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Turismo Cultura e Artes de Minas Manoel Bandeira e a Casa do Vira-Saia em Ouro Preto Revista Mundaréu, dezembro de 2024 “...Mas Ouro Preto não é só o Palácio dos Governadores, A Casa dos Contos, A Casa da Câmara, Os templos, Os chafarizes, Os nobres sobrados da Rua Direita. Ouro Preto são também os casebres de taipa de sopapo, Aguentando-se uns aos outros ladeira abaixo, O casario do Vira-Saia, Que está vira-não-vira enxurro, E é a isso que precisamos acudir urgentemente!” Neste trecho de um poema do livro Guia de Ouro Preto (1938), de Manuel Bandeira, o poeta modernista chamou atenção para a situação do monumento que, na época, já estava em risco: o casarão do Vira-Saia, na ladeira de Santa Efigênia, em Ouro Preto. O imóvel, erguido no século XVIII, pertenceu ao lendário Antônio Francisco Alves, um negociante que também chefiava um grupo de assaltantes que interceptava as tropas que transportavam ouro das Minas para o Rio de Janeiro. Para os monarcas portugueses, Antônio Francisco era um fora-da-lei bastante perigoso, mas era visto pelos habitantes da vila como um grande benfeitor, pois, com os saques cometidos contra a Coroa, ele ajudava os mais necessitados. Era como Robin Hood, a figura lendária da Inglaterra medieval, aquele que roubava dos ricos para dar aos pobres. Sua casa servia como ponto estratégico do bando, que fazia uso de um código interessante: em um oratório bem próximo dali, eles “viravam a santa” para indicar o caminho dos carregamentos de ouro, daí o nome, Bando do Vira-Saia. O Oratório do Vira-Saia, em frente ao casarão onde os saqueadores se reuniam (Foto: Marcel Gautherot - 1963) Ao ser descoberto, Antônio Francisco Alves, sua esposa e suas duas filhas foram brutalmente executados e a narrativa sobre a casa na ladeira de Santa Efigênia destaca muitos mistérios. Segundo a historiadora Angela Leite Xavier, em seu livro Tesouros, Fantasmas e Lendas de Ouro Preto, os relatos incluem um túnel selado, um esqueleto emparedado e as ações noturnas de salteadores que assustavam a população com aparições fantasmagóricas enquanto roubavam. Até hoje , lendas de almas penadas e manifestações sobrenaturais permeiam aquelas bandas Oratório e casarão do Vira-Saia, durante as chuvas de 2022. Foto: Redes Apesar do alerta lançado pelo poeta Manuel Bandeira, em 1938, só em 2015 a edificação recebeu escoramento emergencial. Em outubro de 2021, o imóvel foi declarado de utilidade pública e a desapropriação foi quitada por meio de depósito judicial no valor de R$ 1 milhão e meio, sendo R$ 1 milhão com recursos da Educação e R$ 500 mil da Cultura. Em 2023, os projetos de restauro já estavam prontos quando fortes chuvas castigaram Ouro Preto e parte da Casa do Vira-Saia desabou. Finalmente, em dezembro de 2024, a Prefeitura de Ouro Preto firmou um convênio com a Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM) para obras de restauro do casarão. O acordo prevê um investimento de R$ 1,3 milhão para a revitalização do imóvel e o projeto inclui espaços de cultura, arte, educação e a criação de um Centro de Interpretação Cultural e Turismo, que oferecerá uma nova abordagem para visitantes ao promover experiências interativas com as histórias locais. Será, sem dúvida, um espaço bastante oportuno para celebrar, em 2026, os 140 anos do poeta Manuel de Sousa Carneiro Bandeira Filho, que nasceu em 19 de abril de 1886 e foi um dos fundadores do Modernismo brasileiro. Afinal, foi ele o primeiro a chamar atenção para a importância de garantir a integridade da Casa do Vira-Saia, em Ouro Preto. "Meus Amigos, meus Inimigos Salvemos Ouro Preto" Manoel Bandeira (1886- 1968) A Fé que Canta e Dança 2026
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Edital aberto Festival Andorinha Cultural Inscrições abertas para artistas no Festival Andorinha Cultural em Ouro Preto Revista Mundaréu, 28 de fevereiro de 2026 Foto: Ane Souz Edital aberto seleciona músicos, corais e grupos teatrais para apresentações gratuitas no Parque das Andorinhas Estão oficialmente abertas as inscrições para artistas interessados em compor a programação do projeto Arte e Cultura no Parque das Andorinhas – 3ª edição, que será realizado no Parque Natural Municipal das Andorinhas, em Ouro Preto (MG), importante unidade de conservação e nascente do Rio das Velhas. O edital de chamamento público contempla atrações nas seguintes categorias: Andorinha Instrumental – Música instrumental (cachê R$ 2.000,00); Choro das Andorinhas – Chorinho e valorização da música brasileira de raiz (cachê R$ 2.000,00); Canto da Andorinha – Corais da região (cachê R$ 1.500,00); Teatro das Andorinhas – Espetáculos teatrais, com prioridade para temática ambiental (cachê R$ 2.000,00). O edital permanece aberto por prazo indeterminado, e as atrações serão selecionadas de acordo com a demanda artística de cada edição do evento. Podem se inscrever grupos e artistas representados por pessoa jurídica com CNPJ ativo e regular, apto à emissão de nota fiscal. Não serão realizadas contratações via CPF. