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  • Revista Mundaréu

    Clube da Esquina Patrimônio Imaterial ESPECIAL: Clube da Esquina pode virar Patrimônio Imaterial com apoio conjunto de IEPHA e IPHAN Revista Mundaréu, 19 de julho de 2025 Iepha e Iphan alinham ações para reconhecimento do Clube da Esquina como Patrimônio Imaterial Na sexta-feira, 18 de julho, o compositor, instrumentista e cantor Robertinho Brant participou de um encontro na sede do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG). A reunião contou com a presença do presidente do instituto, João Paulo Martins, sua equipe técnica e da superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Minas Gerais, Maria do Carmo Lara. O encontro teve como objetivo alinhar uma cooperação entre as duas instituições no processo de construção do inventário que poderá resultar no reconhecimento do Clube da Esquina como Patrimônio Cultural Imaterial. Um acordo formal entre Iepha e Iphan deve ser assinado nos próximos dias. O pedido de reconhecimento marca uma etapa importante na valorização do legado do movimento musical que surgiu nos anos 1970 e projetou Minas Gerais no cenário nacional e internacional. Com base em Belo Horizonte e influências que atravessam a MPB, o jazz, o rock e a música latino-americana, o Clube da Esquina é referência na história da música brasileira e continua a influenciar gerações de artistas. Robertinho e as cores do Clube Robertinho Brant é o idealizador e produtor do projeto As cores do Clube da Esquina, lançado em junho de 2024 no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, em Belo Horizonte. A série de três apresentações reuniu músicos ligados à origem e à trajetória do movimento: Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta e Flávio Venturini. Contou ainda com apresentações de Seu Jorge, Fernanda Takai, Mônica Salmaso, Joyce Moreno e Céu. Milton Nascimento participou como convidado de honra. A direção musical e os arranjos foram assinados por Brant. A orquestração teve a colaboração de Wagner Tiso, com regência do maestro Eliseu Barros. O espetáculo também contou com projeções visuais e direção audiovisual dos cineastas Pedro de Filippis e Luiz Pretti. O projeto prevê ações até 2026, com o lançamento de álbuns duplos, regravações de clássicos do movimento e de obras solo de seus integrantes, além de exposições, conteúdos audiovisuais e iniciativas voltadas à preservação da memória do Clube da Esquina. > > > Mais sobre As Cores do Clube da Esquina Reunião contou com participação de Robertinho Brant e representantes dos dois órgãos (Fotos: Assessoria Iepha) Ane Souz Reflexos de Ouro Preto em bolas de sabão

  • Revista Mundaréu

    Turismo Cultura e Artes de Minas Política de Privacidade Última atualização: 20 de maio de 2025 A Revista Mundaréu, disponível em https://www.mundareu.art , valoriza e respeita a privacidade dos visitantes e está comprometida com a proteção de dados. Em nosso site, nenhuma informação pessoal é coletada diretamente. 1. Coleta de Dados O site não coleta dados pessoais dos usuários por meio de formulários, comentários, newsletters, promoções ou pesquisas. O acesso ao conteúdo é totalmente livre e não exige cadastro ou fornecimento de informações pessoais. 2. Cookies e Informações Técnicas Durante a navegação, informações não identificáveis podem ser coletadas automaticamente por meio de cookies e tecnologias similares, como: Endereço IP; Navegador utilizado; Páginas acessadas e tempo de permanência. Esses dados são usados exclusivamente para fins técnicos e estatísticos, com o objetivo de melhorar a performance e a experiência de navegação no site. 3. Compartilhamento de Dados Não coletamos informações pessoais, não fazemos uso de nenhuma base de dados ativa com informações identificáveis, não realizamos compartilhamento, venda ou aluguel de quaisquer dados de usuários. 