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  • Revista Mundaréu

    INHAC amplia parcerias para a formação em turismo e gastronomia e anuncia hotel-escola em Nova Lima INHAC amplia parcerias para a formação em turismo e gastronomia e anuncia hotel-escola em Nova Lima Revista Mundaréu, 15 de agosto de 2025 Luiz Henrique Medeiros (diretor de Territórios e Uso Futuro da Vale), Sarah Rocha (diretora-executiva do INHAC), Fabiana Cruz (diretora de Minas Paralisadas da Vale) e Gustavo Roque (gerente-geral de Uso Futuro da Vale), na assinatura do Memorando de Entendimentos entre as duas instituições. Depois de assinar, na semana passada, um protocolo de intenções com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para cooperação na formação social, educacional e profissional dos jovens atendidos, o Instituto de Hospitalidade e Artes Culinárias (INHAC) celebra agora uma nova parceria. Desta vez, com a Vale, para implantar um hotel-escola em Nova Lima. Com previsão de formar cerca de 600 novos profissionais por ano, o empreendimento será instalado em área da Mina de Águas Claras e deverá entrar em operação em até dois anos. O primeiro passo para sua concretização foi a assinatura de um Memorando de Entendimentos entre as instituições. O projeto integra cursos técnicos e profissionalizantes gratuitos, voltados para atender à crescente demanda de mão de obra qualificada no setor de turismo e hospitalidade de Minas Gerais. O hotel-escola terá estrutura de um empreendimento real, com metodologia pedagógica do INHAC, permitindo que os alunos aprendam na prática as operações do dia a dia. Contará ainda com espaços multiuso para eventos culturais e uma exposição de longa permanência sobre o café, preservando a tradição da hospitalidade mineira e a identidade que o grão representa para o estado. Mais sobre o INHAC Criado em 2023 pelo chef Leo Paixão, o INHAC é uma escola social de gastronomia que integra o Programa Trilhas de Futuro do Governo de Minas. Oferece anualmente 80 vagas gratuitas para o Curso Técnico em Gastronomia (960 horas), reconhecido pelo Conselho Estadual de Educação. Sua estrutura inclui duas cozinhas-laboratório didáticas, biblioteca de gastronomia, salas de aula, mezanino gourmet e área de convivência. O instituto funciona integrado ao Centro de Referência do Queijo Artesanal (CRQA), formando um centro cultural dedicado à cozinha mineira, aos queijos artesanais de Minas e à inserção produtiva de jovens por meio da gastronomia. Apoio institucional O CRQA e o INHAC contam com patrocínio de Gerdau, Instituto Unimed-BH, Cemig, Anglo American, AngloGold Ashanti, Sicoob, Geosol, EPO e Espaço 356. Realização do Ministério da Cultura e do Governo de Minas Gerais, por meio das Leis Federal e Estadual de Incentivo à Cultura. CINEMA NACIONAL “Nada”, o primeiro longa de Adriano Guimarães, protagonizado por Bel Kowarick e pela mineira Denise Stutz