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site www.andorinhacultural.com.br Segundo Gilson Martins, coordenador do projeto e diretor da Holofote, a proposta é ampliar oportunidades e fortalecer a cena artística regional. "O Arte e Cultura no Parque das Andorinhas nasce do encontro entre natureza e expressão artística. Queremos que músicos, corais e grupos de teatro da região ocupem esse espaço com qualidade e sensibilidade, valorizando o território e promovendo acesso gratuito à cultura em um dos cenários mais simbólicos de Ouro Preto”, destaca Gilson. O Arte e Cultura no Parque das Andorinhas – 3ª edição tem patrocínio master da Vale por meio da Lei Rouanet, gestão da Holofote Comunicação e Cultura, e realização da Prefeitura de Ouro Preto, Fundação Gorceix, Ministério da Cultura e Governo Federal. Mais informações e acesso ao edital completo estão disponíveis no site oficial. Sobre o Andorinha Cultural A terceira edição do Arte e Cultura no Parque das Andorinhas – Andorinha Cultural propõe uma programação cultural diversificada e gratuita em Ouro Preto (MG), integrando cultura, meio ambiente e inclusão social. A iniciativa reúne apresentações musicais (chorinho, música instrumental e canto coral), espetáculos teatrais e feira de gastronomia e artesanato, promovendo a ocupação cultural consciente de um dos espaços naturais mais emblemáticos da região. Todas as atividades são gratuitas e contam com recursos de acessibilidade, incluindo intérprete de Libras, material em braille e monitoria para pessoas com deficiência, garantindo acesso democrático à cultura em diálogo com a preservação ambiental. Instituto Cultural Vale A Vale acredita que a cultura transforma vidas. É a maior apoiadora privada da Cultura no Brasil, patrocinando e fomentando projetos em parcerias que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios. Seu compromisso é contribuir com uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o fortalecimento da economia criativa. Desde a sua criação, em 2020, o Instituto Cultural Vale já esteve ao lado de mais de 1.000 projetos em 24 estados e no Distrito Federal, contemplando as cinco regiões do país com investimento de mais de R$ 1,2 bilhão em recursos próprios da Vale e via Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA), que recebem mais de 400.000 visitantes por ano. Além disso, mais de 1.000 alunos são atendidos pelo Programa Vale Música. Onde tem Cultura, a Vale está. Visite o site do Instituto Cultural Vale: institutoculturalvale.org
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Revista Mundaréu - Turismo Cultura e Artes de Minas Em destaque: Cinema movido a bicicletas chega em Maracujá Pigmentos naturais de Ouro Preto inspiram exposição de Sérgio Marzano na Casa dos Contos Oficinas de teatro convidam jovens e comunidade para experimentar o palco no IFMG Ouro Preto Vem ai a 29ª edição da Festa da Goiaba de São Bartolomeu Ouro Preto celebra o Mês das Mulheres com “Um Encontro com Chiquinha Gonzaga” Histórias, memórias e mistérios: Noite de lançamento na Biblioteca Pública de Ouro Preto Inscrições abertas para artistas no Festival Andorinha Cultural em Ouro Preto Biblioteca Pública de Ouro Preto lança livro da Rota Jaguara na Noite Mineira de Museus e Bibliotecas Estação ferroviária de Ouro Preto entra em restauro e reacende projeto do trem turístico O retorno do Parque do Itacolomi Ouro Preto Ateliê de Annamélia aberto para visitação Um sonhador imortal: Márcio Borges na Academia Mineira de Letras Livros sobre a Rota Jaguara são doados à Biblioteca e às escolas públicas de Itabirito Formação em gastronomia conecta Minas e Portugal A Fé que Canta e Dança 2026 ACURUÍ Livro é lançado com a presença de personagens reais da história Estação Ferroviária de Engenheiro Corrêa inaugura novo ciclo cultural no distrito de Ouro Preto "O Abraço" de Marcelino Ramos Minas reafirma sua identidade Estação Ferroviária de Moeda renasce como espaço de cultura e pertencimento O retorno do órgão Arp Schnitger à Catedral da Sé, em Mariana ROTA JAGUARA Projeto do Grupo Avante realiza palestras e oficinas em escolas de Itabirito, Ouro Preto e Rio Acima Exposição “Noturnas e Raridades”, de Gilberto de Abreu, celebra amizade e memória de Lô Borges Folhinha Mariana Tradição secular revelada em filme Novo livro de Angelo Oswaldo Cinema Nacional “Nada”, o primeiro longa de Adriano Guimarães, protagonizado por Bel Kowarick e pela mineira Denise Stutz
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Parque urbano amplia horário de funcionamento Agora aberto todos os dias, Horto dos Contos reforça papel de parque urbano no centro de Ouro Preto Revista Mundaréu, 21 de maio de 2025 Espaço amplia horário de funcionamento e se firma como opção de lazer, cultura e contato com a natureza para moradores e turistas. No centro histórico de Ouro Preto, o parque Horto dos Contos está de portas abertas para quem quiser caminhar, relaxar ou simplesmente curtir um pedaço verde no meio da cidade. A partir desta semana, suas trilhas passam a receber visitantes todos os dias. A mudança faz parte de um esforço da Prefeitura para reforçar a vocação do Vale do Contos como parque urbano, com espaços voltados ao lazer, ao esporte e à contemplação. A área tem mais de 28 hectares e se estende da Rua Padre Rolim, na entrada da cidade, até a Igreja do Pilar, passando pela Casa dos Contos e por quintais, pomares e terraços que, no século XIX, encantaram viajantes europeus. A história do Horto Em 1798, dez anos antes da criação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a Coroa portuguesa determinou a fundação, em Vila Rica, de um espaço destinado ao cultivo de plantas indígenas e exóticas, além de madeiras de lei. Foi escolhida uma área de 28,3 hectares entre a Igreja São Francisco de Paula e a Casa dos Contos. O terreno natural foi transformado por meio de terraços sucessivos, no centro dos quais foram instalados repuxos inspirados nos jardins italianos e franceses. Um deles, o inglês