4. Segurança Embora o site não colete dados sensíveis, mantemos as boas práticas de segurança digital para garantir um ambiente de navegação confiável e livre de riscos. 5. Links Externos O site pode conter links para páginas externas. Não nos responsabilizamos pelas práticas de privacidade de outros sites. Recomendamos a leitura das políticas de privacidade desses ambientes antes de fornecer qualquer dado. 6. Alterações desta Política Esta Política de Privacidade pode ser atualizada para refletir melhorias no site ou mudanças legais. A versão mais recente estará sempre disponível em: https://www.mundareu.art 7. Contato Em caso de dúvidas sobre esta política, entre em contato com a equipe editorial da Revista Mundaréu: 📧 mundareucpa@gmail.com

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    CONEXÃO CULTURAL NOVA LIMA - OURO PRETO A nova edição impressa do JORNAL NOSSO SOL já circula em Nova Lima e também pode ser acessada em formato digital na REVISTA MUNDARÉU. Além das ações comunitárias e das conquistas dos moradores da região, a edição apresenta a programação do Festival das 4 Estações, de 7 a 16 de maio, com atrações como Grupo Galpão e Grupo Armatrux, show com Marina Ferraz, atividades de dança com Thembi Rosa, roda de conversa com Cecília Antipoff, além de circo, contação de histórias, lançamento de livro, cinema, mountain bike para crianças, apresentação de banda sinfônica e muito mais. Na conexão com Ouro Preto, a parceria com a Revista Mundaréu destaca o ateliê de Annamélia Lopes de Oliveira, artista natural de Nova Lima, agora integrado ao circuito cultural da cidade, com espaço revitalizado e aberto à visitação. O jornal Nosso Sol é uma publicação mensal, sob responsabilidade editorial e fotográfica de Cristiano Quintino e com jornalismo e revisão de Alexandre Campinas. Com tiragem de 3000 exemplares, o Nosso Sol tem distribuição gratuita no Vale do Sol e em outros condomínios da região de Nova Lima: Pasárgada, Morro do Chapéu, Quintas do Morro, Lagoa do Miguelão, Retiro das Pedras, Alphaville e Jardim Canadá . >>> Acesse aqui a última edição <<< Nosso Sol nº 65 ano VIII - Abril de 2026 >>> CONFIRA TAMBÉM AS EDIÇÕES ANTERIORES ENTREVISTA EXCLUSIVA Cristiano Quintino lança livro que revela as origens do Clube da Esquina

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    Revista Mundaréu apoia o projeto Corpo Cidadão Revista Mundaréu abraça a causa do projeto Corpo Cidadão Revista Mundaréu, 17 de julho de 2025 Atualizado em 3 de dezembro de 2025 Corpo Cidadão ACERVO 2003 Espetáculo Planeta Lixo, no Palácio das Artes No dia 9 de dezembro de 2025, o Corpo Cidadão realiza espetáculo e exposição em comemoração aos 25 anos do projeto criado pelo Grupo Corpo Companhia de Dança. Local: Cine Theatro Brasil (Av. Amazonas, 315 - Centro, Belo Horizonte) A exposição abre às 19h30 e o espetáculo acontece às 20h30 Ingressos na plataforma Sympla A Revista Mundaréu se orgulha de anunciar que, a partir de agora, nossas páginas acompanharão os caminhos e conquistas de um dos mais respeitados projetos sociais de Minas Gerais: o Corpo Cidadão. Criado em 2000, em Belo Horizonte, o projeto é o braço social do renomado Grupo Corpo e atua com crianças, adolescentes e jovens por meio da arte-educação, da formação cidadã e da fruição cultural. Suas ações incluem oficinas, apresentações públicas e vivências artísticas em diversas cidades, sempre com o propósito de ampliar horizontes e estimular a sensibilidade. As atividades são desenvolvidas nos