  • Revista Mundaréu

    Turismo Cultura e Artes de Minas Grupo Corpo - 50 anos da maior companhia de dança moderna brasileira Revista Mundaréu, 01 de fevereiro, 2025 Sugestão de pauta: Miriam Pederneiras. Fotos: José Luiz Pederneiras Foi em Belo Horizonte, na década de 1970, que nasceu a companhia que revolucionaria a dança no país. Isso aconteceu há meio século, quando a capital mineira ainda enfrentava dificuldades para se impor no meio artístico nacional, então concentrado principalmente no eixo Rio-São Paulo. Na época, dizia-se que, para fazer sucesso no Brasil, era preciso sair de Minas. Foi neste cenário que, em 1975, o Grupo Corpo despontou e, em 1976, levou ao público seu primeiro espetáculo, Maria Maria , com coreografias do argentino Oscar Araiz. A montagem, com trilha sonora composta por Milton Nascimento e textos de Fernando Brant estreou poucos anos após o lançamento do álbum Clube da Esquina (1972) , o primeiro do icônico movimento musical. Assim, unidas, essas duas expressões artísticas cinquentenárias, Corpo e Clube da Esquina, trataram logo de reforçar a presença de Minas Gerais no panorama cultural nacional e internacional. A formação inicial do Grupo Corpo contava com apenas doze bailarinos: Carmem Purri, Déa Márcia de Souza, Denise Stutz, Fernando Castro, Hugo Travers, Izabel Costa, José Luiz Pederneiras, Mariza Pederneiras, Miriam Pederneiras, Pedro Pederneiras, Rodrigo Pederneiras e Simone Coelho. Na direção-geral, o enigmático Paulo Pederneiras, que sempre assinou a cenografia e a iluminação dos os espetáculos da companhia. Foi ele quem, há 50 anos, acompanhado do letrista e amigo Fernando Brant, convidou Milton Nascimento para compor a trilha do primeiro espetáculo, coreografado por Araiz. E o resultado foi grandioso, o Grupo Corpo ganhou projeção mundial com Maria Maria , que ganhou os palcos dos mais importantes teatros de 14 países e ficou mais de uma década em cartaz. Mais tarde, a bem-sucedida parceria se renovou com o espetáculo Último Trem . N o documentário " Bituca – Milton Nascimento" , de Flavia Moraes, que estreia em março nos cinemas, Rodrigo Pederneiras revela que a música tema do espetáculo foi composta por Milton durante uma viagem de trem . ÁGUAS PASSADAS QUE AINDA MOVEM MOINHOS Poucos sabem que a relação da família Pederneiras com a dança começou bem antes da fundação do Grupo Corpo. O ponto de partida teve como cenário o centenário casarão neoclássico do Colégio Arnaldo, no bairro Funcionários, em Belo Horizonte, onde funcionava a escola de dança da bailarina e professora Marilene Martins, a Nena, pioneira do balé moderno na capital mineira. Naquele tempo, para incentivar a participação masculina na dança, ela oferecia bolsas integrais. Os irmãos Pederneiras, então adeptos da capoeira, aceitaram o desafio e passaram a integrar o Grupo Transforma, de Nena. Em 1973, durante o Festival de Inverno de Ouro Preto, eles conheceram o trabalho do coreógrafo Oscar Araiz e, para concretizar os planos de criar o espetáculo Maria Maria , decidiram formar um grupo profissional. Após a experiência de sucesso, Rodrigo Pederneiras tornou-se o coreógrafo oficial da companhia e Paulo tratou de convencer seus pais, Manuel de Carvalho Barbosa e Isabel Pederneiras Barbosa, a cederem a casa da família, na Rua Barão de Lucena, no bairro Serra, para abrigar a sede inicial do Grupo Corpo. No mesmo local, fundaram o Corpo Escola de Dança Livre, que além de oferecer aulas para todas as idades, passou também a formar novos bailarinos para a companhia. Com o tempo, o grupo e a escola cresceram e uma nova sede, projetada pelo arquiteto ouro-pretano Éolo Maia (1942-2002), foi construída no bairro Mangabeiras. Foi lá que Rodrigo Pederneiras estreou como coreógrafo com Cantares , espetáculo com trilha do compositor mineiro Marco Antônio Araújo (1949-1986). Desde então, o Grupo Corpo não se cansa de acumular sucessos e conquistar plateias. Em meio século de existência, já realizou 24 espetáculos e se apresentou nas mais conceituadas casas de espetáculos de mais de 40 países. Além das coreografias de Rodrigo e da direção-geral, cenografia e iluminação de Paulo, suas montagens destacam-se também pelos figurinos, cenários, e pelas trilhas sonoras ousadas, na maior parte das vezes, assinadas pelos mais conceituados compositores nacionais. ESPETÁCULOS E PARCERIAS DO GRUPO CORPO 1976 - Maria Maria – Música de Milton Nascimento. 1978 - Último Trem – Música de Milton Nascimento. 198 - Cantares – Música de Marco Antônio Araújo. 1985 - Prelúdios – Música de Frédéric Chopin. 1989 - Missa do Orfanato – Música de Wolfgang Amadeus Mozart. 1992 - 21 – Música de Marco Antônio Guimarães, interpretada pelo Uakti. 1993 - Nazareth – Música de José Miguel Wisnik, baseada em obras de Ernesto Nazareth. 1994 - Sete ou Oito Peças para um Ballet – Música de Philip Glass, interpretada pelo Uakti. 1996 - Bach – Música de Marco Antônio Guimarães, inspirada na obra de J.S. Bach. 1997 - Parabelo – Música de Tom Zé e José Miguel Wisnik. 1998 - Benguelê – Música de João Bosco. 2000 - O Corpo – Música de Arnaldo Antunes. 2002 - Santagustin – Música de Tom Zé e Gilberto Assis. 2004 - Lecuona – Música de Ernesto Lecuona. 2005 - Onqotô – Música de Caetano Veloso e José Miguel Wisnik. 2007 - Breu – Música de Lenine. 2009: Ímã – Música do trio +2 (Moreno Veloso, Domenico Lancellotti e Kassin). 2011 - Sem Mim – Música de Carlos Núñez e José Miguel Wisnik, baseada em obras de Martín Codax. 2015 - Dança Sinfônica – Música de Marco Antônio Guimarães. 2015 - Suíte Branca – Música de Samuel Rosa. 2017 - Gira – Música do grupo Metá Metá. 2019 - Gil – Música de Gilberto Gil. 2021 - Primavera – Música do grupo Palavra Cantada. 2022 - Gil Refazendo – Música de Gilberto Gil. 2023 - Estancia – Música de Alberto Ginastera. AGENDA COMEMORATIVA DOS 50 ANOS DO CORPO Hoje, ao observarmos toda sua trajetória, fica evidente que o Grupo Corpo, sob a batuta de Rodrigo e Paulo Pederneiras, soube conciliar com maestria o talento artístico fenomenal de seus criadores com uma incrível competência administrativa. Está revelada a receita que tornou possível o surgimento da maior companhia de dança moderna brasileira, que estreia novo espetáculo em agosto deste ano, em São Paulo, e segue em turnê, como de costume, por várias outras cidades do Brasil e do mundo. Desta vez, dois coreógrafos vão assinar partes distintas de uma mesma montagem, Rodrigo e Cassi Abranches. A trilha é de Clarice Assad, compositora, pianista e cantora brasileira, que desenvolve um trabalho que mistura música erudita, jazz e música popular brasileira. Nas comemorações dos 50 anos da companhia, além do novo espetáculo, serão lançados também um documentário e um livro com a retrospectiva histórica e imagens captadas ao longo das cinco décadas de existência e sucesso do grupo que é de Belo Horizonte, de Minas, do Brasil e do mundo. Leia também: >>>Ponte do Rosário, uma paisagem interrompida

