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- Rota Turística Jaguara, o livro | Revista Mundaréu
Livro "Caminhando pela Rota Jaguara" Textos de Victor Stutz Fotos de Ane Souz Coordenação editorial: Gilson Antunes Patrocínio: Ferro Puro Mineração Lei Federal de Incentivo à Cultura PRONAC: 221082 Lançamento: JUNHO/2025 Fevereiro de 2025 A Revista Mundaréu seguiu a expedição nas visitas às comunidades de Galego e Conceição do Rio Acima, em Santa Bárbara. Novembro de 2024 Viajamos pelas serras do Gandarela, Capanema e Jaguara, cruzamos os municípios de Itabirito, Rio Acima e Ouro Preto e passamos pelas comunidades de Maracujá, Acuruí, em Itabirito, e Palmital, em Rio Acima . Em Galego, com Dona Geralda Carvalho de Pádua Nair Carvalho, pães, bolos, doces e conservas de Acuruí Ivan, Jeane e Henrique, da Pousada Lunar, em Galego Bar da Nica, em Conceição do Rio Acima Com o Sr. Valdomiro, Mercearia do Ratinho, Maracujá Prosa com Ubiratã, no Palmital Com Vitor, das Cavalgadas, e Saulo, no Palmital Rodrigo De Angelis, Projeto Caboclo D'Água, Represa Rio de Pedras, Acuruí Dona Teca, de Acuruí Normando, Cervejaria Uaimií Com Fernanda e seu pai, Sr. Joaquim, o encantador de búfalos Recanto dos Búfalos, Acuruí Cristina, Restaurante Pôr do Sol, Rio Acima Dona Ana Mônica, Restaurante Catana da Serra, e Saulo, Mirante do Espinhaço Com Daniela e Tia Lúcia, Aconchego de Tia Lúcia, de massas especiais Sirley Pena, Mercearia Acuruí Raul Damásio e Edilson (Vila Moura Olival), na reunião com João Paulo (Arjor) e comunidades da região Eduardo e Eliane, Recanto do Eduardo, Rio Acima Klaus Athayde, Serra de Capanema Ratinho, Klaus e Gustavo Athayde, da Serra de Capanema, e Mõnica, da Catana da Serra Adair, Eliane e Rintintim Cantina Mãos Dadas, no Centro Histórico de Acuruí Guilherme, Empório Tijuco Jefferson e Núbia, Restaurante Taberna (Acuruí) Black, da Pousada do Guerreiro Pousada Mirante do Espinhaço
- Parceiros | Revista Mundaréu
A Revista Mundaréu, primeira Revista Digital de Turismo, Cultura e Artes da Região dos Inconfidentes, passa a operar em rede com o site da jornalista Valéria Monteiro , em São Paulo. Com essa parceria, a arte e a cultura de Minas Gerais ganham a interlocução de uma das mais renomadas profissionais do jornalismo nacional — a jornalista que fez história ao quebrar paradigmas nos telejornais da TV Globo entre 1986 e 1993. Primeira mulher no elenco de apresentadores do Jornal Nacional, Valéria foi apontada, em 1992, como a jornalista de maior credibilidade da TV brasileira pelo Instituto DataFolha. Ora-pro-nóbis, rogai por nós (e crescei também!) Valéria Monteiro 24 de março 2025 Me disseram que a ora-pro-nóbis era praticamente uma praga — daquelas que pegam fácil, se espalham sem cerimônia e viram cerca-viva em pouco tempo. Com essa fama, achei que a minha fosse dominar o jardim rapidinho. Mas não. Está ali, quieta, num vaso grande, semelhante ao do meu abacateiro, que, por sua vez, cresce cheio de força e vitalidade. Ela, não. Ainda tímida, parece estar escolhendo o momento certo de se revelar. Ou será que essa planta só vai pra frente quando tem uma cerca para se agarrar? Plantei a ora-pro-nóbis em casa não só pela curiosidade, mas porque ouvi falar dos seus efeitos benéficos para o sistema de defesa do nosso corpo — e isso nunca foi tão importante quanto agora. Minha neta começou a ir à escola. E, como toda avó sabe (e sente), o primeiro ano é aquele em que o sistema imunológico ainda está aprendendo a se virar sozinho. A contaminação é constante, os resfriados se revezam entre os coleguinhas e a família inteira acaba sofrendo junto. Mas ninguém deixa de abraçar a criança, claro. Além disso, venho buscando cada vez mais fontes de proteína que não sejam de origem animal. Por gosto mesmo. E a ora-pro-nóbis é uma das campeãs nesse quesito. Rica em proteínas, fibras, ferro, cálcio, magnésio e vitaminas, essa planta nativa da América Tropical já foi chamada de “carne dos pobres” — e não é à toa. Estudos da Universidade Federal de Viçosa comprovaram seu valor nutricional e seu potencial para fortalecer a imunidade. Ora-pro-nóbis O amigo Victor Stutz, da revista Mundaréu, conta com poesia uma lenda mineira que pode explicar a origem do nome: dizem que padres da Serra do Caraça usavam a planta como cerca-viva e proibiam os fiéis de colher suas folhas. Mas o povo, esperto, aproveitava os momentos de missa para pegar algumas escondido. Daí, talvez, o nome Ora pro nobis — “rogai por nós”, em latim. Hoje, a ora-pro-nóbis vai muito além