássaro da Amazônia que a inspira há anos. Valdelice Neves é artista visual e escritora, com uma trajetória marcada pelo aprofundamento em técnicas de gravura em metal, escultura, pintura, vídeo e performance. Formada em Artes Plásticas pela Escola Guignard, especializou-se em Filosofia da Arte, Museologia e Arte Contemporânea. Seu trabalho recebeu reconhecimento e prêmios no Brasil e no exterior. Durante a abertura, será realizada uma sessão de autógrafos do livro "João-Congo, o Príncipe da Floresta", uma fábula ecológica da artista, publicação relançada agora com um novo prefácio escrito por Marcelo Xavier, autor de mais de 20 livros e duas vezes ganhador do Prêmio Jabuti. A exposição permanecerá aberta ao público de 14 de fevereiro a 16 de abril, no Palácio d’Ouro, um espaço cultural criado pelo antiquário Edson Toledo, dedicado à preservação da história da cidade e à divulgação da cultura e das artes. Além da programação artística, o local ainda oferece visitas guiadas previamente agendadas aos seus luxuosos espaços, que mantêm características originais da época do Ciclo do Ouro em Minas Gerais. Situado na Rua Conselheiro Quintiliano, 627, no bairro Lajes, em Ouro Preto, o Palácio d’Ouro reabriu suas portas em 2022, após quase 15 anos fechado, consolidando-se como um importante espaço cultural da histórica cidade. Confira também Novas imagens da expedição pela Rota Turística Jaguara Rota Jaguara
- Revista Mundaréu
Tapetes da Semana Santa e o Teatro da Fé Ouro Preto e os Tapetes da Semana Santa Revista Mundaréu, 04 de abril 2025 Foto: Nino Stutz Depois de reviver as Dores de Maria e os momentos da Paixão e Morte de Cristo, o Sábado de Aleluia marca o fim do longo e reflexivo período da Quaresma, iniciado logo após o Carnaval. É então que as ruas de Ouro Preto se transformam. A mobilização para essa celebração é intensa. A Prefeitura organiza a logística — do tingimento da serragem à distribuição do material ao longo do percurso por onde vai passar a procissão da Ressurreição. A Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP) oferece suporte técnico e apoio, enquanto moradores e visitantes atravessam a noite empenhados na confecção dos desenhos. Uns criam livremente, outros seguem moldes. Crianças, adultos, famílias inteiras tomam as ruas para ajudar. A regra é simples: qualquer pessoa pode participar da confecção dos tapetes, independentemente da crença, desde que o trabalho respeite os símbolos religiosos e o padrão estético da celebração. E, na manhã do Domingo de Páscoa, personagens bíblicos e dezenas de crianças vestidas de anjinho completam o cenário e puxam o cortejo, seguido pelos fiéis. É nessa hora que todo o esforço feito durante a madrugada se desfaz sob os pés da multidão, enquanto a procissão avança. Os tapetes poderiam até ser vistos como uma arte efêmera, mas é uma manifestação tão marcante que se eterniza na memória e no coração de todos que dela participam. Uma tradição quase tricentenária Os tapetes devocionais chegaram ao Brasil com os portugueses e se difundiram no período barroco, acompanhando o crescimento das cidades mineiras e sua forte ligação com o catolicismo. Em Ouro Preto, a tradição remonta ao Triunfo Eucarístico de 1733, na reinauguração da Matriz do Pilar. Naquela época, fiéis vestidos de gala enfeitaram o caminho da procissão com flores e folhagens. Com o tempo, o costume se transformou na confecção dos tapetes, que passaram a ser elaborados com materiais diversos. Hoje, eles fazem parte tanto da Semana Santa quanto da festa de Corpus Christi. Os tapetes simbolizam a acolhida de Jesus em Jerusalém, quando a população cobriu o caminho com ramos e mantos. Por isso, seus desenhos trazem símbolos religiosos que reforçam a fé e a devoção à Eucaristia. Doces