John Mawe, escreveu sobre o lugar como um “império da flora”, impressionado com a quantidade de flores, hortas e arranjos paisagísticos. E esse encanto segue vivo. Caminhar por lá hoje é se deparar com ipês, quaresmeiras, amoreiras, jacarandás, além de bambuzais e paineiras que enfeitam a paisagem. As trilhas permitem um novo olhar sobre o centro histórico de Ouro Preto. De um dos mirantes, por exemplo, é possível ver a Igreja São Francisco de Paula emoldurando a cidade. Mais abaixo, surge a Igreja de São José, com detalhes atribuídos ao mestre Aleijadinho. Perto dali está o prédio da antiga Santa Casa, onde funciona atualmente o Paço da Misericórdia e o Museu Boulieu. O Parque Municipal Horto dos Contos, onde a natureza cresce livre e a cidade parece desacelerar, é um espaço de respiro para moradores e turistas, bem no meio do casario colonial. Acesso e horários de visitação Portarias do Pilar e da Rodoviária Todos os dias: das 8h às 18h Portaria do Museu Casa dos Contos Terça a sábado: das 8h às 18h (entrada até 17h45) Domingo: das 10h às 14h Segunda-feira: não abre Festur 2025 lança audiolivro da Rota Jaguara e anuncia versão bilíngue impressa e digital para o segundo semestre
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Especial Dia do Livro 2025: Por Cleusmar Fernandes ESPECIAL DIA DO LIVRO DA MEMÓRIA AO FUTURO: A BIBLIOTECA PÚBLICA DE OURO PRETO NA ERA DIGITAL Revista Mundaréu, 23 de abril de 2025 Por Cleusmar Fernandes Diretor da Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto A Biblioteca Pública de Ouro Preto - Foto: Greiza Tavares A Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto é mais que um espaço de leitura — é guardiã da memória, portal do conhecimento e ponto de encontro comunitário. Suas estantes repletas de histórias dialogam com o passado e anunciam o futuro, num momento em que é urgente valorizar o livro e o saber como ferramentas de transformação. Com um acervo de cerca de 50 mil obras, a Biblioteca abriga registros que ajudam a entender o traço neoclássico dos casarões e a planta do Palácio D’Ouro — o mais antigo da cidade — revelando as marcas da influência lusitana. Em Ouro Preto, cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, a arquitetura e a cultura fundem-se numa identidade diversa, e a Biblioteca é espelho e guardiã dessa essência. Durante a pandemia, em 2021, quando a cidade foi silenciada pela onda roxa, surgiu o projeto Delivro — uma resposta criativa ao isolamento social. O delivery de livros buscava alimentar, com literatura, as famílias reclusas em casa, enfrentando desafios com o ensino remoto. A proposta simples e potente levou conhecimento até a porta dos leitores: bastava solicitar o título desejado por telefone ou e-mail, e o livro, higienizado e acondicionado, era entregue por motoboy com EPIs. O serviço, gratuito, segue ativo e tem ganhado ainda mais adesão. A partir dali, a Biblioteca ampliou sua presença digital com ações em parceria com a Prefeitura, a Secretaria de Educação e a Casa do Professor. Lançamentos virtuais de livros, contação de histórias e rodas de conversa passaram a integrar a rotina digital da instituição, levando cultura e afeto a lares ouro-pretanos. Nos anos seguintes, já no cenário pós-pandêmico e com o incentivo do governo municipal, a Biblioteca consolidou projetos como A Biblioteca vai à escola, Inverno Literário, Noite Mineira de Bibliotecas e Museus, Sarau: Música, Leitura e Poesia, Visita Guiada, Virada Cultural, Batalha da Pracinha e Natal Literário — conectando leitura, escola e comunidade. Hoje, avança com ousadia no digital. Com o sistema Sophia, em fase de implantação nas escolas municipais, os alunos poderão consultar e solicitar obras do acervo da própria escola, ou da sede, de forma integrada. Um sistema de reservas permitirá que o próprio Delivro busque e entregue os títulos, aproximando o livro do leitor em qualquer ponto da cidade. Essa modernização é fruto de um plano de governo que acredita na cultura como eixo transformador. Prova disso é a aprovação pioneira do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, alinhado ao Plano Nacional, que habilita Ouro Preto a participar de editais federais e estaduais. Com o olhar no futuro, a equipe da Biblioteca planeja visitas técnicas, como a que será feita à Biblioteca Estadual Luiz de Bessa, em Belo Horizonte, e presença em eventos como a Bienal Mineira do Livro e o Encontro Sophia Biblioteca, em São Paulo. A busca é por referências e experiências que possam enriquecer o acervo e a gestão bibliotecária local. Os dados mostram o avanço. Desde a adoção do sistema digital, o número de novos cadastros cresceu: 225 (2021), 217 (2022), 270 (2023) e já 252 (em 2024). Empréstimos digitais também cresceram: de 314 em 2022 para 1.095 em 2024, enquanto os manuais diminuíram, consolidando a nova era. Mais de 25 mil buscas foram realizadas no sistema apenas em 2024, com destaque para o período noturno. Somam-se ainda mais de 2.500 empréstimos pelo Delivro e um total de 5.364 livros emprestados pelas duas modalidades. Os dados mostram uma biblioteca viva, que acompanha o ritmo dos leitores. Mas o avanço não para. A Inteligência Artificial, por exemplo, é vista como aliada, não como ameaça. Ferramentas como chatbots e sistemas automatizados otimizam a rotina das bibliotecárias e ampliam o atendimento. A IA permite ainda classificação de conteúdo, realidade aumentada, acessibilidade e novos formatos de interação com o acervo. Há desafios, claro. Privacidade e uso ético dos dados são pautas constantes. Mas a Biblioteca está atenta, preparada, viva. Afinal, como disse Angelo Oswaldo ao receber Rui Mourão na Academia Mineira de Letras, “tocar o papel é um gesto sensorial que nos reconduz à nossa humanidade”. Neste 23 de abril, Dia Mundial do Livro, a Biblioteca de Ouro Preto celebra sua trajetória e projeta o futuro. O livro, longe de ser um objeto obsoleto, continua a ser o mais potente dos portais. E ele te espera — de páginas abertas. Cleusmar Fernandes é graduado em Gestão Pública pela Universidade de Brasília, psicólogo clínico pela Universidade Paulista - UNIP, especializado em Neuropsicologia
