top of page

Festival Tudo é Jazz 2025 traz Corpo Cidadão à Casa da Ópera de Ouro Preto 

 

A presença do Corpo Cidadão em Ouro Preto reforça ainda mais a parceria da Revista Mundaréu com o projeto criado e apoiado pelo Grupo Corpo, a mais reconhecida companhia de dança moderna do Brasil

​

Revista Mundaréu, 24 de julho de 2025

_8501949.jpg

Foto: José Luiz Pederneiras

Entre os dias 7 e 12 de agosto, Ouro Preto recebe a 23ª edição do Festival Tudo é Jazz. Neste ano, o evento homenageia duas grandes vozes femininas: Ella Fitzgerald e Dolores Duran. Com programação gratuita e descentralizada, o festival ocupará diversos espaços da cidade com shows, oficinas, workshops, cortejos musicais e atividades formativas. O tradicional Cabaré do Fraga, criado pelo estilista Ronaldo Fraga, também está confirmado, com sessões no Centro Acadêmico da Escola de Minas (CAEM).

​

Corpo Cidadão em cena

​

Entre os destaques da programação está a participação do Grupo Experimental de Dança (GED), do Corpo Cidadão, projeto idealizado e coordenado por Miriam Pederneiras, que apresenta em Ouro Preto um espetáculo dividido em duas coreografias: SOU e K-LICA. No palco, jovens artistas dão corpo a criações que dialogam com temas contemporâneos e com suas próprias vivências. 

​

As apresentações acontecem no sábado, dia 9 de agosto, a partir das 18 horas, na Casa da Ópera, o Teatro Municipal de Ouro Preto, inaugurado em 1770, considerado o mais antigo teatro em funcionamento das Américas, segundo o Guinness Book, o Livro dos Recordes. 

​

SOU propõe uma reflexão sobre as múltiplas dimensões da identidade. Com coreografia de Luan Barcelos, a obra explora memórias, pertencimentos e deslocamentos, colocando em cena corpos em constante transformação. A partir do contato com o outro, o espetáculo questiona a identidade como algo fixo, abrindo espaço para o plural, o mutável e o relacional.

​

K-LICA, por sua vez, nasce da potência das ruas. A coreografia é assinada por Rudson Rocha, bailarino do próprio GED, e articula elementos da dança contemporânea com as estéticas do funk e do passinho. A trilha sonora, composta por Leonardo Molina, incorpora ritmos e cantos do povo Bantu, criando um ambiente que celebra a vitalidade das culturas periféricas. Em cena, os intérpretes afirmam suas experiências e criam pontes entre tradição e experimentação.

​

Além da programação musical e cênica, o Tudo é Jazz recebe também a exposição Ella & Dolores, com curadoria e conceito de Ronaldo Fraga. A mostra será instalada na Casa de Gonzaga, sobrado do século XVIII que foi residência do jurista e poeta Tomás Antônio Gonzaga, figura central da Inconfidência Mineira. O edifício histórico, que já abrigou diversas funções administrativas ao longo dos séculos, é atualmente sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Ouro Preto.

K-LICA: coreografia de Rudson Rocha e trilha composta por Leonardo Molina (fotos: José Luiz Pederneiras)

SOU: coreografia de Luan Barcelos e trilha original de Numa Gama (fotos: José Luiz Pederneiras)

PROGRAMAÇÃO FESTIVAL TUDO É JAZZ

Programação atualizada.png
bottom of page