do improviso: está nos cardápios de restaurantes sofisticados em cidades como Ouro Preto, Mariana e Tiradentes. É estrela em pratos com linguiça, costelinha, marreco, carne moída… Em Sabará, MG, ela ganhou até um festival gastronômico que celebra seu valor cultural e alimentar. Enquanto minha plantinha decide se cresce ou apenas me observa, sigo cuidando dela com carinho. Talvez ela só precise de tempo. E, como tudo que é bom, virá quando estiver pronta. Quando florescer, já sei: vai ter panela esperando por ela. Você sabia que… A ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) também é conhecida por outros nomes populares, como orabrobó, lobrobó e lobrobô? Apesar de ser uma cactácea, possui folhas verdes, carnudas e comestíveis — algo raro entre os cactos. É uma planta rústica, resistente, e uma excelente alternativa alimentar para quem busca saúde, sabor e menos dependência da proteína animal. >>> Confira na página ‘Comer & Beber’, do site da Valéria, uma receita deliciosa de frango com ora-pro-nóbis Foto de Deiwison Xavier (Ouro Preto, MG) O Sotaque que Transita Entre Fronteiras. Por Valéria Monteiro para Revista Mundaréu 23 de Março de 2025 Embora Campinas fique bem pertinho de Minas, o estado é grande, e a fronteira sul já carrega uma cadência mineira forte — mas com um “R” final que se aproxima mais do que se ouve no interior paulista. Em Belo Horizonte, o “R” é gutural, arranhado lá no fundo da garganta, como um eco francês ou alemão. Já nas falas campineiras, o “R” é retroflexo, o famoso “R caipira”, vibrante e com a língua enrolada, tão típico que parece quase uma assinatura cultural. Nasci em BH, mas nunca morei de fato em Minas. Apesar dos dois meses de férias que passava lá todos os anos, não sei se daria para dizer que cheguei a morar. Ainda assim, as raízes estavam firmes: meus pais nasceram e cresceram em Minas, e a maior parte da nossa família continua por lá. Eles tinham um orgulho imenso do seu sotaque “belorizontino”, que não por acaso foi eleito recentemente o mais charmoso do país. Esse orgulho se refletia em mim — eles faziam questão de que eu falasse como eles, mesmo quando comecei a estudar em Campinas e os sons ao meu redor queriam me puxar para outros ritmos. A infância não é exatamente gentil com as diferenças. O que hoje chamamos de bullying, naquela época era um teste de sobrevivência — e para mim, isso incluiu aprender a sustentar a maneira como eu falava. As piadas, imitações e olhares enviesados me ensinaram, sim, a ter casca grossa. Mas foi o respeito e o amor dos meus pais pelo jeito mineiro de falar que realmente moldaram minha resistência. Entre a vergonha e o pertencimento, fiquei com o segundo. Cresci achando bonito o sotaque carioca do meu avô. Tentava imitar o chiado, o gingado das palavras, e até buscava justificativas para adotar aquele som. Morei quase uma década no Rio e desenvolvi um senso profundo de pertencimento à cidade — mas o sotaque, mesmo com todo convívio, nunca me pegou. Nunca foi um esforço para evitar, simplesmente não aconteceu. Meu sotaque ficou misturado, mais sutil, com nuances adquiridas aqui e ali, mas ainda reconhecivelmente parecido com o dos meus pais. Minha filha, nascida em Campinas, viveu parte da infância no Rio e passou uma década em, onde foi alfabetizada. Quando voltamos a Campinas, ela carregava um sotaque americano que era, ao mesmo tempo, adorável e cômico. Lembro do nosso espanto e das gargalhadas com o nome de um novo colega de escola: Arthur — não pela dificuldade de pronunciar com o sotaque americano, mas porque o jeito abrasileirado, com o “R” gutural que ela tinha aprendido de mim, soava confuso demais para os próprios ouvidos. O “TH” em inglês, pronunciado com a língua entre os dentes, foi um dos maiores desafios. Para nós, brasileiros, era difícil de aprender, mas para ela, o que parecia engraçado era justamente a confusão de entender o que os outros diziam, sem saber exatamente como pronunciar. Com o tempo, foi surgindo nela um sotaque híbrido, só dela, mas parecido com o meu — um “R” mineiro, gutural, salpicado de gírias campineiras. Como se, no fim, a voz da casa tivesse mesmo um campo gravitacional próprio. Sotaques são muito mais que jeito de falar — são identidade, são memória. Carregam histórias, valores, afeto. E também provocam reações. Em uma aula brilhante sobre moralidades cotidianas, o professor Paul Bloom, da Universidade Yale, apresentou um estudo marcante: enquanto bebês não demonstravam qualquer rejeição baseada na cor da pele, reações