  • Revista Mundaréu

    Revista Mundaréu Cordisburgo Situada a cerca de 120 km de Belo Horizonte, Cordisburgo tem sua origem marcada pela exploração dos bandeirantes e pela fundação do Arraial de Vista Alegre em 1883, pelo Padre João de Santo Antônio (Fotos/Reprodução/Arquivo). Cordisburgo é uma cidade pequena, com menos de 8 mil habitantes, mas é enorme seu valor histórico. Uma de suas principais atrações é a Gruta do Maquiné, descoberta em 1825 pelo fazendeiro Joaquim Maria Maquiné e explorada pelo naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund em 1834. Ali, Lund, que é considerado o “pai da paleontologia brasileira,” realizou escavações e descobriu fósseis de animais pré-históricos que revelaram muito sobre a fauna extinta da América do Sul, como os da Preguiça-Gigante e do Tigre-Dentes-de-Sabre. A Gruta do Maquiné, aberta para visitação, possui cerca de 650 metros de galerias e salões abertos à visitação pública onde é possível admirar as formações rochosas esculpidas pelo tempo: estalactites, estalagmites e outras formações geológicas fascinantes. É um monumento natural protegido que também possui vestígios de ocupação humana pré-histórica, o que a torna um lugar ainda mais formidável. Em Cordisburgo, fica o Museu Casa Guimarães Rosa, que preserva a residência de um dos maiores escritores nacionais de todos os tempos. Passagem obrigatória para os visitantes, o museu oferece uma rica exposição de objetos pessoais, documentos e memórias que retratam a vida e a obra do autor de "Grandes Sertões Veredas" e tantas outros clássicos da literatura brasileira. A conexão com Peter Lund e Guimarães Rosa ainda oferece outros atrativos, como um monumento natural estadual inspirado na trajetória do naturalista. Com uma área de 400 m², possui uma exposição de ossadas fósseis que proporciona aos visitantes uma rica jornada pelo passado. Tem ainda o Zoológico de Pedra "Peter Lund", com réplicas de animais do período Pleistoceno. Outro destaque é o Portal Grande Sertão, localizado na Praça Miguilim, no centro da cidade. Inaugurado em 2010, o portal é composto por esculturas em bronze representando figuras humanas e cenas do sertão, criadas pelo artista Leo Santana. Em carta ao seu pai, João Guimarães Rosa (1908 – 1967) escreveu: ''Creio, firmemente, que os animais têm alma, e que, algum dia, sob não sei que forma, havemos de rever os nossos - aos quais o amor desinteressado uniu, e, ainda mais, talvez o sofrimento''. Por quatro anos o escritor adiou sua posse na Academia Brasileira de Letras. Morreu aos 59 anos, três dias depois de assumir a cadeira número 2

  • REVISTA MUNDARÉU

    Revista Mundaréu - Turismo Cultura e Artes de Minas Em destaque: INHAC forma 73 jovens cozinheiros e projeta inserção no mercado gastronômico Gritos de Alerta na Casa da Ópera com Lula Barbosa e Ricardo Castro Jornal Nosso Sol e Revista Mudaréu CONEXÃO CULTURAL NOVA LIMA - OURO PRETO Nem só de passado Ouro Preto vive Banda ‘Cachorros Mortos’ retorna aos palcos com nova formação Festival Cultural ocupa o Parque das Andorinhas com programação gratuita Lançamento: "A História dos Santos Católicos para Quem Tem Pressa" é o novo livro de Alex Bohrer Alunos do curso de Museologia da UFOP transformam Casa dos Contos em espaço de cultura urbana Museu Casa dos Contos recebe evento de hip-hop feminino em Ouro Preto Pigmentos naturais de Ouro Preto inspiram exposição de Sérgio Marzano na Casa dos Contos Oficinas de teatro convidam jovens e comunidade para experimentar o palco no IFMG Ouro Preto Vem ai a 29ª edição da Festa da Goiaba de São Bartolomeu Histórias, memórias e mistérios: Noite de lançamento na Biblioteca Pública de Ouro Preto O retorno do Parque do Itacolomi Ouro Preto Ateliê de Annamélia aberto para visitação Um sonhador imortal: Márcio Borges na Academia Mineira de Letras O retorno do órgão Arp Schnitger à Catedral da Sé, em Mariana Folhinha Mariana Tradição secular revelada em filme Cinema Nacional “Nada”, o primeiro longa de Adriano Guimarães, protagonizado por Bel Kowarick e pela mineira Denise Stutz