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Informes da Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto Cleusmar Fernandes conduz diálogo sobre sexualidade no projeto "A Biblioteca Vai à Escola", em Cachoeira do Campo Revista Mundaréu, 20 de agosto, 2025 A Biblioteca Pública de Ouro Preto, em parceria com a Casa do Professor, promove mais uma edição do projeto A Biblioteca Vai à Escola, iniciativa que aproxima a comunidade escolar do universo da leitura e do conhecimento. Criado em 2023, o projeto leva livros, contação de histórias e palestras para dentro das escolas, sempre com foco no aprendizado de forma lúdica e significativa. A próxima atividade acontece no dia 21 de agosto, das 9h30 às 11h30, na Escola Municipal Aydée Antunes (CAIC), no distrito de Cachoeira do Campo. Desta vez, a proposta integra a Semana da Família na Escola e traz como tema “Sexualidade: como o adolescente cria sua identidade e como a família influencia nesse processo”. O encontro será conduzido por Cleusmar Fernandes, diretor da Biblioteca Pública Municipal, psicólogo clínico e especialista no desenvolvimento do adolescente. A atividade propõe um diálogo aberto com pais, alunos e a comunidade sobre questões como: formação da identidade na adolescência, influência da família, efeitos da repressão, caminhos para o apoio familiar e a importância do diálogo entre pais e filhos. A proposta também discute o papel da escola em compreender não apenas o comportamento dos alunos, mas as experiências de infância de seus pais, fortalecendo relações mais humanas e empáticas no processo educacional. As escolas interessadas em receber o projeto podem entrar em contato com a Biblioteca Pública de Ouro Preto para consultar a agenda. A iniciativa é realizada pela Prefeitura de Ouro Preto e organizada pela equipe da Secretaria Municipal de Educação. Biblioteca Pública de Ouro Preto sedia exposição e venda de bordados do projeto Sementes de Luz Revista Mundaréu, 14 de julho, 2025 A Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto recebe, entre os dias 18 e 20 de julho, a exposição e venda dos bordados do projeto Sementes de Luz. A mostra estará aberta ao público das 14h às 18h e tem entrada gratuita. Criada em 2021, a iniciativa nasceu em uma rede voluntária de mulheres com objetivo inicial de oferecer apoio a mães em situação de vulnerabilidade, mas o projeto cresceu e hoje também promove inclusão social, geração de renda e valorização do trabalho artesanal. As peças, todas produzidas à mão, estarão disponíveis para venda durante os três dias de evento. Parte da renda será revertida para a manutenção do próprio projeto e aquisição de novos materiais. Além da comercialização dos produtos, a exposição busca dar visibilidade à história das bordadeiras e à importância da preservação dos saberes tradicionais. Ao sediar a iniciativa, a Biblioteca Pública reforça seu papel como espaço de incentivo à cultura local e apoio a práticas educativas inclusivas. O evento é também uma forma de aproximar moradores e turistas da riqueza dos fazeres populares que compõem o tecido social de Ouro Preto. A programação integra as ações culturais da Biblioteca, que tem investido em atividades voltadas à valorização da memória, do patrimônio imaterial e da educação para os direitos culturais. Serviço Exposição e venda de bordados do projeto Sementes de Luz Data: 18, 19 e 20 de julho Horário: das 14h às 18h Local: Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto Entrada gratuita Exposição Literária Itinerante – “Casa de Poesia: Poemas para as Crianças” Revista Mundaréu, 24 de junho, 2025 De 02 a 31 de julho, das 8h às 18h, na Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto Nas férias de julho, a Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto abre as portas para o encantamento da literatura infantil. Em parceria com o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e Comunitárias, será realizada a Exposição Literária Itinerante – “Casa de Poesia: Poemas para as Crianças”, voltada especialmente para o público infantil e suas famílias. A mostra propõe um mergulho lúdico no universo da poesia, com textos, imagens e ambientações que estimulam a imaginação e a sensibilidade das crianças. O espaço será preparado para acolher os pequenos leitores com rimas, cores e versos que transformam a leitura em uma experiência afetiva e criativa. A exposição estará aberta à visitação entre os dias 02 e 31 de julho, de segunda a sexta, das 8h às 18h, na sede da biblioteca, localizada na Rua Xavier da Veiga, 309 – Centro. A atividade é gratuita e indicada para todas as idades. Biblioteca Pública de Ouro Preto abre suas portas para o Diálogo sobre Educação Antirracista Revista Mundaréu, 8 de junho, 2025 No dia 12 de junho, a Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto convida a comunidade para viver uma noite de reflexão, cultura e resistência. A