de estranhamento e até recusa surgiam ao ouvirem diferentes sotaques. O que parecia “familiar” ou “diferente” estava, antes de tudo, na voz. No som. Lembro de ouvir meu pai dizer que, na época das telefonistas, ligava para a Bahia só para escutar o sotaque das atendentes. Aquilo me causava um desconforto difícil de nomear. Talvez fosse ciúme cultural. Ou só a estranheza de ver alguém se encantar por uma voz que não era a da própria casa. Me parecia uma espécie de traição — como se, mesmo sem intenção, ele flertasse com um jeito de falar que não era o nosso. Como se a beleza de outro sotaque ameaçasse o pertencimento que ele mesmo tanto valorizava. A convivência com diferentes sotaques é uma das maiores riquezas de viver em um país como o nosso. Ela nos desafia a escutar melhor, a compreender o outro com mais generosidade. Mais ainda: essa diversidade sonora estimula a cognição, amplia vocabulários, revela modos únicos de pensar o mundo. É como se cada sotaque fosse uma lente nova para ver a realidade. Se cada língua carrega uma cultura inteira, cada sotaque revela o território emocional de um povo. O meu — que começou mineiro, passou por Campinas, viveu o Rio, ecoou Nova York pelos ouvidos da minha filha e continua em trânsito — é um mosaico afetivo. E que bom que seja assim: híbrido, enraizado e ainda em transformação. >>> Conheça e siga o novo Caderno Turismo&Viagem do site da autora As mulheres (in)visíveis da Inconfidência Mineira Valéria Monteiro para Revista Mundaréu 11 de Março de 2025 Março chegou, e com ele o mês das Mulheres. Aproveitando também a nova parceria do site com a revista Mundaréu, achei mais do que justo dedicar este espaço a contar um pouco sobre as mulheres que estiveram envolvidas — direta ou indiretamente — na Inconfidência Mineira. Essas histórias raramente ganham destaque, mas merecem (e muito!) ser lembradas. Quando a gente pensa na Inconfidência, logo vem à mente Tiradentes: a barba, a forca, o discurso pela liberdade. Mas e as mulheres? Onde estavam? O que viveram, o que sentiram, enquanto seus companheiros, filhos, pais ou irmãos conspiravam contra o domínio português? A verdade é que a história sempre deu mais palco pros homens. As mulheres, como em tantos outros momentos, foram jogadas para os bastidores. Mesmo assim, estavam lá. Resistindo, amando, sofrendo e, muitas vezes, agindo com uma coragem que ninguém ensinou nos livros da escola. Sebastiana e as outras Quase ninguém fala da Sebastiana, amante de Tiradentes e mãe de sua filha. Não está nos livros didáticos, mas existiu. Imagina viver à sombra de um homem que virou herói ou traidor, dependendo de quem conta a história. Como foi pra ela criar uma filha com esse peso? Enfrentar o julgamento silencioso (ou nem tanto) das pessoas ao redor? Essas perguntas ficam no ar, mas o silêncio também fala. Ou então a Hipólita Jacinta Teixeira de Melo, mulher forte que apoiou financeiramente a Inconfidência. Ela não estava ali só como expectadora — se envolveu de verdade. Como tantas outras, desafiou o que se esperava de uma mulher da época e pagou o preço. Porque sim, as mulheres da Inconfidência também foram punidas. Só que de formas menos visíveis. Suas dores foram ignoradas, seus nomes esquecidos, seus atos de coragem varridos pra debaixo do tapete da história. Enquanto os homens tiveram seus nomes gravados em praças, avenidas e monumentos, elas ficaram no esquecimento — e isso também é um tipo de castigo. E mesmo hoje, pra sermos reconhecidas, parece que ainda temos que ser Joanas d’Arc — sofrer, resistir, provar mil vezes nosso valor. E quando enfim nos aplaudem, é como se fosse um prêmio por termos sobrevivido ao fogo. Mas essa conversa fica pra um próximo post. Por enquanto, que fique claro: as mulheres estavam lá. E seguem aqui. Se você também acredita que a leitura pode abrir caminhos e nos ajudar a enxergar melhor o mundo (e a nós mesmas), deixo aqui uma dica valiosa: o livro Independência do Brasil – As mulheres que estavam lá, organizado por Heloísa Starling e Antônia Pellegrino, publicado pela editora Bazar do Tempo. São histórias de figuras como Bárbara de Alencar, Maria Felipa de Oliveira, Maria Quitéria, Dona Leopoldina, entre outras. Mulheres incríveis, corajosas, inspiradoras. A gente precisa aprender a se ver na história. A reconhecer as que vieram antes, a entender nosso papel agora, e a deixar espaço pra quem ainda vai chegar. Só assim vamos mudar, de verdade, o reconhecimento das mulheres que foram, que são e que serão — nossas