e alegria no Domingo de Páscoa Ao final da procissão, os anjinhos em revoada recebem canudos recheados com amêndoas, deliciosos confeitos de açúcar preparados com chocolate, amendoim ou coco, temperados com erva-doce, cravo e canela. Essas guloseimas simbolizam a renovação da vida e a alegria da Ressurreição. A entrega das amêndoas é feita por voluntários da paróquia e por famílias que mantêm viva essa tradição há gerações. Um gesto simples, mas carregado de afeto, que envolve as crianças na liturgia e na cultura popular ouro-pretana. E não são apenas elas que se encantam — muitos adultos estendem as mãos para reviver essa doce memória da infância. Foto: Nino Stutz Foto: Nino Stutz O Teatro da Fé Ivair Fabiano Silva é um dos ouro-pretanos engajados nas cerimônias de sua paróquia. Ele explica que as figuras que saem na Procissão da Ressurreição, no Domingo de Páscoa, são basicamente as mesmas que aparecem na sexta-feira da Paixão, na chamada Procissão do Enterro. E, segundo ele, são muitas: “A composição inclui personagens do Antigo e do Novo Testamento, todos com papéis definidos no teatro da fé que toma conta das ruas de Ouro Preto”. Além de participar das encenações, Ivair também faz a locução na sexta-feira — é ele quem chama cada uma dessas figuras: “É um trabalho minucioso, porque o figurado é extenso. Há profetas, reis, apóstolos, soldados, personagens históricos e bíblicos. Tem o Barrabás, Pilatos, Herodes, José de Arimateia e Nicodemos — esses dois últimos são os que descem o Cristo da cruz na sexta-feira. E também tem o Anjo da Amargura. É muita gente!” A guarda romana também participa das duas procissões, mas, na Páscoa, há uma diferença marcante: “Enquanto na sexta-feira ela entra em cena armada, com lanças e capacetes, no domingo ela aparece em missão de paz. Os capacetes são levados nas mãos, não há lanças, apenas uma espada simbólica, mais pela composição do que por qualquer mensagem de confronto. É como se todo o aparato de guerra tivesse se rendido à paz da ressurreição”, explica Ivair. Ao longo dos anos, ele já viveu diversos desses papéis: “Já fui apóstolo, evangelista, José de Arimateia... Hoje, atuo principalmente na locução. É uma forma de estar dentro da história da paróquia — e também dentro da fé”. Foto: Neno Viana Memória e devoção Nesta foto de 2004, conduzindo o pálio, está o então prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo, que hoje ocupa novamente o cargo, ao lado do Cônego José Feliciano da Costa Simões. Por 46 anos, Simões esteve à frente da Paróquia de Nossa Senhora do Pilar, zelando pelas tradições da Semana Santa e pelo patrimônio histórico da cidade. Defensor incansável da arte sacra, lutou contra o roubo e a degradação das igrejas, conseguindo recuperar preciosidades, como a imagem de Nossa Senhora das Mercês, esculpida por Aleijadinho e desaparecida desde 1962. Padre Simões faleceu em 2009, aos 78 anos, deixando um legado de fé e resistência. Mas, para muitos, sua lembrança mais doce vem de um gesto simples: ao fim da procissão do Domingo de Páscoa, distribuía balas às crianças na Malhação do Judas, mantendo viva a alegria popular entre os ritos da Semana Santa. Leia mais sobre a Semana Santa em Ouro Preto no site da nossa jornalista parceira: valeriamonteiro.com.br
- Ouro Preto | Revista Mundaréu