Núcleos de Arte Educação (NAEs), voltados à infância e adolescência, e no Grupo Experimental de Dança (GED), para jovens em fase de formação. Ninguém vive sem arte A diretora-geral do projeto, Miriam Pederneiras, fundadora do Corpo Cidadão, acredita que a arte tem o poder de manter viva a criatividade desde a infância: “Toda criança tem um potencial criativo. Mas, à medida que crescemos, o mundo vai nos moldando e a gente esquece disso. A arte mantém viva essa possibilidade de criar. Experimentar artes visuais, dança, música... a gente não vive sem arte.” Miriam também destaca a importância do contato com a arte especialmente na adolescência, fase em que os jovens tendem a se fechar, com vergonha de se expressar, pressionados pela necessidade de pertencer a um grupo e pelo medo de não se encaixar. Para ela, a arte mostra que cada pessoa tem seu próprio potencial e que todos são, à sua maneira, extraordinários. Manter viva essa criança criativa dentro de nós é essencial — e é exatamente isso que a arte proporciona. Além da formação artística, o Corpo Cidadão promove a capacitação de agentes culturais e atua na criação de novos núcleos em diferentes territórios. A proposta vai além do ensino técnico: trata-se de formar cidadãos sensíveis, atentos ao coletivo, preparados para viver e transformar seus contextos. Assim como outros projetos sociais no Brasil, o Corpo Cidadão depende de apoios diversos — especialmente de empresas e políticas públicas. Miriam reforça que investir em cultura é investir em desenvolvimento humano: “As leis de incentivo permitem que empresas direcionem parte do imposto para um projeto que gera impacto real. Elas veem o resultado de perto, assistem às apresentações, acompanham o crescimento dos participantes. É um marketing que devolve à sociedade muito mais do que visibilidade: devolve humanidade.” A Mundaréu se une com entusiasmo a essa trajetória e reafirma sua missão de valorizar iniciativas que, por meio da arte, criam vínculos, despertam potências e transformam realidades. Convidamos você a conhecer mais de perto o trabalho do Corpo Cidadão, apoiar, divulgar e participar dessa rede de afeto e transformação. Miriam Pederneiras, coordenadora-geral do Corpo Cidadão > > > Conheça o projeto Abrace essa causa você também Prosear Encontro marcou a estreia da Mundaréu como produtora cultural e a parceria com o Instituto Rococó

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    Turismo Cultura e Artes de Minas Nosso Sol nº 65 ano VIII Abril de 2026 Nosso Sol nº 64 ano VIII Março de 2026 Nosso Sol nº 62 ano VIII Janeiro de 2026 Nosso Sol nº 63 ano VIII Fevereiro de 2026 Nosso Sol nº 61 ano VIII Dezembro de 2025 Nosso Sol nº 60 ano VIII Novembro de 2025 Nosso Sol nº 59 ano VIII Outubro de 2025 Nosso Sol nº 58 ano VIII Setembro de 2025 Voltar

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    Mostra de Arte Cusquenha na Semana Santa de Ouro Preto CASA TORTA Arte Cusquenha encontra o Barroco Mineiro na Semana Santa de Ouro Preto Revista Mundaréu, 17 de abril de 2025 Texto e e fotos de Nino Stutz Neste ano, a programação da Semana Santa de Ouro Preto ganha um reforço cultural bastante atraente: uma Mostra de Arte Cusquenha, organizada pelos restauradores Eva Zaldivar e Aldo Araújo. A exposição promove o encontro de dois universos artísticos que dialogam profundamente por meio da fé, da exuberância estética e do enraizamento cultural. A presença da arte cusquenha em meio à grande celebração barroca provoca um elo simbólico entre dois mundos geograficamente distantes, mas intimamente unidos pela devoção visual. O resultado é uma experiência que desperta no público uma sensação de reconhecimento, surpresa e