heroínas. >>> Leia também, no site da Valéria: Oito de Março: Celebração, Reflexão e Ação A Diáspora Mineira: Entre a Saudade e a Reinvenção Valéria Monteiro para Revista Mundaréu 06 de Março de 2025 Minas Gerais sempre foi um estado de partida. Desde os tempos do ciclo do ouro, quando aventureiros seguiam para outras terras em busca de novas riquezas, até os dias de hoje, em que os mineiros saem de suas cidades em busca de oportunidades, seja no Brasil ou no mundo. A diáspora mineira não é um fenômeno recente, mas continua a moldar identidades e a criar laços entre Minas e os muitos destinos de seus filhos espalhados pelo globo. Minha família faz parte dessa história. Eu moro em Campinas, no interior de São Paulo, e já ouvi dizer que é a quarta cidade do Brasil com maior número de mineiros entre seus habitantes. E faz sentido, Campinas fica bem próxima da fronteira Sul de Minas. Quem já conviveu com mineiros fora de Minas sabe que eles nunca deixam para trás sua terra completamente. Leva-se o sotaque, as expressões típicas, o gosto pelo queijo e pelo café coado, a habilidade de contar causos e, acima de tudo, o jeitinho desconfiado que logo se transforma em amizade sincera. Minas é, antes de tudo, um estado de espírito, e isso viaja junto com cada um que parte. A motivação para sair varia. Jovens buscam universidades e novos desafios, profissionais se deslocam para centros econômicos mais dinâmicos, artistas encontram espaço em grandes cidades culturais. Mas o que muitos não percebem é que, ao partirem em busca de oportunidades, levam consigo outras tantas que já possuíam: a força do trabalho, a criatividade, a hospitalidade e um olhar único para o mundo. Minas não é um lugar de onde se foge, mas um celeiro de talentos que se expandem para além de suas montanhas, enriquecendo os lugares por onde passam. Não por acaso, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília têm comunidades mineiras fortes e ativas. No exterior, mineiros se destacam nos mais diversos campos, levando a hospitalidade e a competência que são marcas registradas. Minas aprende com a vivência da diáspora, absorvendo novas influências, e, ao mesmo tempo, os lugares que recebem os mineiros se beneficiam da rica cultura da terra, facilmente reconhecida pelos filhos das montanhas e que conquista simpatia e admiração de quem não é mineiro. Seja na culinária, na música ou na moda, há sempre um toque especial que faz com que algo vindo de Minas seja único. No vestir, por exemplo, há um charme recatado, uma ousadia singela que equilibra tradição e modernidade. O bordado delicado, o corte impecável das peças, a valorização do feito à mão e a atenção aos detalhes fazem da moda mineira uma referência nacional e internacional, assim como tantas outras manifestações culturais do estado. Mas Minas nunca deixa de ser lar. Quem vai, sempre volta, nem que seja em memória, nos sabores e nas músicas que trazem um pedaço das montanhas para onde quer que estejam. E talvez seja isso que faz da diáspora mineira tão especial: ela não é um abandono, mas uma expansão. Minas se espalha pelo mundo sem jamais se perder de si mesma. E hoje, celebramos um novo capítulo dessa história. A parceria entre meu site e a revista Mundaréu surge como uma ponte entre os mineiros que partiram e aqueles que, de alguma forma, foram contagiados pela diáspora. Uma aliança que abre espaço para a cultura, a memória e a identidade mineira serem compartilhadas e ressignificadas, reunindo aqueles que encontram em Minas, mesmo à distância, um ponto de conexão. E, com esta nova relação, faço o caminho contrário e me aproximo dessas raízes que sempre me orgulharam tanto. Quem sabe, por meio dessa troca, possamos continuar espalhando as montanhas pelo mundo, sem jamais deixarmos de ser Minas. >>>Visite o site da jornalista
- Rota Turística Jaguara, o livro | Revista Mundaréu