  • Revista Mundaréu

    Edital aberto Festival Andorinha Cultural Inscrições abertas para artistas no Festival Andorinha Cultural em Ouro Preto Revista Mundaréu, 28 de fevereiro de 2026 Foto: Ane Souz Edital aberto seleciona músicos, corais e grupos teatrais para apresentações gratuitas no Parque das Andorinhas Estão oficialmente abertas as inscrições para artistas interessados em compor a programação do projeto Arte e Cultura no Parque das Andorinhas – 3ª edição, que será realizado no Parque Natural Municipal das Andorinhas, em Ouro Preto (MG), importante unidade de conservação e nascente do Rio das Velhas. O edital de chamamento público contempla atrações nas seguintes categorias: Andorinha Instrumental – Música instrumental (cachê R$ 2.000,00); Choro das Andorinhas – Chorinho e valorização da música brasileira de raiz (cachê R$ 2.000,00); Canto da Andorinha – Corais da região (cachê R$ 1.500,00); Teatro das Andorinhas – Espetáculos teatrais, com prioridade para temática ambiental (cachê R$ 2.000,00). O edital permanece aberto por prazo indeterminado, e as atrações serão selecionadas de acordo com a demanda artística de cada edição do evento. Podem se inscrever grupos e artistas representados por pessoa jurídica com CNPJ ativo e regular, apto à emissão de nota fiscal. Não serão realizadas contratações via CPF. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site www.andorinhacultural.com.br Segundo Gilson Martins, coordenador do projeto e diretor da Holofote, a proposta é ampliar oportunidades e fortalecer a cena artística regional. "O Arte e Cultura no Parque das Andorinhas nasce do encontro entre natureza e expressão artística. Queremos que músicos, corais e grupos de teatro da região ocupem esse espaço com qualidade e sensibilidade, valorizando o território e promovendo acesso gratuito à cultura em um dos cenários mais simbólicos de Ouro Preto”, destaca Gilson. O Arte e Cultura no Parque das Andorinhas – 3ª edição tem patrocínio master da Vale por meio da Lei Rouanet, gestão da Holofote Comunicação e Cultura, e realização da Prefeitura de Ouro Preto, Fundação Gorceix, Ministério da Cultura e Governo Federal. Mais informações e acesso ao edital completo estão disponíveis no site oficial. Sobre o Andorinha Cultural A terceira edição do Arte e Cultura no Parque das Andorinhas – Andorinha Cultural propõe uma programação cultural diversificada e gratuita em Ouro Preto (MG), integrando cultura, meio ambiente e inclusão social. A iniciativa reúne apresentações musicais (chorinho, música instrumental e canto coral), espetáculos teatrais e feira de gastronomia e artesanato, promovendo a ocupação cultural consciente de um dos espaços naturais mais emblemáticos da região. Todas as atividades são gratuitas e contam com recursos de acessibilidade, incluindo intérprete de Libras, material em braille e monitoria para pessoas com deficiência, garantindo acesso democrático à cultura em diálogo com a preservação ambiental. Instituto Cultural Vale A Vale acredita que a cultura transforma vidas. É a maior apoiadora privada da Cultura no Brasil, patrocinando e fomentando projetos em parcerias que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios. Seu compromisso é contribuir com uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o fortalecimento da economia criativa. Desde a sua criação, em 2020, o Instituto Cultural Vale já esteve ao lado de mais de 1.000 projetos em 24 estados e no Distrito Federal, contemplando as cinco regiões do país com investimento de mais de R$ 1,2 bilhão em recursos próprios da Vale e via Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA), que recebem mais de 400.000 visitantes por ano. Além disso, mais de 1.000 alunos são atendidos pelo Programa Vale Música. Onde tem Cultura, a Vale está. Visite o site do Instituto Cultural Vale: institutoculturalvale.org