partir das 19h, o espaço sedia mais uma edição da Noite Mineira de Museus e Bibliotecas, projeto estadual que propõe ampliar o horário de funcionamento de instituições culturais em todo o estado, incentivando novas vivências noturnas com o patrimônio e a memória mineira. Nesta 11ª edição, o tema escolhido pela biblioteca ouro-pretana ecoa com força: Educação Antirracista. A proposta dialoga com o trabalho das escolas municipais, que vêm incorporando essa pauta em práticas pedagógicas, projetos e formação docente. A programação da noite reúne arte, literatura e roda de conversa, buscando valorizar as culturas afro-brasileiras, combater o racismo estrutural e afirmar a biblioteca como espaço plural, democrático e de transformação social. Programação | Quinta, 12 de junho 19h – Exposição: Objetos Sagrados de Candomblé e Umbanda Com curadoria do professor Jéferson Jr. da Rocha Ferreira, a mostra reúne objetos litúrgicos das religiões de matriz afro-brasileira. O público poderá conhecer elementos simbólicos dessas tradições, muitas vezes alvo de preconceito e invisibilização, como forma de promover o respeito à diversidade religiosa e o conhecimento das raízes africanas presentes na cultura brasileira. 20h – Lançamento do livro “Lua Preta” A escritora Maria do Carmo Brandão (Madu Brandão) apresenta a obra que conta a história de Tonzé, menino negro que carrega na pele e na fala a ancestralidade mineira. Um livro que celebra a representatividade, a infância e a força da linguagem local como forma de identidade e resistência. 21h – Diálogo: A Educação Antirracista nas Escolas Municipais de Ouro Preto Encerrando a noite, uma roda de conversa com educadores e gestores que atuam na construção de políticas públicas de igualdade racial no município. Estarão presentes: Déborah Etrusco, secretária municipal de Educação Kedison Guimarães, diretor de Promoção da Igualdade Racial Professor Luiz Basílio, referência em práticas pedagógicas decoloniais A Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto reafirma, assim, seu papel como espaço vivo de saberes compartilhados. Em tempos de intolerância e retrocessos, essa noite é um convite à escuta, à empatia e à construção de caminhos mais justos. Serviço 11ª Noite Mineira de Museus e Bibliotecas Quinta-feira, 12 de junho de 2025 A partir das 19h Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto Entrada gratuita Educação emocional em pauta: projeto “A Biblioteca Vai à Escola” promove diálogo sobre a série Adolescência Revista Mundaréu, 16 de maio, 2025 No próximo dia 22 de maio, às 7h30, a Escola Municipal Major Raimundo Felicíssimo, no distrito de Amarantina, receberá mais uma edição do projeto A Biblioteca Vai à Escola. A iniciativa é promovida pela Prefeitura Municipal de Ouro Preto, por meio da Secretaria Municipal de Educação, e tem como proposta integrar o universo da leitura com temas contemporâneos relevantes para o ambiente escolar. Desta vez, o encontro será dedicado a um diálogo aberto sobre a série Adolescência, trazendo à tona questões sensíveis e fundamentais para o desenvolvimento dos estudantes. O objetivo é estimular a reflexão coletiva sobre temas como bullying, afetividade, sexualidade, relações sociais e o papel da família e da escola no acolhimento dos jovens. A ação integra um conjunto de estratégias da Secretaria de Educação voltadas à valorização da saúde mental e da educação emocional, reconhecendo que o processo de ensino-aprendizagem vai além do conteúdo curricular. Durante o evento, também será debatida a importância do diálogo entre pais e filhos e o impacto das vivências familiares na formação dos alunos. Outro ponto relevante é o convite à escuta qualificada dos profissionais da educação sobre o contexto em que vivem os estudantes e suas famílias, favorecendo a construção de uma educação mais empática e humanizada. O projeto “A Biblioteca Vai à Escola” propõe-se, assim, a criar espaços de convivência, escuta e troca de experiências, fortalecendo a rede de apoio entre escola, alunos e comunidade. Ao abordar temas da adolescência com sensibilidade e responsabilidade, a ação reafirma o compromisso com uma formação integral, que cuida do saber e do sentir. Biblioteca Pública de Ouro Preto inaugura nova Sala Infantojuvenil Revista Mundaréu, 9 de maio, 2025 Na próxima quarta-feira, 14 de maio, às 10h30, a Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto recebe a comunidade para a entrega oficial da nova Sala de Leitura Infantojuvenil, espaço totalmente reformado e dedicado ao incentivo à leitura entre crianças e adolescentes. A cerimônia marca mais um passo significativo no fortalecimento das políticas públicas de cultura e educação na cidade. A reforma do espaço foi realizada por meio de parceria entre a Prefeitura de Ouro Preto, a Secretaria Municipal de Educação, o Rotary Club de Ouro Preto e a Saneouro. A nova sala é mais ampla, ventilada e equipada com mais de mil obras literárias cuidadosamente selecionadas para o público jovem. Com ambiente acolhedor e acompanhamento de profissionais qualificados, o espaço tem como missão estimular o gosto pela leitura desde a infância, promovendo o desenvolvimento cognitivo, social e emocional por meio do contato com a literatura. Mais que um espaço físico, a nova Sala Infantojuvenil se propõe a ser um território de imaginação, criatividade e formação cidadã. A Biblioteca Pública de Ouro Preto fica na Rua Xavier da Veiga, 309, no Centro Histórico. A entrada é gratuita. Lançamento do livro Teia, de Elis Silva Revista Mundaréu, 