Museu da Inconfidência de Ouro Preto e o crescimento do turismo histórico e didático Revista Mundaréu, 16 janeiro 2025 Fotos: Arquivo Mundaréu Ouro Preto - Em 2024, o Museu da Inconfidência, situado na Praça Tiradentes, no edifício histórico da antiga Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica, comemorou 80 anos celebrando a marca de 347 mil visitantes, o maior público desde sua fundação, em 1944. Em um país onde o hábito de visitar museus ainda é pouco difundido, esse é um feito notável, especialmente considerando que destinos de sol e praia continuam sendo os favoritos entre os turistas brasileiros. Segundo uma pesquisa do Ministério do Turismo, em 2023, apenas 5% dos brasileiros optaram pelo turismo histórico e cultural. Alex Calheiros, diretor do Museu da Inconfidência, também comemorou a marca. Para ele, a programação diversificada e a crescente visibilidade nas redes sociais foram fatores fundamentais para atrair o público, incentivando tanto a visitação ao acervo quanto a participação nas atividades promovidas. Já o prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo de Araújo Santos, e o secretário municipal de Cultura e Turismo, Flávio Malta, destacaram que os números refletem o impacto positivo de uma série de iniciativas voltadas para o fortalecimento do setor. Angelo, que já ocupou cargos como secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais e presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), afirma que “o turismo é uma resposta socioeconômica importante para a comunidade ouro-pretana, que tem demonstrado grande cuidado com o patrimônio cultural.” Rede de Resistência, Liberdade e Patrimônio Outro aspecto significativo que pode ter estimulado o crescimento das visitações foi a mudança na abordagem e interpretação dos eventos históricos. O Museu da Inconfidência, criado com a finalidade de preservar a memória da revolta separatista e republicana de 1789, recentemente aderiu ao plano internacional "Rotas dos Povos Escravizados: Resistência, Liberdade e Patrimônio", da UNESCO. O "Rotas dos Povos Escravizados” é uma iniciativa que visa integrar à memória universal a tragédia da escravidão, desconstruindo discursos baseados no conceito de raça usados para justificar os sistemas de exploração e violação de direitos. Para fazer parte desta Rede de Lugares da UNESCO, o Museu da Inconfidência de Ouro Preto se uniu a outros 21 locais históricos mundialmente reconhecidos e iniciou um processo interno de reconfiguração com o compromisso de destacar o trabalho dos povos escravizados da região de Minas Gerais. No Brasil, além do Museu da Inconfidência, apenas outros dois centros de cultura fazem parte do programa: o Museu Casa da República, instalado no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, que destaca eventos marcantes da história do Brasil, e o Museu Casa da Hera, em Vassouras (RJ), que aborda a memória do ciclo do café no século XIX. Saiba mais sobre o Museu da Inconfidência e programe uma visita. LEIA TAMBÉM Com patrocínio da Ferro Puro Mineração , roteiro turístico em Minas vai virar livro Rota Jaguara
- REVISTA MUNDARÉU
Espaço para que curte iniciativas legais nas áread da Cultura, das Artes e da Educação Leia também Livro da Lua renasce em Ouro Preto e pode ser solicitado em todo o Brasil Entrevista Denise Perdigão Reforço no ensino de arte com pesquisadora de atuação internacional Minas em Festa: José Israel Abrantes lança livro sobre tradições mineiras Centro de Referência Museu do Queijo Artesanal oferece visitas guiadas e degustações gratuitas Ouro Preto abre edital de patrocínio para o Festival de Inverno de 2026 Do ferro dos meteoritos às montanhas de Minas Gerais Entrevista exclusiva e um artigo do professor Luiz Claudio de Almeida Barbosa INHAC forma 73 jovens cozinheiros e projeta inserção no mercado gastronômico Nem só de passado Ouro Preto vive Banda ‘Cachorros Mortos’ retorna aos palcos com nova formação Lançamento: "A História dos Santos Católicos para Quem Tem Pressa" é o novo livro de Alex Bohrer Alunos do curso de Museologia da UFOP transformam Casa dos Contos em espaço de cultura urbana Museu Casa dos Contos recebe evento de hip-hop feminino em Ouro Preto Pigmentos naturais de Ouro Preto inspiram exposição de Sérgio Marzano na Casa dos Contos Oficinas de teatro convidam jovens e comunidade para experimentar o palco no IFMG Ouro Preto Histórias, memórias e mistérios: Noite de lançamento na Biblioteca Pública de Ouro Preto O retorno do Parque do Itacolomi Ouro Preto Ateliê de Annamélia aberto para visitação Um sonhador imortal: Márcio Borges na Academia Mineira de Letras O retorno do órgão Arp Schnitger à Catedral da Sé, em Mariana Folhinha Mariana Tradição secular revelada em filme