  • Revista Mundaréu

    Turismo Cultura e Artes de Minas Manoel Bandeira e a Casa do Vira-Saia em Ouro Preto Revista Mundaréu, dezembro de 2024 “...Mas Ouro Preto não é só o Palácio dos Governadores, A Casa dos Contos, A Casa da Câmara, Os templos, Os chafarizes, Os nobres sobrados da Rua Direita. Ouro Preto são também os casebres de taipa de sopapo, Aguentando-se uns aos outros ladeira abaixo, O casario do Vira-Saia, Que está vira-não-vira enxurro, E é a isso que precisamos acudir urgentemente!” Neste trecho de um poema do livro Guia de Ouro Preto (1938), de Manuel Bandeira, o poeta modernista chamou atenção para a situação do monumento que, na época, já estava em risco: o casarão do Vira-Saia, na ladeira de Santa Efigênia, em Ouro Preto. O imóvel, erguido no século XVIII, pertenceu ao lendário Antônio Francisco Alves, um negociante que também chefiava um grupo de assaltantes que interceptava as tropas que transportavam ouro das Minas para o Rio de Janeiro. Para os monarcas portugueses, Antônio Francisco era um fora-da-lei bastante perigoso, mas era visto pelos habitantes da vila como um grande benfeitor, pois, com os saques cometidos contra a Coroa, ele ajudava os mais necessitados. Era como Robin Hood, a figura lendária da Inglaterra medieval, aquele que roubava dos ricos para dar aos pobres. Sua casa servia como ponto estratégico do bando, que fazia uso de um código interessante: em um oratório bem próximo dali, eles “viravam a santa” para indicar o caminho dos carregamentos de ouro, daí o nome, Bando do Vira-Saia. O Oratório do Vira-Saia, em frente ao casarão onde os saqueadores se reuniam (Foto: Marcel Gautherot - 1963) Ao ser descoberto, Antônio Francisco Alves, sua esposa e suas duas filhas foram brutalmente executados e a narrativa sobre a casa na ladeira de Santa Efigênia destaca muitos mistérios. Segundo a historiadora Angela Leite Xavier, em seu livro Tesouros, Fantasmas e Lendas de Ouro Preto, os relatos incluem um túnel selado, um esqueleto emparedado e as ações noturnas de salteadores que assustavam a população com aparições fantasmagóricas enquanto roubavam. Até hoje , lendas de almas penadas e manifestações sobrenaturais permeiam aquelas bandas Oratório e casarão do Vira-Saia, durante as chuvas de 2022. Foto: Redes Apesar do alerta lançado pelo poeta Manuel Bandeira, em 1938, só em 2015 a edificação recebeu escoramento emergencial. Em outubro de 2021, o imóvel foi declarado de utilidade pública e a desapropriação foi quitada por meio de depósito judicial no valor de R$ 1 milhão e meio, sendo R$ 1 milhão com recursos da Educação e R$ 500 mil da Cultura. Em 2023, os projetos de restauro já estavam prontos quando fortes chuvas castigaram Ouro Preto e parte da Casa do Vira-Saia desabou. Finalmente, em dezembro de 2024, a Prefeitura de Ouro Preto firmou um convênio com a Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM) para obras de restauro do casarão. O acordo prevê um investimento de R$ 1,3 milhão para a revitalização do imóvel e o projeto inclui espaços de cultura, arte, educação e a criação de um Centro de Interpretação Cultural e Turismo, que oferecerá uma nova abordagem para visitantes ao promover experiências interativas com as histórias locais. Será, sem dúvida, um espaço bastante oportuno para celebrar, em 2026, os 140 anos do poeta Manuel de Sousa Carneiro Bandeira Filho, que nasceu em 19 de abril de 1886 e foi um dos fundadores do Modernismo brasileiro. Afinal, foi ele o primeiro a chamar atenção para a importância de garantir a integridade da Casa do Vira-Saia, em Ouro Preto. "Meus Amigos, meus Inimigos Salvemos Ouro Preto" Manoel Bandeira (1886- 1968) A Fé que Canta e Dança 2026