encantamento. O barroco mineiro — fruto da síntese entre o sagrado europeu e a criatividade mestiça dos artistas locais — encontra, na arte cusquenha, um reflexo andino dessa mesma fusão. São obras marcadas por douramentos intensos, figuras sacras expressivas e um simbolismo que transborda emoção e religiosidade. Essa mistura, especialmente em Ouro Preto — um dos maiores palcos do barroco brasileiro —, convida a uma nova leitura da fé pelas imagens, revelando os laços invisíveis que cruzam a América do Sul em sua pluralidade artística e espiritual. Para o presidente do Instituto Boulieu, Zaqueu Astoni, a mostra “vem abrilhantar a programação da Semana Santa, esse momento tão especial, tão bonito da cultura de Ouro Preto que é visto e admirado pelo mundo inteiro, um período de turismo religioso que encanta a todos, e a exposição traz mais uma opção de lazer cultural e espiritual para moradores e visitantes que aqui aportam”. “Temos várias obras referentes à vida, paixão e morte de Jesus Cristo, sobretudo, como estamos na Semana Santa, os martírios, a crucificação e a imagem da Pietá, que é uma iconografia muito popular”, explica Eva Zaldivar, curadora da mostra e fundadora do espaço de arte Casa Torta. Nascida no Paraguai e radicada em Ouro Preto há mais de 15 anos — onde recebeu o título de Cidadã Honorária pelo seu trabalho na preservação do patrimônio histórico —, Eva reforça: “Estamos fazendo isso de forma ilustrativa. Não se trata de uma exposição de vendas, mas sim de uma mostra dedicada às expressões artísticas latino-americanas”. Artista plástica com trajetória própria, Eva desenvolveu técnicas originais em tapeçaria e vestuário, e transformou a Casa Torta em um espaço que acolhe obras de diferentes gerações criativas — de nomes consagrados como Yara Tupynambá e seus contemporâneos, a jovens talentos formados pelo Instituto que leva o nome da ilustre artista mineira. Para quem deseja visitar a Mostra de Arte Cusquenha, encontrar o local é fácil: basta seguir o percurso dos tapetes devocionais por onde passará a Procissão do Domingo de Páscoa. No trajeto, a Casa Torta se destaca na Rua Getúlio Vargas, 133, no bairro Rosário. Sua fachada inclinada, como o próprio nome sugere, chama a atenção de quem passa, e convida os visitantes a decifrar sua arquitetura peculiar. Uma curiosidade: os moradores do bairro também conhecem a Casa Torta por ter abrigado uma figura ilustre e excêntrica da cidade, Adriana Silva de Andrade Sousa. Ela, vestida com trajes de época, costumava circular pelas ruas encarnando “Marília”, a musa das liras do poeta inconfidente Tomás Antônio Gonzaga, que escrevia sob o pseudônimo de Dirceu. Luiz Pêgo é um dos artistas que tem seu trabalho envolvido nas ações coletivas da Casa Torta Casa Torta Ateliê de Restauro: Na foto, as restauradoras Luana Rodrigue e Juliana Rocha trabalham na remoção de uma repintura na escultura de Nossa Senhora do Sagrado Coração de Maria, para o Vila Galé Collection (Unidade Ouro Preto) Mostra de Arte Cusquenha Casa Torta Rua Getúlio Vargas, 133, Bairro Rosário – Ouro Preto (MG) Período: Durante toda a Semana Santa Horário de visitação: das 9h às 19h Entrada franca Visite @casatorta.ouropreto LEIA TAMBÉM: Vila Galé Ouro Preto recupera vitrais do mestre italiano Gianfranco Cerri