- Rota Turística Jaguara, o livro | Revista Mundaréu
Rota Jaguara, o livro Escritor e fotógrafa realizam a expedição “Caminhando pela Rota Jaguara” para registrar os encantos do roteiro em Minas Uma maneira eficaz de divulgar um destino turístico é através da literatura. Com esse objetivo, a Ferro Puro Mineração patrocina o livro Caminhando pela Rota Jaguara, com gestão da Holofote Cultural. O escritor Victor Stutz percorrerá a rota a partir da próxima segunda-feira (11) para conversar com os moradores e conhecer suas histórias. “É uma região belíssima, muito rica em cultura. Nessa expedição, vamos registrar os cenários naturais, as opções de lazer e a incrível diversidade da gastronomia local. Tudo que a região oferece será revelado, depois, no livro, que contará ainda com imagens capturadas pela fotógrafa Ane Souz”, explica Victor. A Rota Jaguara é um caminho turístico que cruza os municípios de Itabirito, Rio Acima, Ouro Preto, Barão de Cocais e Santa Bárbara, e engloba as comunidades de Acuruí, Água Limpa, Palmital, Maracujá, Conceição do Rio Acima e Galego. Com seus atrativos naturais e culturais, a rota dispõe de diversos meios de hospedagem, alimentação, artesanato e produtos locais preparados para encantar turistas que apreciam desfrutar de trilhas, cachoeiras e experiências culinárias, vivências diversas em um ambiente único, emoldurado pelas serras de Capanema e do Gandarela. Paisagem Rota Jaguara - Foto de Bruno Queiroz O coordenador do projeto, Gilson Antunes, conta que o livro, com textos e fotos sobre as vivências de um viajante pela Rota Turística Jaguara, vai apresentar um percurso que começa na comunidade de Maracujá, em Ouro Preto. O trajeto passa pelo distrito de Acuruí, em Itabirito, segue para Palmital, em Rio Acima, atravessa o Parque Nacional da Serra do Gandarela, passando pelas comunidades rurais do Vale do Rio Conceição, em Santa Bárbara, até Barão de Cocais e o Santuário do Caraça. “Nos relatos, teremos causos populares, personagens típicos das localidades, fatos históricos e registros do patrimônio histórico, cultural e paisagístico. O livro permitirá ainda que o leitor se torne um ‘tripulante’ desse percurso, explorando uma das rotas turísticas mais belas de Minas Gerais, ainda desconhecida por grande parte da população, inclusive por muitos que moram perto daquela região”, explica o coordenador. A Rota Turística Jaguara é um projeto criado pelo Grupo Avante, que busca o desenvolvimento econômico e social das comunidades da região de Minas Gerais por meio do turismo de experiências. Com foco na sustentabilidade e na base comunitária, o projeto visa fortalecer a cadeia produtiva local e promover a diversificação econômica. O livro Caminhando pela Rota Jaguara conta com o patrocínio da Ferro Puro Mineração, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com gestão da Holofote Cultural e realização do Ministério da Cultura, Governo Federal - União e Reconstrução. Storytelling No turismo, quando a experiência é o produto, contar uma história envolvente pode ser o diferencial que transforma um destino de “interessante” para “único”. “O storytelling é mais do que um mero truque de marketing, é uma forma de conectar-se emocionalmente