  • Revista Mundaréu

    Uma aventura cultural guiada pelos sabores de Minas Festival Roteiro dos Sabores movimenta a gastronomia regional com etapas em Itabirito, Santa Bárbara e Barão de Cocais Revista Mundaréu, 2 de junho de 2025 Uma aventura cultural guiada pelos sabores de Minas. Teve início nesta segunda-feira, 2 de junho, o Festival Roteiro dos Sabores – Uma aventura cultural pela gastronomia no Circuito do Ouro, que reúne mais de 80 empreendimentos locais em três municípios com forte tradição cultural e culinária: Santa Bárbara, Barão de Cocais e Itabirito. Com foco na valorização da gastronomia identitária regional, o festival aposta na cultura alimentar como ferramenta de fortalecimento econômico, preservação de saberes tradicionais e promoção do turismo de experiência. Etapa Santa Bárbara A programação começou em Santa Bárbara, onde as oficinas de capacitação acontecem de 2 a 6 de junho, das 14h às 17h, no espaço do CEDESP. A formação é realizada com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Desenvolvimento do Turismo. Etapa Barão de Cocais Também de 2 a 6 de junho, o município de Barão de Cocais recebe as oficinas no período da noite, das 19h às 22h, na Cozinha Escola, em parceria com o Instituto Gastronômico Colher de Pau e a Secretaria de Cultura e Turismo. Etapa Itabirito – Acuruí Já em Itabirito, a etapa acontece de 9 a 13 de junho, com encontros no distrito de Acuruí, das 18h às 21h, na sede da Associação Comunitária de Acuruí. A iniciativa conta com apoio da Secretaria Municipal de Patrimônio, Cultura e Turismo. Todas as oficinas são conduzidas pelos chefs Felipe Leroy e Eduardo Avelar, da Vitrina Cozinha Artesanal, e têm como proposta o aprimoramento de técnicas culinárias, boas práticas de produção e criação de pratos com forte vínculo com a cultura alimentar local. Produtos com identidade e sabor Encerrada a fase de capacitação, os empreendimentos participantes passam a promover os produtos desenvolvidos durante o festival, que disputarão o título de "Produto de Ouro – História e Sabor Mineiro". O público poderá conhecer, provar e votar nas receitas, ajudando a eleger as que melhor representam a alma da cozinha mineira. Festa e inclusão A programação do festival se estende até setembro, com duas grandes celebrações de encerramento: as “Saideiras”, que acontecerão em Itabirito (Acuruí) e em Santa Bárbara. As festas reunirão atrações culturais, experiências gastronômicas e troca entre cozinheiros, turistas e produtores. A programação detalhada será divulgada em breve. O festival também se destaca por seu compromisso com a inclusão, garantindo o acesso de pessoas com deficiência (PCD) em todas as etapas do projeto. Quem faz o Festival Roteiro dos Sabores O Festival Roteiro dos Sabores é uma realização aprovada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet (Lei 8.313/91), sob o Pronac 203088, com patrocínio do Grupo Avante e apoio institucional do Circuito Turístico do Ouro, das prefeituras locais e de produtores culturais da região. A produção local em Santa Bárbara é da Arte Movi Produções Artísticas, e em Barão de Cocais, da produtora Anna Beatriz Paula com assessoria da Holofote Cultura e Comunicação. A cobertura fotográfica e audiovisual é assinada por Marcos Eduardo Souza, com idealização e produção executiva de José Carlos Oliveira, coordenação técnica de Ubiraney Silva e consultoria de Kislene Silva. Apoio: Revista Mundaréu Sobre o Grupo Avante - Patrocinador do Festival Roteiro dos Sabores, o Grupo Avante é composto pelas empresas Ferro Puro Mineração, GSM Mineração, CDB Logística e CDA Logística. Atua na produção de Sinter Feed, Hematitinha e granulado, com processamento de minério de ferro realizado a seco, sem uso de explosivos e sem formação de barragens. A atuação do grupo se baseia em quatro pilares: Pessoas, Segurança, Meio Ambiente e Comunidade. Desde 2023, adota o Programa Avante de Sustentabilidade (PAS), alinhado aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Inscrições abertas para o Festival “Roteiro dos Sabores – Uma Aventura Cultural pela Gastronomia no Circuito do Ouro” Revista Mundaréu, 6 de maio de 2025 Itabirito, Barão de Cocais e Santa Bárbara sediam o festival dedicado à culinária mineira e ao patrimônio cultural da região Estão abertas, até 20 de maio de 2025, as inscrições para o Festival Roteiro dos Sabores – Uma Aventura Cultural pela Gastronomia no Circuito do Ouro. O evento será realizado nos municípios de Itabirito, Santa Bárbara e Barão de Cocais, com foco na valorização da culinária tradicional mineira, qualificação de empreendedores e fortalecimento da gastronomia como manifestação cultural e atrativo turístico. Com o tema “Produtos de Ouro – História e Sabor Mineiro”, os participantes deverão desenvolver pratos ou produtos inspirados na cozinha mineira, utilizando insumos regionais e recebendo orientação de chefs convidados durante oficinas presenciais. As criações concorrerão ao selo “Produtos de Ouro – História e Sabor Mineiro”, com avaliação técnica e voto popular. O festival se estrutura em três etapas: capacitações, promoção dos empreendimentos participantes e de seus produtos, e o encerramento com a Saideira Feira Gastronômica Musical — evento aberto ao público com exposição, comercialização e premiação dos finalistas. Podem se inscrever empreendimentos gastronômicos, pessoas físicas ou jurídicas — como restaurantes, bares, bistrôs e produtores de alimentos artesanais — sediados nos municípios participantes. A inscrição é gratuita. As capacitações serão conduzidas pela empresa Vitrine Cozinha Artesanal, com participação de Felipe Leroy, especialista em gestão de processos e sustentabilidade e consultor do Sebrae-MG no programa Prepara Gastronomia, e de Eduardo Avelar, arquiteto e chef formado nas escolas Le Cordon Bleu e Ritz Escoffier, em Paris, criador do projeto Territórios Gastronômicos. As oficinas ocorrem entre os dias 2 e 13 de junho: em Santa Bárbara, de 2 a 6 de junho, das 14h às 17h, no CEDESP; em Barão de Cocais, nas mesmas datas, das 19h às 22h, na Cozinha Escola do Instituto Colher de Pau; e em Itabirito, de 9 a 13 de junho, das 18h às 21h, na Associação Comunitária de Acuruí. A Saideira Feira Gastronômica Musical marca o encerramento do festival com duas edições: em Itabirito, no dia 30 de agosto, das 11h às 18h, na Quadra de Esportes de Acuruí; e em Santa Bárbara, no dia 7 de setembro, também das 11h às 18h, na Estação Ferroviária, com participação dos finalistas de Barão de Cocais. Segundo José Carlos Oliveira, idealizador e produtor executivo do festival, o tema desta edição é “Produtos de Ouro – História e Sabor Mineiro”. Os participantes deverão desenvolver pratos ou produtos inspirados na culinária mineira, utilizando insumos típicos da região e contando com a orientação de chefs convidados durante as capacitações. “Mais do que um concurso, o festival é uma jornada cultural que destaca a riqueza da cozinha mineira, marcada pela fusão das tradições indígenas, africanas e portuguesas, e pelo uso de ingredientes como milho, feijão, carne suína e doces típicos, como goiabada e doce de leite”, afirma o idealizador. O Festival Roteiro dos Sabores é realizado com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet – Pronac 203088), com patrocínio do Grupo Avante. Conta com parcerias locais da Secretaria de Patrimônio, Cultura e Turismo e da Associação Comunitária de Acuruí, em Itabirito; da Secretaria de Cultura e Desenvolvimento do Turismo, em Santa Bárbara; da Secretaria de Cultura e do Instituto Gastronômico Colher de Pau, em Barão de Cocais; além do Circuito Turístico do Ouro. Todas as atividades são gratuitas e incluem medidas de acessibilidade para Pessoas com Deficiência (PCD). Apoio: Revista Mundaréu Festival “Roteiro dos Sabores – Uma Aventura Cultural pela Gastronomia no Circuito do Ouro” REGULAMENTO INSCRIÇÃO ONLINE FICHA DE INSCRIÇÃO (PDF) Mais informações festival.roteirosabores@gmail.com TUDO SOBRE O FESTUR Lançamento de audiolivro e uma extensa programação gratuita

