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Especial Dia do Livro 2025: Por Cleusmar Fernandes ESPECIAL DIA DO LIVRO DA MEMÓRIA AO FUTURO: A BIBLIOTECA PÚBLICA DE OURO PRETO NA ERA DIGITAL Revista Mundaréu, 23 de abril de 2025 Por Cleusmar Fernandes Diretor da Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto A Biblioteca Pública de Ouro Preto - Foto: Greiza Tavares A Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto é mais que um espaço de leitura — é guardiã da memória, portal do conhecimento e ponto de encontro comunitário. Suas estantes repletas de histórias dialogam com o passado e anunciam o futuro, num momento em que é urgente valorizar o livro e o saber como ferramentas de transformação. Com um acervo de cerca de 50 mil obras, a Biblioteca abriga registros que ajudam a entender o traço neoclássico dos casarões e a planta do Palácio D’Ouro — o mais antigo da cidade — revelando as marcas da influência lusitana. Em Ouro Preto, cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, a arquitetura e a cultura fundem-se numa identidade diversa, e a Biblioteca é espelho e guardiã dessa essência. Durante a pandemia, em 2021, quando a cidade foi silenciada pela onda roxa, surgiu o projeto Delivro — uma resposta criativa ao isolamento social. O delivery de livros buscava alimentar, com literatura, as famílias reclusas em casa, enfrentando desafios com o ensino remoto. A proposta simples e potente levou conhecimento até a porta dos leitores: bastava solicitar o título desejado por telefone ou e-mail, e o livro, higienizado e acondicionado, era entregue por motoboy com EPIs. O serviço, gratuito, segue ativo e tem ganhado ainda mais adesão. A partir dali, a Biblioteca ampliou sua presença digital com ações em parceria com a Prefeitura, a Secretaria de Educação e a Casa do Professor. Lançamentos virtuais de livros, contação de histórias e rodas de conversa passaram a integrar a rotina digital da instituição, levando cultura e afeto a lares ouro-pretanos. Nos anos seguintes, já no cenário pós-pandêmico e com o incentivo do governo municipal, a Biblioteca consolidou projetos como A Biblioteca vai à escola, Inverno Literário, Noite Mineira de Bibliotecas e Museus, Sarau: Música, Leitura e Poesia, Visita Guiada, Virada Cultural, Batalha da Pracinha e Natal Literário — conectando leitura, escola e comunidade. Hoje, avança com ousadia no digital. Com o sistema Sophia, em fase de implantação nas escolas municipais, os alunos poderão consultar e solicitar obras do acervo da própria escola, ou da sede, de forma integrada. Um sistema de reservas permitirá que o próprio Delivro busque e entregue os títulos, aproximando o livro do leitor em qualquer ponto da cidade. Essa modernização é fruto de um plano de governo que acredita na cultura como eixo transformador. Prova disso é a aprovação pioneira do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, alinhado ao Plano Nacional, que habilita Ouro Preto a participar de editais federais e estaduais. Com o olhar no futuro, a equipe da Biblioteca planeja visitas técnicas, como a que será feita à Biblioteca Estadual Luiz de Bessa, em Belo Horizonte, e presença em eventos como a Bienal Mineira do Livro e o Encontro Sophia Biblioteca, em São Paulo. A busca é por referências e experiências que possam enriquecer o acervo e a gestão bibliotecária local. Os dados mostram o avanço. Desde a adoção do sistema digital, o número de novos cadastros cresceu: 225 (2021), 217 (2022), 270 (2023) e já 252 (em 2024). Empréstimos digitais também cresceram: de 314 em 2022 para 1.095 em 2024, enquanto os manuais diminuíram, consolidando a nova era. Mais de 25 mil buscas foram realizadas no sistema apenas em 2024, com destaque para o período noturno. Somam-se ainda mais de 2.500 empréstimos pelo Delivro e um total de 5.364 livros emprestados pelas duas modalidades. Os dados mostram uma biblioteca viva, que acompanha o ritmo dos leitores. Mas o avanço não para. A Inteligência Artificial, por exemplo, é vista como aliada, não como ameaça. Ferramentas como chatbots e sistemas automatizados otimizam a rotina das bibliotecárias e ampliam o atendimento. A IA permite ainda classificação de conteúdo, realidade aumentada, acessibilidade e novos formatos de interação com o acervo. Há desafios, claro. Privacidade e uso ético dos dados são pautas constantes. Mas a Biblioteca está atenta, preparada, viva. Afinal, como disse Angelo Oswaldo ao receber Rui Mourão na Academia Mineira de Letras, “tocar o papel é um gesto sensorial que nos reconduz à nossa humanidade”. Neste 23 de abril, Dia Mundial do Livro, a Biblioteca de Ouro Preto celebra sua trajetória e projeta o futuro. O livro, longe de ser um objeto obsoleto, continua a ser o mais potente dos portais. E ele te espera — de páginas abertas. Cleusmar Fernandes é graduado em Gestão Pública pela Universidade de Brasília, psicólogo clínico pela Universidade Paulista - UNIP, especializado em Neuropsicologia