Rota Jaguara, o livro Escritor e fotógrafa realizam a expedição “Caminhando pela Rota Jaguara” para registrar os encantos do roteiro em Minas Uma maneira eficaz de divulgar um destino turístico é através da literatura. Com esse objetivo, a Ferro Puro Mineração patrocina o livro Caminhando pela Rota Jaguara, com gestão da Holofote Cultural. O escritor Victor Stutz percorrerá a rota a partir da próxima segunda-feira (11) para conversar com os moradores e conhecer suas histórias. “É uma região belíssima, muito rica em cultura. Nessa expedição, vamos registrar os cenários naturais, as opções de lazer e a incrível diversidade da gastronomia local. Tudo que a região oferece será revelado, depois, no livro, que contará ainda com imagens capturadas pela fotógrafa Ane Souz”, explica Victor. A Rota Jaguara é um caminho turístico que cruza os municípios de Itabirito, Rio Acima, Ouro Preto, Barão de Cocais e Santa Bárbara, e engloba as comunidades de Acuruí, Água Limpa, Palmital, Maracujá, Conceição do Rio Acima e Galego. Com seus atrativos naturais e culturais, a rota dispõe de diversos meios de hospedagem, alimentação, artesanato e produtos locais preparados para encantar turistas que apreciam desfrutar de trilhas, cachoeiras e experiências culinárias, vivências diversas em um ambiente único, emoldurado pelas serras de Capanema e do Gandarela. Paisagem Rota Jaguara - Foto de Bruno Queiroz O coordenador do projeto, Gilson Antunes, conta que o livro, com textos e fotos sobre as vivências de um viajante pela Rota Turística Jaguara, vai apresentar um percurso que começa na comunidade de Maracujá, em Ouro Preto. O trajeto passa pelo distrito de Acuruí, em Itabirito, segue para Palmital, em Rio Acima, atravessa o Parque Nacional da Serra do Gandarela, passando pelas comunidades rurais do Vale do Rio Conceição, em Santa Bárbara, até Barão de Cocais e o Santuário do Caraça. “Nos relatos, teremos causos populares, personagens típicos das localidades, fatos históricos e registros do patrimônio histórico, cultural e paisagístico. O livro permitirá ainda que o leitor se torne um ‘tripulante’ desse percurso, explorando uma das rotas turísticas mais belas de Minas Gerais, ainda desconhecida por grande parte da população, inclusive por muitos que moram perto daquela região”, explica o coordenador. A Rota Turística Jaguara é um projeto criado pelo Grupo Avante, que busca o desenvolvimento econômico e social das comunidades da região de Minas Gerais por meio do turismo de experiências. Com foco na sustentabilidade e na base comunitária, o projeto visa fortalecer a cadeia produtiva local e promover a diversificação econômica. O livro Caminhando pela Rota Jaguara conta com o patrocínio da Ferro Puro Mineração, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com gestão da Holofote Cultural e realização do Ministério da Cultura, Governo Federal - União e Reconstrução. Storytelling No turismo, quando a experiência é o produto, contar uma história envolvente pode ser o diferencial que transforma um destino de “interessante” para “único”. “O storytelling é mais do que um mero truque de marketing, é uma forma de conectar-se emocionalmente com o público. Ele permite que as marcas e destinos mostrem sua personalidade, seus valores e o que os torna únicos. No contexto do turismo, isso pode ser particularmente eficaz. Afinal, viajar é uma experiência profundamente pessoal e emocional. Queremos mais do que belas vistas, queremos sentir, aprender e crescer”, explica Thiago Akira, especialista em Marketing Digital no Turismo. Existem dezenas de lugares turísticos que contribuem para a produção de grandes obras literárias, que se tornam uma divulgação para que outras pessoas também tenham interesse em visitar o cenário da história. No Brasil, temos Jorge Amado, por exemplo, associando muitas de suas narrativas à Bahia de Todos os Santos. Clarice Lispector é uma das autoras que fez do Rio de Janeiro palco para grandes histórias. Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, faz do norte de Minas Gerais um cenário marcado por veredas, chapadas, rios e serras, que podem ser percorridos nos parques nacionais do interior do estado. Internacionalmente, Londres aparece nas histórias do detetive Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle, bem como em obras de Shakespeare, George Orwell e até Dan Brown. A Ferro Puro Mineração e o Grupo Avante A Ferro Puro Mineração está localizada em Acuruí (MG) e é uma das empresas que integram o Grupo Avante, que possui seis anos de história e é composto também pelas empresas GSM Mineração, CDB Logística e CDA Logística. Juntas, atuam para a produção de três produtos essenciais para a vida das pessoas: os minérios Sinter Feed, Hematitinha e granulado. O processamento do minério de ferro é feito sem explosivos e a seco, por isso, não há formação de barragens. A atuação do Grupo está baseada em quatro pilares de sustentação: Pessoas, Segurança, Meio Ambiente e Comunidade. Todos são vividos, diariamente, por meio da execução de iniciativas próprias que visam contribuir com o desenvolvimento territorial, a capacitação de organizações sociais, a sensibilização e educação ambiental, a realização de doações e apoios locais, e o patrocínio a projetos incentivados nas áreas da Cultura e Esporte nas áreas de atuação do Grupo Avante. Em 2023, para consolidar sua atuação responsável, o Grupo criou o Programa Avante de Sustentabilidade – PAS, com o objetivo de contribuir com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Conheça mais em: @ferropuromineracao @gsmmineracao https://www.grupoavante.com.br/