  • Revista Mundaréu

    Carnaval para Todos! OAB Minas Gerais manifesta apoio ao bloco "Todo Mundo Cabe no Mundo" A OAB Minas Gerais, por meio das Comissões de Direitos Humanos e de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, emitiu nota de irrestrito apoio e reconhecimento ao bloco "Todo Mundo Cabe no Mundo", destacando-o como exemplo de inclusão. NOTA CONJUNTA DE APOIO AO BLOCO "TODO MUNDO CABE NO MUNDO" As Comissões de Direitos Humanos e de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB/MG) es Comissões de Liberdade de Imprensa e Expressão e de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB/Barro Preto vêm a público manifestar seu irrestrito apoio e reconhecimento ao bloco de carnaval "TODO MUNDO CABE NO MUNDO", destacando seu exemplo de promoção da inclusão de pessoas com autismo, deficiência visual e deficiência intelectual, através da implementação de métodos de acessibilidade. Neste momento em que a sociedade busca, cada vez mais, a construção de espaços de convivência inclusivos e respeitosos, o bloco "Todo Mundo Cabe no Mundo" demonstra, de forma exemplar, corajosa e revolucionária, o verdadeiro espírito do carnaval: a celebração da diversidade e a garantia do direito de todos à cultura e ao lazer. A utilização de recursos como comunicação visual adaptada, espaços sensoriais, acompanhamento especializado e outras medidas de acessibilidade evidencia o compromisso do bloco com a promoção da igualdade e o combate à discriminação, servindo de modelo a ser seguido. As Comissões signatárias reafirmam seu compromisso com a defesa dos direitos das pessoas com deficiência e a promoção da inclusão social, e parabenizam o bloco "Todo Mundo Cabe no Mundo" por sua iniciativa inovadora e inspiradora, que serve de farol para outros eventos. Convidamos a todos a prestigiar o desfile do bloco "Todo Mundo Cabe no Mundo", que acontecerá no próximo domingo, às 10h, na Avenida Brasil com Avenida Francisco Sales, em Belo Horizonte/MG. Que o exemplo do "Todo Mundo Cabe no Mundo" inspire outros eventos e iniciativas a adotarem práticas inclusivas, construindo um carnaval e uma sociedade mais justos e acessíveis para todos. Desejamos uma ótima e alegre festa a todos! Ad referendum. Dr. WAGNER DIAS FERREIRA Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG Dra. CARLA PATRÍCIA RODRIGUES Presidenta da Comissão da Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB/MG DANIEL DESLANDES DE TOLEDO Presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Expressão da OAB/MG - Barro Preto VERA LIMA BOLOGNINI Membra Colaboradora e Corrodenadora de Imprensa da Comissão de Liberdade de Imprensa e Expressão da OAB/MG - Barro Preto ANDREA DÁRIO Membra Colaboradora e Corrodenadora de Artes da Comissão de Liberdade de Imprensa e Expressão da OAB/MG - Barro Preto ANA PAULA DACOTA Membra Colaboradora e Corrodenadora de Literatura da Comissão de Liberdade de Imprensa e Expressão da OAB/MG - Barro Preto