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    Vila Galé Ouro Preto recupera vitrais do mestre italiano Gianfranco Cerri Vitralistas renomados restauram obra de Gianfranco Cerri para o Vila Galé Ouro Preto Texto e fotos: Victor Stutz Revista Mundaréu, 28 março 2025 O Vila Galé Ouro Preto , que será inaugurado em maio de 2025, recuperou antigos vitrais do mestre italiano Gianfranco Cerri. São três painéis que retratam a Santa Ceia, obra encomendada pela Congregação Salesiana em 1974, quando o edifício que hoje abriga a nova unidade da rede portuguesa de hotéis, a primeira em Minas Gerais, sediava o renomado Colégio Dom Bosco. Para preservar essas peças, a administração do Vila Galé trouxe a Ouro Preto três conceituados vitralistas: Fernando Felicíssimo e a dupla Mônica Fonseca e Ruy Garcia, do Galpão Arte Mosaico, espaço dedicado à execução de projetos em mosaico e vitrais. Os trabalhos de revitalização da obra de Gianfranco começaram no domingo, 13 de março, e foram concluídos nesta sexta-feira, 28 de março. Segundo Mônica Fonseca, os painéis estavam empilhados, muito danificados e cobertos por uma camada de 51 anos de sujeira. Fernando explica como foi o processo: “Depois de limpos, colamos uma chapa de policarbonato de 6 milímetros na parte de trás dos vitrais. Feito isso , cuidamos de acertar algumas regiões mais afetadas com resina de poliéster e, em seguida, aplicamos sobre os vitrais uma camada de resina epóxi, para embutir e perpetuar a linda obra.”, detalha o vitralista. Fernando, que atuou como aprendiz de Gianfranco em 1975, explica que os vitrais foram produzidos com uma técnica exclusiva desenvolvida pelo próprio mestre italiano: “Nos vitrais que recuperamos no Vila Galé Ouro Preto, Franco usou um método próprio, cortou pequenos pedaços de um metal especial, dobrando-os com alicate e colando-os até formar o desenho completo. Era um processo extremamente artesanal, e os detalhes foram muito bem elaborados.” Ainda como aprendiz, em 1977, Fernando Felicíssimo acompanhou Cerri na fase final de seus trabalhos no Santuário Dom Bosco, um projeto modernista do arquiteto Carlos Alberto Naves. Considerado uma das Sete Maravilhas do Patrimônio Cultural de Brasília, o monumento abriga diversas obras do mestre italiano, incluindo as portas em bronze, o painel da pia batismal e a pintura em acrílico no sacrário. As portas do santuário, fundidas em bronze e representando cenas da vida de Dom Bosco, possuem 40 cm de largura e levaram 10 anos para serem concluídas. Na época, Fernando contribuiu especialmente para a colocação do sacrário. Ruy Garcia, Mônica Fonseca, do Galpão Arte Mosaico; Eduardo Silva, gerente-geral do Vila Galé Ouro Preto; e Fernando Felicíssimo, mestre vitralista que, hoje, mantém seu ateliê em Santa Cruz, ES Eduardo Silva, gerente-geral do Vila Galé Ouro Preto , comentou sobre a situação dos vitrais antes e depois da intervenção: “Os painéis estavam muito degradados e tivemos dificuldade até de transportá-los. Mas, graças ao trabalho dos especialistas, estão agora em excelente estado. Nosso objetivo é preservar o patrimônio que já existia no edifício, e vários elementos históricos presentes no imóvel estão sendo recuperados.” O Vila Galé Ouro Preto é a primeira unidade da rede em Minas Gerais e segue o conceito da marca Vila Galé Collection, que oferece hotéis exclusivos e sofisticados, instalados em locais de grande valor cultural e paisagístico, com ambientação temática. Segundo o gerente-geral Eduardo Silva, a edificação passou por um minucioso processo de restauração para aliar conforto moderno ao charme de sua história. A decoração contará com painéis alusivos à região, pedras preciosas e referências a personalidades históricas. O projeto inclui ainda a criação de dois memoriais em homenagem às instituições que ocuparam o prédio: o Regimento Regular de Cavalaria de Minas (1775), berço da Polícia Militar de Minas Gerais, e o Colégio Dom Bosco, da Congregação Salesiana. Para este último, está sendo produzido um vitral especial, criado por Fernando Felicíssimo em parceria com Mônica Fonseca e Ruy Garcia, do