com o público. Ele permite que as marcas e destinos mostrem sua personalidade, seus valores e o que os torna únicos. No contexto do turismo, isso pode ser particularmente eficaz. Afinal, viajar é uma experiência profundamente pessoal e emocional. Queremos mais do que belas vistas, queremos sentir, aprender e crescer”, explica Thiago Akira, especialista em Marketing Digital no Turismo. Existem dezenas de lugares turísticos que contribuem para a produção de grandes obras literárias, que se tornam uma divulgação para que outras pessoas também tenham interesse em visitar o cenário da história. No Brasil, temos Jorge Amado, por exemplo, associando muitas de suas narrativas à Bahia de Todos os Santos. Clarice Lispector é uma das autoras que fez do Rio de Janeiro palco para grandes histórias. Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, faz do norte de Minas Gerais um cenário marcado por veredas, chapadas, rios e serras, que podem ser percorridos nos parques nacionais do interior do estado. Internacionalmente, Londres aparece nas histórias do detetive Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle, bem como em obras de Shakespeare, George Orwell e até Dan Brown. A Ferro Puro Mineração e o Grupo Avante A Ferro Puro Mineração está localizada em Acuruí (MG) e é uma das empresas que integram o Grupo Avante, que possui seis anos de história e é composto também pelas empresas GSM Mineração, CDB Logística e CDA Logística. Juntas, atuam para a produção de três produtos essenciais para a vida das pessoas: os minérios Sinter Feed, Hematitinha e granulado. O processamento do minério de ferro é feito sem explosivos e a seco, por isso, não há formação de barragens. A atuação do Grupo está baseada em quatro pilares de sustentação: Pessoas, Segurança, Meio Ambiente e Comunidade. Todos são vividos, diariamente, por meio da execução de iniciativas próprias que visam contribuir com o desenvolvimento territorial, a capacitação de organizações sociais, a sensibilização e educação ambiental, a realização de doações e apoios locais, e o patrocínio a projetos incentivados nas áreas da Cultura e Esporte nas áreas de atuação do Grupo Avante. Em 2023, para consolidar sua atuação responsável, o Grupo criou o Programa Avante de Sustentabilidade – PAS, com o objetivo de contribuir com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Conheça mais em: @ferropuromineracao @gsmmineracao https://www.grupoavante.com.br/
- Ouro Preto | Revista Mundaréu
ERIKA CURTISS - DESDOBRÁVEL Quem frequenta os circuitos culturais da Região dos Inconfidentes, certamente, já se deparou com a voz poderosa e, ao mesmo tempo, doce dessa cantora. Érika Curtiss é uma artista incansável, que irradia seu talento por onde passa. Ela sempre está onde todo artista que se preze precisa estar, bem pertinho do povo, nos palcos, eventos ou mesmo nos bares da vida. Erika Curtiss é ouro-pretana e acordou cedo para as artes. Aos 7 anos, começou a estudar flauta doce com o professor Afrânio Lacerda, na Casa do Folclore, no bairro Antônio Dias, onde hoje funciona o departamento de Promoção Cultural e Patrimônio Imaterial de Ouro Preto. Aos 15 anos, ela aderiu ao teatro, mas foi a paixão pela música que a levou aos palcos, aos 17 anos, quando começou a se apresentar como cantora. Paralelamente à sua carreira artística, Erika desenvolveu uma sólida trajetória no campo da educação musical. Desde 1993, atua como professora de voz, canto, musicalização e regente de coros. Ela é graduada em Música pela Universidade Federal de Ouro Preto, em Pedagogia pela UNINTER, e ainda possui duas pós-graduações: MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades, e Psicopedagogia Institucional e Clínica. Erika participou de diversos espetáculos cênicos-musicais