6 de maio, 2025 Na quarta-feira, 8 de maio, às 19h, a Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto recebe o lançamento de "Teia", romance de estreia da escritora e professora Elis Silva. Publicado pela BC Editora, o livro propõe um mergulho poético nas tramas da memória, do cotidiano e dos silêncios femininos. Moradora de Ouro Preto e professora do IFMG – Campus Ouro Preto, Elis Silva estreia na literatura com uma narrativa sensível e potente, marcada pelos laços familiares, pelo universo das mulheres e pela força das histórias que brotam do interior de Minas. Doutora em Física, a autora é reconhecida por sua produção acadêmica, mas agora se revela também como contadora de histórias, estreando na ficção com a mesma delicadeza e firmeza que imprime em sua atuação como educadora e pesquisadora. Ambientado no interior mineiro, Teia oferece ao leitor um fio de leitura íntimo e comovente, entrelaçando realidade e imaginação, silêncio e resistência. O evento contará com bate-papo com a autora, sessão de autógrafos e venda de exemplares no local. A entrada é gratuita. Serviço Lançamento do livro Teia, de Elis Silva Data: 08 de maio de 2025 (quarta-feira) Horário: 19h Local: Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto Endereço: Rua Xavier da Veiga, 309 – Centro – Ouro Preto/MG Nova sinalização turística destaca os monumentos de Ouro Preto
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Tapetes da Semana Santa e o Teatro da Fé Ouro Preto e os Tapetes da Semana Santa Revista Mundaréu, 04 de abril 2025 Foto: Nino Stutz Depois de reviver as Dores de Maria e os momentos da Paixão e Morte de Cristo, o Sábado de Aleluia marca o fim do longo e reflexivo período da Quaresma, iniciado logo após o Carnaval. É então que as ruas de Ouro Preto se transformam. A mobilização para essa celebração é intensa. A Prefeitura organiza a logística — do tingimento da serragem à distribuição do material ao longo do percurso por onde vai passar a procissão da Ressurreição. A Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP) oferece suporte técnico e apoio, enquanto moradores e visitantes atravessam a noite empenhados na confecção dos desenhos. Uns criam livremente, outros seguem moldes. Crianças, adultos, famílias inteiras tomam as ruas para ajudar. A regra é simples: qualquer pessoa pode participar da confecção dos tapetes, independentemente da crença, desde que o trabalho respeite os símbolos religiosos e o padrão estético da celebração. E, na manhã do Domingo de Páscoa, personagens bíblicos e dezenas de crianças vestidas de anjinho completam o cenário e puxam o cortejo, seguido pelos fiéis. É nessa hora que todo o esforço feito durante a madrugada se desfaz sob os pés da multidão, enquanto a procissão avança. Os tapetes poderiam até ser vistos como uma arte efêmera, mas é uma manifestação tão marcante que se eterniza na memória e no coração de todos que dela participam. Uma tradição quase tricentenária Os tapetes devocionais chegaram ao Brasil com os portugueses e se difundiram no período barroco, acompanhando o crescimento das cidades mineiras e sua forte ligação com o catolicismo. Em Ouro Preto, a tradição remonta ao Triunfo Eucarístico de 1733, na reinauguração da Matriz do Pilar. Naquela época, fiéis vestidos de gala enfeitaram o caminho da procissão com flores e folhagens. Com o tempo, o costume se transformou na confecção dos tapetes, que passaram a ser elaborados com materiais diversos. Hoje, eles fazem parte tanto da Semana Santa quanto da festa de Corpus Christi. Os tapetes simbolizam a acolhida de Jesus em Jerusalém, quando a população cobriu o caminho com ramos e mantos. Por isso, seus desenhos trazem símbolos religiosos que reforçam a fé e a devoção à Eucaristia. Doces e alegria no Domingo de Páscoa Ao final da procissão, os anjinhos em revoada recebem canudos recheados com amêndoas, deliciosos confeitos de açúcar preparados com chocolate, amendoim ou coco, temperados com erva-doce, cravo e canela. Essas guloseimas simbolizam a renovação da vida e a alegria da Ressurreição. A entrega das amêndoas é feita por voluntários da paróquia e por famílias que mantêm viva essa tradição há gerações. Um gesto simples, mas carregado de afeto, que envolve as crianças na liturgia e na cultura popular ouro-pretana. E não são apenas elas que se encantam — muitos adultos estendem as mãos para reviver essa doce memória da infância. Foto: Nino Stutz Foto: Nino Stutz O Teatro da Fé Ivair Fabiano Silva é um dos ouro-pretanos engajados nas cerimônias de sua paróquia. Ele explica que as figuras que saem na Procissão da Ressurreição, no Domingo de Páscoa, são basicamente as mesmas que aparecem na sexta-feira da Paixão, na chamada Procissão do Enterro. E, segundo ele, são muitas: “A composição inclui personagens do Antigo e do Novo Testamento, todos com papéis definidos no teatro da fé que toma conta das ruas de Ouro Preto”. Além de participar das encenações, Ivair também faz a locução na sexta-feira — é ele quem chama cada uma dessas figuras: “É um trabalho minucioso, porque o figurado é extenso. Há profetas, reis, apóstolos, soldados, personagens históricos e bíblicos. Tem o Barrabás, Pilatos, Herodes, José de Arimateia e Nicodemos — esses dois últimos são os que descem o Cristo da cruz na sexta-feira. E também tem o Anjo da Amargura. É muita gente!” A guarda romana também participa das duas procissões, mas, na Páscoa, há uma diferença marcante: “Enquanto na sexta-feira ela entra em cena armada, com lanças e capacetes, no domingo ela aparece