Galpão Arte Mosaico. Gianfranco Cerri - Nasceu em Pisa, Itália, 1928. Muralista, ceramista, pintor, fotógrafo e restaurador, iniciou sua trajetória no ateliê do pai, trabalhando com fotografia, cinema e restauração. Estabeleceu-se em Belo Horizonte em 1951, onde recebeu o Prêmio Medalha de Ouro em Fotografia. Executou murais e restaurações em importantes espaços, como a Via Sacra da Basílica de São José, em Barbacena, e a Catedral de Juiz de Fora. Restaurou painéis de Portinari na Igreja São Francisco e no PIC, em Belo Horizonte. Criou murais para o Mineirão, a Capela da Fundação Israel Pinheiro e a UFMG. Expôs suas obras em diversas galerias, consolidando sua relevância artística. Faleceu em 2008, e Belo Horizonte, MG. Sobre a Rede Vila Galé O primeiro hotel do Vila Galé foi inaugurado em 1988, na praia da Galé, no Algarve, Portugal. Com o sucesso dessa unidade, o grupo expandiu-se, abrindo outros quatro hotéis, e, no início dos anos 2000, atravessou o oceano para o Brasil, com a abertura de uma unidade em Fortaleza. No mesmo período, o grupo lançou um novo segmento de hotelaria em Portugal, com o Vila Galé Alentejo Vineyards & Olive, em Beja, que marcou sua entrada na produção de vinhos e azeites por meio da marca Santa Vitória, que comercializa produtos típicos do Alentejo desde 2002. Entre 2002 e 2020, inaugurou outras 19 unidades em três países: 12 unidades em Portugal, 6 no Brasil e 1 em Cuba. Em 2024, o grupo chegou à Espanha com a abertura do Vila Galé Isla Canela, em Huelva, e, no mesmo ano, em Portugal, lançou o Vila Galé Collection Figueira da Foz, um hotel de luxo instalado em um edifício histórico à beira-mar. Em vias de completar 40 anos, em 2026, o Vila Galé é considerado o segundo maior grupo hoteleiro português. Ao todo, são 45 unidades espalhadas pelo mundo: 32 em Portugal, 11 no Brasil, uma em Cuba e outra na Espanha. Com a recente inauguração de mais uma unidade no Brasil, a primeira em Minas Gerais, em Ouro Preto, o Vila Galé passa a administrar, ao todo, cerca de 10 mil quartos, 25 mil camas e mais de 5 mil funcionários. Ruy, Fernando, Mônica e Victor (Revista Mundaréu) em frente à portada do Vila Galé Collection Ouro Preto, escultura atribuída a Antônio Francisco Liboa, o Aleijadinho

  • Revista Mundaréu

    Tapetes da Semana Santa e o Teatro da Fé Ouro Preto e os Tapetes da Semana Santa Revista Mundaréu, 04 de abril 2025 Foto: Nino Stutz Depois de reviver as Dores de Maria e os momentos da Paixão e Morte de Cristo, o Sábado de Aleluia marca o fim do longo e reflexivo período da Quaresma, iniciado logo após o Carnaval. É então que as ruas de Ouro Preto se transformam. A mobilização para essa celebração é intensa. A Prefeitura organiza a logística — do tingimento da serragem à distribuição do material ao longo do percurso por onde vai passar a procissão da Ressurreição. A Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP) oferece suporte técnico e apoio, enquanto moradores e visitantes atravessam a noite empenhados na confecção dos desenhos. Uns criam livremente, outros seguem moldes. Crianças, adultos, famílias inteiras tomam as ruas para ajudar. A regra é simples: qualquer pessoa pode participar da confecção dos tapetes, independentemente da crença, desde que o trabalho respeite os símbolos religiosos e o padrão estético da celebração. E, na manhã do Domingo de Páscoa, personagens bíblicos e dezenas de crianças vestidas de anjinho completam o cenário e puxam o cortejo, seguido pelos fiéis. É nessa hora que todo o esforço feito durante a madrugada se desfaz sob os pés da multidão, enquanto a procissão avança. Os tapetes poderiam até ser vistos como uma arte efêmera, mas é uma manifestação tão