- Revista Mundaréu
Cinema, com Leandro Andrade Sala de Cinema Leandro Andrade Cardo so Geógrafo, historiador, poeta, autor de Às Musas e às Cinzas (Penalux, 2014) e professor da rede municipal de Ouro Preto, MG. Anora: Inova, mas nem tanto Leandro Andrade , 22 março 2025 (Alerta: contém spoiler!) À primeira vista, Anora parece ser um filme ousado, inovador e até mesmo disruptivo, seja pela opção de dar o protagonismo a uma stripper e garota de programa (interpretada por Mickey Madison), seja pela narrativa intensa e caótica, fazendo uma releitura pessimista dos contos de fadas, na qual o desejo da "mocinha" de ser resgatada de uma vida de infortúnios por um príncipe encantado se revela uma ilusão com toques de tragicomédia. Aliás, trata-se de uma releitura muito parecida com a que foi feita 35 anos atrás pelo filme que lançou Julia Roberts ao estrelato: Uma Linda Mulher (Pretty Woman, 1990). O único diferencial trazido por Anora — e aqui vai um spoiler — é a ausência de um final feliz. Em Anora, por trás desse verniz de ousadia e inovação, de um filme que se vende como tal por dar espaço a uma categoria social marginalizada, esconde-se uma obra essencialmente conservadora e retrógrada, pois nele a protagonista é retratada como uma pessoa incapaz de autonomia, que espera que seus problemas sejam resolvidos por um homem e pela instituição do casamento. Não bastasse isso, todas as interações dessa personagem com outras mulheres, além de fugazes, são marcadas pela hostilidade, não havendo o menor sinal de companheirismo e sororidade entre suas personagens femininas, mas apenas competição e conflito. Além, é claro, da hiperexploração do corpo e da sexualidade de sua protagonista, evidenciando que o diretor esconde seus fetiches por trás de suas não tão honrosas intenções. Ao final, a mensagem deixada pelo diretor é que não existe escape ou redenção para mulheres como Anora, fadadas a levar uma vida de objeto sexual até que a velhice as jogue na sarjeta OSCAR 2025: UM PASSO À FRENTE, DOIS ATRÁS Leandro Andrade, 03 março 2025 Na noite do último domingo, 02 de março, contrariando os pedidos de Fernanda Torres, os brasileiros viveram momentos de Copa do Mundo , acompanhando em casa, ou em bares, restaurantes e ruas lotados, a cerimônia do Oscar 2025. Finalmente um filme brasileiro foi premiado na categoria de Melhor Filme Internacional (que de sua criação em 1957 até 2020 era chamada de Melhor Filme Estrangeiro), 61 anos depois de o Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, ser o primeiro filme brasileiro a disputar um Oscar nesta categoria. Na ocasião, o Brasil perdeu o prêmio para o filme francês Sempre aos Domingos (Les dimanches de Ville d'Avray), dirigido por Sergei Bourguignon. Após um “jejum” de 33 anos, o Brasil seria indicado nesta categoria em outras 3 ocasiões (em 1996 com O Quatrilho; em 1998 com O que é isso Companheiro?; e em 1999 com Central do Brasil), mas perdendo em todas elas. Até que, após um novo “jejum”, dessa vez de 26 anos, um filme brasileiro fosse novamente indicado nesta categoria, em 2025. A título de comparação, a Itália é o país com o maior número de filmes premiados nesta categoria do Oscar, sendo 14 ao todo, incluindo aquele vencido por A Vida é Bela (La Vita è Bella) em 1999, no lugar de Central do Brasil; enquanto a França é o país com o maior número de filmes (37, para ser exato) indicados nesta categoria, incluindo aí o polêmico Emilia Perez, que vinha sendo a pedra no caminho do Brasil na temporada de prêmio de 2025. Dessa vez vencemos, e a tão cobiçada estatueta dourada foi parar nas mãos de Walter Salles, que décadas antes havia realizado Central do Brasil. Em 1999 e em 2025 o Brasil também fazia história no cinema com Fernanda Montenegro e Fernanda Torres – mãe e filha - concorrendo ao prêmio de Melhor Atriz. No entanto, em 2025, ganhamos o prêmio de Melhor Filme Internacional, mas perdemos Melhor Atriz, como era esperado. O que ninguém esperava era que perdêssemos nessa categoria para uma concorrente em começo de carreira, com uma carreira até o momento incipiente, numa atuação