em missão de paz. Os capacetes são levados nas mãos, não há lanças, apenas uma espada simbólica, mais pela composição do que por qualquer mensagem de confronto. É como se todo o aparato de guerra tivesse se rendido à paz da ressurreição”, explica Ivair. Ao longo dos anos, ele já viveu diversos desses papéis: “Já fui apóstolo, evangelista, José de Arimateia... Hoje, atuo principalmente na locução. É uma forma de estar dentro da história da paróquia — e também dentro da fé”. Foto: Neno Viana Memória e devoção Nesta foto de 2004, conduzindo o pálio, está o então prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo, que hoje ocupa novamente o cargo, ao lado do Cônego José Feliciano da Costa Simões. Por 46 anos, Simões esteve à frente da Paróquia de Nossa Senhora do Pilar, zelando pelas tradições da Semana Santa e pelo patrimônio histórico da cidade. Defensor incansável da arte sacra, lutou contra o roubo e a degradação das igrejas, conseguindo recuperar preciosidades, como a imagem de Nossa Senhora das Mercês, esculpida por Aleijadinho e desaparecida desde 1962. Padre Simões faleceu em 2009, aos 78 anos, deixando um legado de fé e resistência. Mas, para muitos, sua lembrança mais doce vem de um gesto simples: ao fim da procissão do Domingo de Páscoa, distribuía balas às crianças na Malhação do Judas, mantendo viva a alegria popular entre os ritos da Semana Santa. Leia mais sobre a Semana Santa em Ouro Preto no site da nossa jornalista parceira: valeriamonteiro.com.br
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Fado em Cidades Históricas em Ouro Preto Fado em Cidades Históricas ocupa o Largo do Alto das Dores em Ouro Preto Nos dias 31 de maio e 1º de junho, Ouro Preto recebe a 2ª edição do Fado em Cidades Históricas, com programação gratuita no Largo da Igreja das Dores. O evento celebra a lusofonia por meio de música, poesia, história e gastronomia. A proposta do projeto é estreitar os laços entre Brasil e Portugal e criar pontes entre heranças portuguesas, africanas e indígenas, com consciência crítica e valorização das memórias partilhadas. O público poderá desfrutar de apresentações de fado, batuques e lundus, além de vivências que resgatam vínculos culturais e afetivos. Parte da programação segue para Petrópolis (RJ), entre os dias 6 e 7 de junho. A realização é do Ministério da Cultura, Natasha Artes e Planeta Cultura e Sustentabilidade, com apoio das prefeituras de Ouro Preto e Petrópolis, e do Consulado Geral de Portugal. O projeto conta com patrocínio da Galp, Gerdau, Geocoba Engenharia, Tecnoplano e TAP Air Portugal. SHOWS EM DESTAQUE Programação Completa "Fado nas Cidades Históricas" - Ouro Preto Sábado (31/ 05) 12h - Feira Sabores e Fazeres 12h - Fado para Miúdos, com lançamento do livro “Turma da Mônica - Encontro com Fernando Pessoa” 16h - Palestra de história “Os legados do colonialismo português: exploração e desafios contemporâneos”, com Thales Guaracy 17h - Coletivo Negras Autoras 17h45 - Show Natanael Carvalho 18h30 - Show Maria Emilia (Fado) 19h30 - Show Yamandu Costa 21h - Show Carminho (Fado) 22h30 - DJ MdM Domingo (01/ 06) 12h - Feira Sabores e Fazeres 12h - Fado para Miúdos - Cortejo das Tradições; Nau da Brincadeira; Ateliê Livre Eco das Artes; Histórias de Além Mar. 14h - Cooking Show - Chef António Oliveira 15h30 - Show Sérgio Pererê 17h - Show Mariana Aydar (Forró) 19h - Show Cuca Roseta (Fado) Exposição de Luiz Pêgo no Palácio d’Ouro e mostra individual “Alguma P-arte de Mim”, de Fernando Pacheco, na Casa Torta
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Palácio D’Ouro, Instituto Yara Tupinambá e Ajê Bistrô Bar trazem para Ouro Preto a exposição “João-Congo”, de Valdelice Neves Revista Mundaréu, 08 de fevereiro 2025 Com abertura no dia 13 de fevereiro, às 16h30, no Centro Cultural Palácio d’Ouro, em Ouro Preto, a mostra “João-Congo”, de Valdelice Neves, traz obras que dialogam com a natureza, exploram diferentes linguagens artísticas e refletem uma profunda pesquisa da artista sobre “João-Congo”, pássaro da Amazônia que a inspira há anos. Valdelice Neves é artista visual e escritora, com uma trajetória marcada pelo aprofundamento em técnicas de gravura em metal, escultura, pintura, vídeo e performance. Formada em Artes Plásticas pela Escola Guignard, especializou-se em Filosofia da Arte, Museologia e Arte Contemporânea. Seu trabalho recebeu reconhecimento e prêmios no Brasil e no exterior. Durante a abertura, será realizada uma sessão de autógrafos do livro "João-Congo, o Príncipe da Floresta", uma fábula ecológica da artista, publicação relançada agora com um novo prefácio escrito por Marcelo Xavier, autor de mais de 20 livros e duas vezes ganhador do Prêmio Jabuti. A exposição permanecerá aberta ao público de 14 de fevereiro a 16 de abril, no Palácio d’Ouro, um espaço cultural criado pelo antiquário Edson Toledo, dedicado à preservação da história da cidade e à divulgação da cultura e das artes. Além da programação artística, o local ainda oferece visitas guiadas previamente agendadas aos seus luxuosos espaços, que mantêm características originais da época do Ciclo do Ouro em Minas Gerais. Situado na Rua Conselheiro Quintiliano, 627, no bairro Lajes, em Ouro Preto, o Palácio d’Ouro reabriu suas portas em 2022, após quase 15 anos fechado, consolidando-se como um importante espaço cultural da histórica cidade. Confira também Novas imagens da expedição pela Rota Turística Jaguara Rota Jaguara