marcante que se eterniza na memória e no coração de todos que dela participam. Uma tradição quase tricentenária Os tapetes devocionais chegaram ao Brasil com os portugueses e se difundiram no período barroco, acompanhando o crescimento das cidades mineiras e sua forte ligação com o catolicismo. Em Ouro Preto, a tradição remonta ao Triunfo Eucarístico de 1733, na reinauguração da Matriz do Pilar. Naquela época, fiéis vestidos de gala enfeitaram o caminho da procissão com flores e folhagens. Com o tempo, o costume se transformou na confecção dos tapetes, que passaram a ser elaborados com materiais diversos. Hoje, eles fazem parte tanto da Semana Santa quanto da festa de Corpus Christi. Os tapetes simbolizam a acolhida de Jesus em Jerusalém, quando a população cobriu o caminho com ramos e mantos. Por isso, seus desenhos trazem símbolos religiosos que reforçam a fé e a devoção à Eucaristia. Doces e alegria no Domingo de Páscoa Ao final da procissão, os anjinhos em revoada recebem canudos recheados com amêndoas, deliciosos confeitos de açúcar preparados com chocolate, amendoim ou coco, temperados com erva-doce, cravo e canela. Essas guloseimas simbolizam a renovação da vida e a alegria da Ressurreição. A entrega das amêndoas é feita por voluntários da paróquia e por famílias que mantêm viva essa tradição há gerações. Um gesto simples, mas carregado de afeto, que envolve as crianças na liturgia e na cultura popular ouro-pretana. E não são apenas elas que se encantam — muitos adultos estendem as mãos para reviver essa doce memória da infância. Foto: Nino Stutz Foto: Nino Stutz O Teatro da Fé Ivair Fabiano Silva é um dos ouro-pretanos engajados nas cerimônias de sua paróquia. Ele explica que as figuras que saem na Procissão da Ressurreição, no Domingo de Páscoa, são basicamente as mesmas que aparecem na sexta-feira da Paixão, na chamada Procissão do Enterro. E, segundo ele, são muitas: “A composição inclui personagens do Antigo e do Novo Testamento, todos com papéis definidos no teatro da fé que toma conta das ruas de Ouro Preto”. Além de participar das encenações, Ivair também faz a locução na sexta-feira — é ele quem chama cada uma dessas figuras: “É um trabalho minucioso, porque o figurado é extenso. Há profetas, reis, apóstolos, soldados, personagens históricos e bíblicos. Tem o Barrabás, Pilatos, Herodes, José de Arimateia e Nicodemos — esses dois últimos são os que descem o Cristo da cruz na sexta-feira. E também tem o Anjo da Amargura. É muita gente!” A guarda romana também participa das duas procissões, mas, na Páscoa, há uma diferença marcante: “Enquanto na sexta-feira ela entra em cena armada, com lanças e capacetes, no domingo ela aparece em missão de paz. Os capacetes são levados nas mãos, não há lanças, apenas uma espada simbólica, mais pela composição do que por qualquer mensagem de confronto. É como se todo o aparato de guerra tivesse se rendido à paz da ressurreição”, explica Ivair. Ao longo dos anos, ele já viveu diversos desses papéis: “Já fui apóstolo, evangelista, José de Arimateia... Hoje, atuo principalmente na locução. É uma forma de estar dentro da história da paróquia — e também dentro da fé”. Foto: Neno Viana Memória e devoção Nesta foto de 2004, conduzindo o pálio, está o então prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo, que hoje ocupa novamente o cargo, ao lado do Cônego José Feliciano da Costa Simões. Por 46 anos, Simões esteve à frente da Paróquia de Nossa Senhora do Pilar, zelando pelas tradições da Semana Santa e pelo patrimônio histórico da cidade. Defensor incansável da arte sacra, lutou contra o roubo e a degradação das igrejas, conseguindo recuperar preciosidades, como a imagem de Nossa Senhora das Mercês, esculpida por Aleijadinho e desaparecida desde 1962. Padre Simões faleceu em 2009, aos 78 anos, deixando um legado de fé e resistência. Mas, para muitos, sua lembrança mais doce vem de um gesto simples: ao fim da procissão do Domingo de Páscoa, distribuía balas às crianças na Malhação do Judas, mantendo viva a alegria popular entre os ritos da Semana Santa. Leia mais sobre a Semana Santa em Ouro Preto no site da nossa jornalista parceira: valeriamonteiro.com.br