e ganhou destaque também com trabalhos literários para o público infantil. Participou do EnRede - Rede Internacional de Municípios pela Cultura em Portugal e, em 2017, foi convidada pelo compositor Tunai, irmão do cantor João Bosco, para uma apresentação na turnê Saudade de Elis, em Ouro Preto. Há mais de 13 anos, Erika comanda o grupo Samba de Sobra, dedicado à pesquisa e difusão do samba de raiz, choro, marchas de carnaval, maxixes e outros ritmos brasileiros. O grupo se destaca por interpretar compositores tradicionais e contemporâneos, regionais e nacionais. As apresentações são conhecidas por sua energia vibrante e interação com o público. Já em sua carreira solo, Érika desenvolve um trabalho árduo e independente e, com mais de 30 anos de estrada, encanta o público com suas performances, sempre acompanhada dos melhores instrumentistas da região. Seu trabalho mais recente é o álbum Desdobrável , um mergulho na diversidade dos ritmos brasileiros, com arranjos e produção musical de Rafael Amarante. Inspirado nos versos da poeta mineira Adélia Prado, o álbum explora a multiplicidade da cantora, mostrando facetas diferentes e surpreendentes de sua arte. Desdobrável é um trabalho que reflete toda a intensidade e paixão que Erika coloca em sua música, e assim como os demais álbuns que ela já gravou, também está disponível em todas as plataformas digitais. Para começar a explorar a obra da cantora Erika Curtiss, a Revista Mundaré u recomenda a faixa “Todo mundo já sabe ”, uma marchinha que revela bastante do fado (destino) e do fardo de ser mineiro. Escute agora no Spotify Visite também o site da cantora: www.erikacurtiss.com
- Ouro Preto | Revista Mundaréu
Casa de Cultura de Cachoeira do Campo é inaugurada em casarão histórico restaurado Cachoeira do Campo fica a apenas 72 km de Belo Horizonte, e o que chama a atenção dos viajantes desavisados que cruzam aquele trecho da “Rodovia dos Inconfidentes”, na BR-356, rumo a Ouro Preto, são alguns postos de gasolina e um núcleo comercial à beira da estrada. Mas não se deixe enganar: aquela região já foi palco de episódios importantes da história do Brasil Colonial, como a Guerra dos Emboabas, a Revolta de Vila Rica e a Inconfidência Mineira. Cachoeira do Campo, o maior distrito de Ouro Preto, possui monumentos magníficos e bem conservados. Para ajudar as pessoas a conhecê-los, a Prefeitura restaurou um antigo casarão, o Solar dos Pedrosa, e implantou ali um centro cultural que já se tornou a principal porta de entrada para os visitantes. A Casa de Cultura de Cachoeira do Campo foi inaugurada no último dia 7 de setembro e abriga uma exposição permanente, aberta ao público, com boa parte da história do distrito, que tem sua origem na Bandeira de Fernão Dias Paes, conhecido como “o caçador de esmeraldas”, que passou pela região por volta de 1674 e 1675 em busca de riquezas. Instalado bem ao lado da Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, uma pérola do barroco mineiro, o Centro Cultural de Cachoeira do Campo expõe também registros do antigo Quartel da Tropa criado por Dom João VI, onde Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, serviu como alferes. Esse Quartel, localizado também em Cachoeira do Campo, abrigou por muitos anos o famoso Colégio Dom Bosco e, em breve, deverá se tornar a primeira unidade em Minas Gerais da rede portuguesa de hotéis Vila Galé, fortelecendo o turismo e a economia local. A Casa de Cultura de Cachoeira do Campo dedica ainda um espaço à memória da Sociedade Musical Euterpe Cachoeirense, a banda mais antiga em atividade de Minas Gerais, que completa 198 anos neste mês de outubro. Outro destaque da mostra é a Sociedade Musical União Social, fundada por dissidentes da Euterpe, que completa 160 anos em 2024. Por tudo isso, a Revista Mundaréu recomenda uma visita ao centro histórico de Cachoeira do Campo para conhecer o Solar do Pedrosa, a majestosa Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, que fica ao lado do casarão e guarda tesouros incomparáveis do barroco mineiro, e outros monumentos bem próximos dali. Matriz de Nossa Senhora de Nazaré de Cachoeira do Campo - Foto: Ane Souz