que é apenas correta, nada extraordinária. A surpreendente vitória de Mickey Madison, protagonista de Anora, se deu em detrimento de concorrentes muito mais merecedoras, seja porque tiveram interpretações melhores, ou porque tinham carreiras mais relevantes. Por todos esses elementos, o prêmio de Melhor Atriz no Oscar 2025 para Mickey Madison guarda muitas semelhanças com escolha de Gwyneth Paltrow como Melhor Atriz pelo filme Shakespeare Apaixonado em no Oscar de 1999. Décadas antes, em 1951 o Oscar deu o prêmio de Melhor Atriz para até então desconhecida (e hoje esquecida) Judy Holliday pelo filme Nascida Ontem (Born Yesterday), no lugar das lendárias Glória Swanson por Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard) ou Bette Davis por A Malvada (All About Eve). Curiosamente, Crepúsculo dos Deuses contava a história de uma lendária atriz do cinema mudo que havia caído no ostracismo com a velhice; enquanto A Malvada contava a história de uma veterana atriz de teatro que tinha “o tapete puxado” por uma atriz mais jovem e ambiciosa. Portando, tratam-se de filmes que, mais de 70 anos atrás, já tocavam no mesmo ponto que A Substância (The Substance). Me arrisco a dizer que a novata Mickey Madison sendo laureada no lugar de Demi Moore, acaba precisamente provando o ponto crucial levantado por este filme estrelado por Demi Moore. Quem já o assistiu, irá entender. Quem se lembra quando Jennifer Lawrence, então com 20 anos, em seu 10º filme, venceu o Oscar de Melhor Atriz em 2013 por O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook), desbancado a veterana Emmanuele Riva, indicada por Amor (Amour), 86 anos, 58 de carreira e mais de 30 filmes no currículo? Pois é... Mas, estamos em 2025 e parece que nada mudou, pois o etarismo continua dando o tom em Hollywood, a julgar pela escolha de Mickey Madison, de 25 anos, 9 filmes, em vez e Demi Morre, 62 anos de idade, 44 de carreira, mais de 50 filmes, até então favorita ao prêmio; ou mesmo Fernanda Torres, 59 anos, 42 de carreira, mas de 20 filmes no currículo. Para além do fato de ser um prêmio criado pela indústria de cinema dos Estados Unidos para (com raríssimas exceções) adular a si mesma e prestigiar “os santos de casa”, o Oscar é assim: no ano em que corrige uma injustiça, premiando finalmente um filme brasileiro, ele comete mais uma (a lista é longa), premiando Mickey Madison como Melhor Atriz. Além do merecidíssimo prêmio dado a Ainda Estou Aqui, o Oscar 2025 teve outros acertos pontuais, como o prêmio de Melhor Documentário indo para o brilhante, necessário e impactante filme Sem Chão (No Other Land), dirigido por um palestino e um israelense, que retrata as atrocidades cometidas pelo estado de Israel contra a população palestina na Cisjordânia; ou o prêmio de Melhor Animação indo para o filme Flow (Straume), da Letônia, que rejeita todas as fórmulas das animações tradicionais para criar uma obra poética e inovadora. Porém, o que dizer da ausência de Denis Villeneuve por Duna Parte 2 (Dune Part 2) entre os indicados a Melhor Diretor em 2025? Ou das 13 inexplicáveis indicações ao equivocado, estereotipado, preconceituoso e irregular Emilia Perez? Ou a ausência de filmes como o indiano Tudo o que Imaginamos com Luz (All We Imagine As Light) entre os concorrentes a Melhor Filme Internacional? Ou o prêmio de Melhor Filme indo para Anora em vez de Conclave, O Brutalista (The Brutalist) ou Reformatório Nickel (Nickel Boys)? O lema da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, responsável por conceder anualmente os prêmios Oscar, parece ser "um passo à frente, dois atrás". Ou, parafraseando a obra-prima dos irmãos Coen, o filme No Country for Old Man - que no Brasil ganhou o título de Onde os Fracos não Tem Vez - poderíamos dizer que no Oscar “there’s no awards for old women”, ou, traduzindo com liberdade poética, “onde veteranas não tem vez”. Qualquer semelhança com os relacionamentos amorosos de Leonardo DiCaprio não é mera coincidência. AINDA ESTOU AQUI - E ME LEMBRO! Leandro Andrade , 01 março 2025 Para além do tocante drama humano vivido por Eunice e seus filhos; para além da urgência de se falar dos horrores da Ditadura Militar - de cujo retorno estivemos à beira, na intentona golpista de 8 de Janeiro de 2023 - e de se fazer justiça às suas vítimas; para além da brilhante atuação de Fernanda Torres, construída com minúcia e sutileza, merecedora se todos as láureas; o filme de Walter Salles é uma obra-prima porque se constrói sobre uma dialética de elementos opostos