
Revista Mundaréu Ano II Agosto de 2026
Ouro Preto MG
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Turismo Cultura e Artes de Minas Passeio no Alto das Cabeças Mapa ilustrado por Catarina Rangel Clique na imagem para ampliar e passear Mesmo enquanto a reabertura da Igreja do Bom Jesus não acontece, ainda há muito para se ver no Alto das Cabeças, a antigo caminho de entrada de Vila Rica. Os moradores costumam contar que o nome do bairro, "Cabeças", teria sido inspirado em algumas histórias que sugerem que existiu, ali, uma forca para executar os criminosos e intimidar os visitantes mal-intencionados. Hoje, o acesso mais frequente ao bairro é pela Rua Alvarenga, referência ao nome do poeta inconfidente Inácio José Alvarenga Peixoto, antigo morador da região. O trajeto começa na Ponte do Rosário, feita de pedra em arco romano, um monumento citado nos versos de “Marília de Dirceu”, de Tomás António Gonzaga, outro poeta inconfidente. No caminho, à direita, avista-se o casarão erguido por Henrique Dumont, pai de Alberto Santos Dumont. A mãe do inventor, Dona F rancisca de Paula Santos, era de tradicional família ouro-pretana. Pouco acima do imponente sobrado fica a pequena Capela do Bom Jesus da Pedra Fria, parada obrigatória dos fiéis durante o jubileu do Bom Jesus das Cabeças, em setembro. Mais à frente, sempre à direita, uma agradável área de lazer com cerca de 8 mil metros, uma praça arborizada, com anfiteatro, parquinho e um mirante de onde se tem uma belíssima vista para várias igrejas históricas e, também, para o Pico do Itacolomi, que guiou os bandeirantes nas trilhas do ouro. Pouco acima da Praça das Cabeças, um charmoso chafariz e, no final da subida, alcança-se uma antiga cruz de cantaria. Depois do cruzeiro de pedra, um conjunto de residências geminadas, e assim chegamos à Igreja do Bom Jesus de Matosinhos e São Miguel e Almas. Bem ao lado do templo, fica o Colégio Arquidiocesano, uma grandiosa construção neocolonial da década de 1930. Dali pra frente, a Rua Alvarenga segue plana até uma grande coluna de pedra sobre um pedestal protegido por lajes, o "Chafariz da Coluna". Pouco adiante, fica o casarão onde morou o romancista e poeta Bernardo Guimarães, e é no sobrado do ilustre escritor, autor de “A Escrava Isaura”, que o nosso passeio chega ao fim.
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