- Mundaréu Produções
Mundaréu Produções PROJETO ESCOLA EM CENA "O EMPREGO DA LUA" A G E N D A DIA 26 DE SETEMBRO, 10 HORAS, NO CORPO ESCOLA DE DANÇA (Festival Dança em Setembro) Avenida Bandeirantes, 866, Mangabeiras - Belo Horizonte, MG O Emprego da Lua Revista Mundaréu, 1 de agosto de 2026 Lançado em Ouro Preto em julho, o livro da Lua será lançado também em Belo Horizonte na edição comemorativa dos 20 anos do projeto Dança em Setembro , do Corpo Escola de Dança O Emprego da Lua , livro de teatro infantil do escritor Victor Louis Stutz, retorna ao público em uma edição comemorativa que reúne diferentes gerações de uma mesma família. A publicação traz ilustrações de Catarina Rangel Stutz e apresenta a peça tanto em português quanto em inglês, com tradução de Liz Rangel Stutz. Catarina e Liz são filhas do autor. Depois de ser lançado em Ouro Preto no último sábado, 25 de julho, os autores preparam agora uma agenda de sessões de autógrafos que seguirá durante o mês de outubro, em comemoração ao Mês da Criança . Antes disso, no dia 26 de setembro, às 10h, Victor, Catarina e Liz estarão em Belo Horizonte para apresentar a obra na edição de 2026 do Dança em Setembro , projeto do Corpo Escola de Dança que celebra seus 20 anos de realização. Criado em 2006, o Dança em Setembro promove atividades ligadas à dança e reúne bailarinos, estudantes, professores e o público em geral. A programação inclui cursos, oficinas, palestras, mostras de vídeo e apresentações artísticas, além de convidados de diferentes áreas da cultura, em um formato que se renova a cada edição. A participação de O Emprego da Lua no evento anual promovido pela escola da internacionalmente famosa companhia de dança de Belo Horizonte não acontece por acaso. A história da Lua, escrita por Victor Stutz aos 11 anos, chegou aos palcos em 1982, quando foi resgatada por bailarinos do Grupo Corpo e recebeu sua primeira montagem teatral, realizada com alunos da escola de dança da companhia. Em 1999, a peça voltou a ser encenada, desta vez com direção artística de Fernando Castro, atual diretor do Corpo Escola de Dança. O reencontro da obra com a instituição marca um momento simbólico de sua trajetória. Quarenta e quatro anos após a primeira montagem, O Emprego da Lua retorna ao espaço onde iniciou seu percurso cênico, agora em formato de livro comemorativo, reunindo a criação do autor, as ilustrações de Catarina e a tradução de Liz em um trabalho desenvolvido em família. Confira abaixo, nas fotos de Mateus Gonçalves ( @teus.foto ), como foi o lançamento em Ouro Preto. E, para programar uma visita do livro e do autor na sua escola, envie uma mensagem para mundareucpa@gmail.com
- Ouro Preto | Revista Mundaréu
Entenda: Por que Ouro Preto busca integrar a Rede Cidades Criativas da UNESCO Revista Mundaréu, 27 janeiro 2025 Foi anunciado que Ouro Preto vai pleitear um novo reconhecimento mundial e reivindicará sua inclusão na Rede Cidades Criativas da UNESCO . O evento oficial de lançamento da proposta será na quinta-feira, dia 30 de janeiro, às 18 horas, no Teatro Casa da Ópera de Ouro Preto. Mas por que Ouro Preto, que já fez história ao se tornar a primeira cidade brasileira reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1980, busca agora mais um título internacional? Criada em 2004, a Rede Global reúne somente os municípios que mais se destacam em