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Cineop 2025 vem aí CineOP 2025 Ouro Preto sedia mostra brasileira dedicada à preservação audiovisual, com programação gratuita, intensa e diversificada para todos os públicos Victor Stutz, para a Revista Mundaréu – 27 de maio de 2025 De 25 a 30 de junho de 2025, Ouro Preto (MG) – Patrimônio Mundial da Humanidade – será novamente palco de uma das mais importantes celebrações da sétima arte no Brasil. A 20ª edição da CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto reafirma seu lugar de destaque ao unir preservação, história e educação em uma programação gratuita e aberta ao público, com sessões de filmes, debates, oficinas, encontros e diversas atrações culturais. Mais do que uma exibição cinematográfica, o evento evidencia como o cinema, ao se fazer presente, convoca também as demais artes — a música, a dança, a pintura, a escultura, o teatro e a literatura — compondo uma experiência estética e sensível que emociona, provoca e educa. Idealizada e realizada pela Universo Produção, a CineOP é a única mostra do Brasil que trata o cinema como patrimônio. Desde sua criação, promove o diálogo entre três frentes temáticas interdependentes — preservação, história e educação — e se tornou referência nacional e internacional ao fortalecer redes de profissionais e instituições voltadas à salvaguarda audiovisual brasileira. Com o tema “Preservação: A alma do cinema brasileiro”, a mostra de 2025 propõe olhar para o futuro sem esquecer o passado, reforçando a preservação como gesto político, pedagógico e coletivo frente às crises ambientais, à digitalização desenfreada e aos riscos de apagamento da memória cultural. Estrutura inédita e programação intensa marcam a 20ª edição Durante seis dias, a cidade histórica de Ouro Preto se transforma na capital do cinema brasileiro com uma programação plural, gratuita e acessível. Três espaços de exibição vão compor a estrutura do evento: o Cine-Praça, instalado na Praça Tiradentes, com capacidade para 500 pessoas em sessões ao ar livre; o Cine-Teatro, montado no Centro de Convenções, com 510 lugares em ambiente fechado; e o novo Cine-Museu, localizado no anexo do Museu da Inconfidência, com 90 lugares e uma programação especial. A diversidade da programação reforça o compromisso da CineOP com a democratização do acesso ao cinema. Estão previstas exibições de filmes brasileiros em pré-estreias nacionais, além de mostras temáticas e homenagens a personalidades do cinema, da preservação e da educação audiovisual. A agenda inclui ainda o 20º Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros, o XVII Fórum da Rede Kino Latino-Americano de Cinema, Educação e Audiovisual, além de debates, rodas de conversa, oficinas, masterclasses, exposições, lançamentos de livros e cortejos artísticos. A programação cultural será completada com shows, performances e atrações para todos os públicos. Mais de 400 convidados são esperados, incluindo cineastas, pesquisadores, arquivistas, professores, estudantes e representantes de instituições do Brasil e do exterior, consolidando a CineOP como um espaço de intercâmbio e articulação de políticas para o audiovisual brasileiro. Uma homenagem ao humor das mulheres no cinema brasileiro A temática histórica da 20ª CineOP presta homenagem à força e à complexidade do humor feminino no cinema brasileiro. A proposta é analisar criticamente as dinâmicas do riso e do escracho a partir da pergunta “quem ri de quem?”, destacando o olhar feminino como ferramenta de reflexão, crítica social e desconstrução de estereótipos. De Dercy Gonçalves a Tatá Werneck, passando por Regina Casé, Fernanda Torres e Adriana Esteves, a mostra constrói um panorama das atrizes e diretoras que desafiaram as convenções da comédia nacional e ocuparam um espaço historicamente masculino. Também contempla o trabalho de cineastas como Tereza Trautman, Ana Carolina, Anna Muylaert, Julia Rezende e Susana Garcia, além de nomes emergentes como Sabrina Fidalgo, Clara Anastacia e Fernanda Chicolet, que expandem as fronteiras estéticas da comicidade e introduzem novos corpos, experiências e subjetividades no fazer cinematográfico. A homenagem pretende revelar a pluralidade das comicidades presentes na produção feita por mulheres, valorizando tanto o humor popular quanto as experimentações autorais, numa perspectiva que reconhece o riso como gesto político e emancipador. Participação das escolas e processo de inscrição A formação de público e o envolvimento com a educação estão no centro da proposta curatorial da CineOP. Em 2025, o evento reafirma esse compromisso ao organizar sessões específicas para estudantes, como as tradicionais Sessões Cine-Escola, voltadas a mais de 3 mil alunos da rede pública. A programação educativa contempla também oficinas e atividades mediadas sobre linguagem audiovisual, com foco no pensamento crítico e na leitura de mundo a partir das imagens em movimento. Além disso, a Mostrinha de Cinema e a Mostra Valores compõem o núcleo voltado à infância e juventude, com filmes cuidadosamente selecionados para promover valores de respeito, diversidade e convivência. Escolas públicas e privadas interessadas em levar seus alunos às sessões e atividades educativas devem realizar inscrição prévia, gratuita, por meio de formulário disponível no site oficial da CineOP. O processo garante transporte para grupos escolares da região e permite aos educadores o planejamento adequado da participação nas atividades. >>> Escolas/Inscrições Agora aberto todos os dias, Horto dos Contos reforça papel de parque urbano no centro de Ouro Preto