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    Ouro Preto se despede do Papa Francisco Ouro Preto lamenta a partida de Francisco, o Grande Operário da Paz Revista Mundaréu, 21 de abril de 2025 Foto: L'Osservatore Romano,Vaticano Desde a escolha do nome e do conselho recebido do cardeal de São Paulo, o papa argentino mostrou que veio para refundar a fé, atualizar a Igreja Católica e confortar o mundo conflagrado pelos radicalismos totalitaristas. Francisco deixa, assim, uma luz que não se apaga. Depois da bela e comovente Semana Santa de Ouro Preto, a partida do querido Papa Francisco renova em nós a Páscoa, no sentido de que ele não passará e haverá de sempre nos lembrar qual o caminho verdadeiro aberto pelo Senhor. Os sinos de Ouro Preto manifestam o nosso pesar e nos exortam quanto aos valores que Francisco abençoou. Angelo Oswaldo Prefeito de Ouro Preto 21 de Abril: O Dia em Que Choramos Dois Homens que Ensinaram a Liberdade e o Amor.

  • Revista Mundaréu

    Santa Rita de Ouro Preto celebra sua padroeira no dia 22 de maio Com fé e tradição, Santa Rita de Ouro Preto celebra sua padroeira no dia 22 de maio Revista Mundaréu, 17 de maio de 2025 Procissão, missa, artesanato, música e a boa comida mineira fazem parte dos festejos O distrito de Santa Rita de Ouro Preto se prepara para mais uma edição da tradicional festa em homenagem à padroeira, Santa Rita de Cássia, a santa das causas impossíveis, celebrada no dia 22 de maio. A programação começa com a missa solene na Matriz que leva seu nome, erguida em 1964 no lugar da antiga capela do século XVIII. Diante do templo, uma escultura em pedra-sabão da própria santa (foto) recebe moradores e visitantes que vêm de longe para acompanhar procissões, cânticos e ritos de fé que marcam a identidade local há séculos. Durante os festejos, é possível degustar pratos típicos da culinária mineira, visitar barracas de artesanato e se encantar com as famosas peças em pedra-sabão — tradição herdada do período colonial e ainda hoje essencial para a economia da região. Uma programação cultural, com shows e apresentações musicais em diferentes estilos populares, completa o clima de confraternização, reunindo famílias, amigos e turistas em torno da fé e da cultura. Santa Rita de Ouro Preto é um distrito que nasceu com a mineração, mas que, ao longo do tempo, encontrou novas formas de se reinventar. Hoje, fé, arte e turismo se entrelaçam, fazendo da pequena localidade um destino acolhedor para quem busca experiências autênticas e contato com a essência mineira. As peças em pedra-sabão, de esculturas sacras a utilitários decorativos, são moldadas com técnica e tradição por artesãos que herdaram os saberes dos antepassados. A extração e o trabalho com o mineral seguem como fonte de renda e expressão cultural para a comunidade, que resiste com criatividade e hospitalidade. Mais do que uma celebração religiosa, a festa de Santa Rita é um testemunho vivo da força de um povo que mantém acesa a chama da memória, da fé e da beleza esculpida nas pedras das montanhas. Com patrocínio da iniciativa privada e suporte governamental, obras na Estação de Engenheiro Corrêa avançam

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