uma das sete áreas criativas específicas: artesanato e artes populares, design, cinema, gastronomia, literatura, artes midiáticas e música. Ser uma Cidade Criativa da UNESCO representa obter um reconhecimento valioso do potencial da cultura e da inovação como pilares para o desenvolvimento local. É uma oportunidade de impulsionar a economia criativa, fortalecer suas tradições, promover a sustentabilidade, compartilhar boas práticas com outras cidades e colaborar com projetos internacionais. A candidatura de Ouro Preto será no campo das Artes Populares e Artesanato e, no lançamento oficial na Casa da Ópera, a Prefeitura realizará também a assinatura do projeto de lei que institui o Plano Municipal de Economia Criativa , com foco na valorização da cultura, do artesanato e da criatividade. A REDE Atualmente, a Rede de Cidades Criativas da UNESCO envolve 350 cidades em mais de 100 países. No Brasil, essas cidades foram selecionadas por integrarem a criatividade em suas estratégias de desenvolvimento sustentável, promovendo inclusão e diversidade. São elas: Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Florianópolis (SC) e Paraty (RJ), na área da Gastronomia; Brasília (DF), Curitiba (PR) e Fortaleza (CE), em Design; Salvador (BA) e Recife (PE), na Música; Penedo (AL) e Santos (SP), no Cinema; João Pessoa (PB), em Artesanato e Artes Populares; Campina Grande (PB), em Artes Midiáticas; e Rio de Janeiro (RJ), na Literatura. VÍDEO INSTITUCIONAL OURO PRETO CIDADE CRIATIVA Visualize melhor em TELA CHEIA LEIA TAMBÉM Com patrocínio da Ferro Puro Mineração , roteiro turístico em Minas vai virar livro Rota Jaguara
- Ouro Preto | Revista Mundaréu
Ouro Preto promove reflexões atualizadas no Seminário “O Futuro do Passado" Revista Mundaréu, 17 fevereiro 2025 Ouro Preto se prepara para um importante debate sobre seu futuro. Nos dias 19 e 20 de fevereiro, a cidade sediará o Seminário "O Futuro do Passado", um evento que promete inaugurar um novo ciclo de gestão e planejamento para a preservação da Cidade Patrimônio Nacional e Mundial. O encontro acontecerá no anexo do Museu da Inconfidência e contará com a presença de especialistas renomados, instituições e profissionais de diversas áreas. O principal objetivo do seminário é promover um amplo diálogo entre os diferentes agentes envolvidos na gestão patrimonial, integrar perspectivas e consolidar conceitos fundamentais para a preservação. Também se pretende definir atribuições específicas de cada entidade, o que garante maior eficiência na condução das ações voltadas para a proteção do patrimônio material e imaterial da cidade. A programação inclui mesas de discussão que abordarão os desafios e soluções para a gestão do patrimônio histórico de Ouro Preto, além de questões ambientais e urbanísticas. O evento reunirá pesquisadores, agentes públicos e representantes de entidades culturais, que compartilharão experiências e contribuirão para o desenvolvimento de estratégias voltadas à sustentabilidade e inovação na cidade. Com sua história e arquitetura únicas, Ouro Preto enfrenta constantes desafios para equilibrar preservação e desenvolvimento. O seminário surge como um espaço essencial para a construção de um futuro que respeita e valoriza o passado, promovendo o diálogo entre os diversos setores e fortalecendo a identidade cultural da cidade. Ao reunir especialistas e instituições de referência, "O Futuro do Passado" se apresenta como um marco na trajetória de Ouro Preto. A iniciativa reafirma o compromisso com a salvaguarda do patrimônio, consolidando políticas públicas e estratégias que garantirão a continuidade desse legado para as futuras gerações. Confira a programação: https://www.ouropreto.mg.gov.br/noticia/4582 LEIA TAMBÉM Grupo Corpo 50 Anos