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    Minas e o resgate do trem da história Fotos: Ane Souz_2024 Em Minas, trem é música, poesia e saudade. No imaginário do mineiro, trem é tudo. Por isso é tão importante preservar nossas antigas estações, monumentos sobreviventes da rede ferroviária, lugares carregados de histórias dos tempos em que os trilhos levavam alegria e prosperidade às vilas e pequenas localidades. Atenta à importância dessa tradição, a Holofote Cultural, de Itabirito, criou e agora conduz os projetos de restauração de duas estações ferroviárias valiosas. A primeira, em Engenheiro Corrêa, distrito de Ouro Preto, com patrocínio da J. Mendes e Herculano, e a segunda, no município de Moeda, com patrocínio MRS Logística. Moeda: Um Chalé de Recordações Inaugurada em 1919, a Estação de Moeda traduz em linhas e formas o espírito de sua época. Com sua arquitetura que evoca os chalés europeus e pinceladas neoclássicas, é mais que uma edificação: é uma testemunha de um passado que se faz presente. Tombada como patrimônio cultural, sua plataforma isolada, jardins e chafariz são guardiões de histórias que pulsaram em sua paisagem urbana. A restauração da estação de Moeda é um gesto que vai além da preservação. É um ato de fé na memória coletiva, um reconhecimento de que a cultura de um povo está presente nas estruturas que ergueu e nas histórias guardadas entre paredes. Para Gilson Fernandes Antunes Martins, diretor executivo da Holofote, "a preservação de edificações centenárias valoriza a história e a memória afetiva das comunidades. Esses símbolos não são apenas vestígios físicos do passado, mas representações de identidade cultural." Assinatura da ordem de serviço para início das obras de restauro da Estação Ferroviaria de Moeda, MG Engenheiro Corrêa, memórias no Jardim da História Assinatura da ordem de serviço para início das obras de restauro da Estação Ferroviaria de Engenheiro Corrêa, MG Construída em 1896, a Estação de Engenheiro Corrêa, em Ouro Preto, era chamada de Estação Sardinha, mas ganhou o nome atual em homenagem ao engenheiro Manoel Francisco Corrêa Júnior, que teve um destino triste perto dali. Ele morreu em um desastre no km 514 da ferrovia que trabalhava. Esta estação não era apenas um ponto de passagem, mas um espaço de encontros e vivências. Com um pequeno jardim, uma fonte e bancos, era frequentada por moradores locais de Amarante, Casa Branca e Bação, sendo cenário de amizades, romances e da intensa movimentação ferroviária de passageiros e cargas. Com a restauração em andamento, o projeto visa não apenas recuperar sua estrutura física, mas também resgatar seu papel histórico e cultural. A contrapartida social é o programa "Estação de Memória", que receberá semanalmente professores e alunos para vivências educativas no local, promovendo a valorização da história ferroviária mineira. Caminho de Ferro Hoje, sobre os trilhos que cortam Minas, a Maria Fumaça já não canta mais. Mas o eco distante de seu apito atravessou o tempo e ainda nos faz lembrar de um passado que não pode ser esquecido. Esses projetos, além de preservar o patrimônio ferroviário mineiro, convidam as novas gerações a se reconectarem com as histórias que nos definem. Cada tijolo restaurado e cada detalhe resgatado devolvem vida a espaços que foram palco de encontros, despedidas e mudanças. Hoje, ao visitarmos as estações silenciosas, ainda sentimos o convite para embarcar no trem da história, carregado de sentimentos que fizeram de Minas o que ela é. O famoso trenzinho ilustrado por Milton Nascimento

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    Turismo Cultura e Artes de Minas Inclusão e aceitação são temas do novo livro de Karla Carvalho, com ilustrações de Catarina Rangel Stutz “Coisas incríveis acontecem na cabeça de Tim” é o novo livro da psicopedagoga Karla Carvalho, publicado pela Ases da Literatura. A obra trata do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e destaca que cada criança tem características únicas. A história apresenta Tim, uma criança com TDAH, suas dificuldades com atenção, hiperatividade e impulsividade, além de suas capacidades criativas. O texto explora estratégias e ferramentas para apoiar seu desenvolvimento e reforça a importância do trabalho conjunto entre família, escola e profissionais especializados. O livro promove reflexões sobre inclusão e aceitação e revela que o TDAH é parte da criança e que seu potencial pode ser desenvolvido com apoio adequado. As ilustrações são de Catarina Rangel Stutz, em sua segunda parceria com a autora do texto. Karla e Catarina já fizeram juntas outro livro, “Emoções dentro de mim: A raiva”, que ensina a criança a lidar com esse sentimento tão frustrante e ameaçador. Karla também é autora de “Casulos”, com ilustrações de Lia Rangel, e “A menina e sua nuvem de pensamentos”, ilustrado por Juliana Rangel. LANÇAMENTO! COISAS INCRÍVEIS ACONTECEM NA CABEÇA DE TIM pode ser encomendado Aqui

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