e complementares, profunda e precisamente delineados ao longo de todo filme. Elementos esses que, em última instância, são representados, simbolicamente, pelos personagens de Eunice e Rubens. Rubens é a ausência, a falta, a privação, que se faz presente em toda a narrativa, permeando-a qual um fantasma e que se manifesta, por exemplo, na falta do choro no rosto de Eunice, sempre contido, preso, ausente (externamente), embora presente (internamente). Essa ausência, essa falta, essa privação, são palpáveis na casa que se torna vazia de luz, de calor, de amigos, e risos, quando Rubens é levado. Mas essa ausência, essa falta, essa privação, são também o inimigo difuso contra qual Eunice luta: o esquecimento e o silenciamento que a todo tempo espreitam. Como disse Chico Buarque: "Pai, afasta de mim esse cale-se!". Eunice, representa o oposto da falta, pois é ela que permanece ali, para que sua família não desmorone, cuidando para a inocência de seus filhos não seja violentada pelo horror que os circunda. Eunice é a presença, mas é também a memória que tenta reorganizar o passado (as fotos que ela diz o tempo todo que precisa colocar em ordem, nomear, são uma metáfora desse impulso inconsciente), para que ele não desvaneça, para que ele não se repita. É a memória que é presença, pois a lembrança evita que o passado se ausente. Eunice é também a presença da consciência, a presença do "saber o que aconteceu", envolta num escuro nevoeiro de silenciamento, de censura, de opressão, que aquele período tenebroso de nossa história impôs sobre todo o país. Mesmo assim, o filme consegue transformar o silêncio em eloquência e inundar a tela com vazios que preenchem memórias - as nossas e as seus dos personagens. Esse pesadelo sombrio ganha tanto mais peso, em decorrência de contraste que é construído pelo roteiro, pela direção e pela fotografia, na medida em que ele aparece como que se chocando com a primeira parte da narrativa, tão dialeticamente oposta, com sua luminosidade, seu calor, sua vivacidade, seus risos, seus excessos, ao pesadelo que sobrevirá. É também nesta dialética entre a vida e a morte, a luz e as trevas, representados, respectivamente, pela família Paiva em contraposição à Ditadura Militar, que o filme estrutura sua narrativa. A vida que pulsa na casa (esta, também um personagem da história) antes de Rubens ser levado para nunca mais, é bruscamente interrompida pelas trevas de um regime tirânico que parece querer devorar a todos. Casa que aparece sempre cheia no começo, e depois (numa das cenas mais lindas e emblemáticas do filme) completamente vazia no final. Do mesmo modo que as trevas são a ausência de luz e a morte é ausência de vida, o regime militar que se instalou no Brasil de 1964 a 1985 significa - ao contrário do que os seus entusiastas afirmam em bordões vazios - a ausência de todos os valores sociais e familiares que merecem ser defendidos e valorizados: o respeito, a cumplicidade, o companheirismo, a amizade, a ternura, a proteção, o aconchego, a descontração, a segurança, o zelo, a alegria. Valores estes que naquela família pulsavam, até que foram subitamente podados. Leia também: GRUPO CORPO 50 ANOS
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Histórias, Memórias e Mistérios: Livro sobre a Rota Turística Jaguara Patrocinado pela Ferro Puro Mineração, sob os auspícios da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o livro “Histórias, Memórias e Mistérios da Rota Turística Jaguara”, com textos de Victor Stutz e fotos de Ane Souz, será lançado em junho, na 5ª edição do FESTUR, o Festival Internacional de Turismo e Cultura de Ouro Preto. Com coordenação geral de Gilson Fernandes Antunes Martins, a edição bilíngue, que será publicada pela Editora Tuya em parceria com a Holofote Cultural, conta com a produção executiva de José Carlos Oliveira e a coordenação de produção de Ubiraney Silva. Lançamento: Junho de 2025 Confira aqui os destaques sobre o livro "Histórias, Memórias e Mistérios da Rota Turística Jaguara" na imprensa. Esta página, em constante atualização, expressa nossos agradecimentos a todos que têm apoiado o projeto. CLIQUE NAS IMAGENS PARA ACESSAR O MATERIAL DIVULGADO Itatiaia Ouro Preto (Por Antônia Velos o) Jornal Fluxo Agito Mais Sou Notícia O Liberal Inconfidentes Jornal O Espeto Radar Geral Instagram O Liberal Inconfidentes Instagram Correio de Minas Real FM Jornal Geraes Mundo dos Inconfidentes Holofote Cultural Correio de Minas Instagram
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