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Turismo Cultura e Artes de Minas Nosso Sol nº 63 ano VIII Fevereiro de 2026 Nosso Sol nº 62 ano VIII Janeiro de 2026 Nosso Sol nº 61 ano VIII Dezembro de 2025 Nosso Sol nº 60 ano VIII Novembro de 2025 Nosso Sol nº 59 ano VIII Outubro de 2025 Nosso Sol nº 58 ano VIII Setembro de 2025 Voltar
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Encerramento do Festival Uaimií 2025 Último ato do Festival Uaimií 2025 aquece o cardápio cultural da Rota Jaguara Revista Mundaréu, 25 de julho de 2025 Batizadas de “Atos do Festival”, as atividades foram realizadas em diferentes pontos da Rota Jaguara, entre maio e julho, com o objetivo de destacar paisagens, atrativos e iniciativas em Acuruí, distrito de Itabirito A Rota Turística Jaguara, que conecta os municípios de Itabirito, Rio Acima, Ouro Preto e Santa Bárbara, vem se consolidando como um dos destinos mais expressivos de Minas Gerais. A paisagem da Cordilheira do Espinhaço, os atrativos naturais e a produção cultural da região se entrelaçam em roteiros que articulam ecoturismo, memória e experiências gastronômicas. Neste contexto, o Festival Uaimií chega ao seu último ato em 2025, reafirmando o compromisso com a economia criativa e a visibilidade de iniciativas locais. O evento será realizado no sábado, 2 de agosto, no distrito de Acuruí, em Itabirito, das 11h às 20h, com entrada gratuita. A programação inclui shows, cortejo musical, apresentações de coral e concertos de música instrumental, além de culinária regional e atividades culturais para todas as idades. A estrutura conta com recursos de acessibilidade, como intérprete de Libras, apostila em braille e monitoria especializada para pessoas com deficiência. Um dos destaques será o encontro inédito entre a Inconfidentes Jazz Orquestra e o cantor Flávio Renegado, em um espetáculo que revisita sucessos do artista e da música brasileira. Com trajetória consolidada no cenário nacional, Renegado já se apresentou no Rock in Rio e colaborou com Anitta, Emicida, Elza Soares e Samuel Rosa. Ao longo do dia, o público poderá acompanhar a performance do Vito Live Act, que combina discotecagem e improvisações com saxofone, flauta e gaita. A programação inclui também o Quarteto de Cordas da Casa de Música de Ouro Branco, o Coral Canarinhos de Itabirito, com apresentação na Igreja da Conceição, e um cortejo artístico conduzido pela Banda Santa Cecília, do distrito de Rodrigo Silva, em Ouro Preto. A proposta gastronômica será conduzida por cozinheiros e produtoras da região, com pratos e petiscos preparados a partir de ingredientes locais. Estão confirmadas as cervejarias Uaimií e Acuruí, além do tradicional pastel de angu, reconhecido como patrimônio imaterial de Itabirito. Idealizado pela Uaimií Produções, em coprodução com a Holofote Cultural, o Festival Uaimií dá continuidade a uma série de ações iniciadas no primeiro semestre de 2025. O conjunto das ações articula arte e turismo com foco no vínculo entre comunidade e território. Com base nos resultados desta primeira edição, os organizadores planejam ampliar o número de Atos em 2026, consolidando o Festival Uaimií como parte de uma agenda contínua de valorização cultural na Rota Jaguara. O festival conta com o patrocínio master do Grupo Avante, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, patrocínio da Prefeitura de Itabirito, apoio da Associação de Moradores do Acuruí e realização do Ministério da Cultura – Governo Federal. SERVIÇO Festival Uaimií 2 de agosto de 2025 Centro do distrito de Acuruí, Itabirito (MG) Das 11h às 20h – Entrada gratuita https://festivaluaimii.com.br/ Programação Palco da Conceição 11h00 – Thunder Blues 12h30 – Vito Live Act 14h00 – Quarteto de Cordas Casa de Música de Ouro Branco 15h00 – Vito Live Act 16h00 – Coral Canarinhos (Igreja da Conceição) 17h00 – Banda Santa Cecília 17h30 – Cortejo Artístico Palco do Rosário 19h00 – Inconfidentes Jazz Orquestra convida Flávio Renegado Programa Prosear Festival de Inverno: Roda de conversa na Casa da Ópera de Ouro Preto marcou a estreia da Mundaréu como produtora cultural e a parceria com o Instituto Rococó Lydia Del Picchia (Grupo Galpão), Victor Stutz (Revista Mundaréu) e Fernando Castro (Corpo Escola de Dança) no Programa Prosear Gandarela recebe o segundo ato do Festival Uaimií no dia 21 de junho Revista Mundaréu, 10 de junho de 2025 Com programação junina e ações de educação ambiental, evento celebra a cultura regional no coração da Serra do Gandarela, em Acuruí, Itabirito Fotos (Revista Mundaréu): Mirante do Espinhaço, cenário perfeito para a nova etapa do Festival Depois de estrear com casa cheia, o Festival Uaimií anuncia o segundo ato de sua jornada cultural. A nova etapa acontece no dia 21 de junho, sexta-feira, na Ecopousada Mirante do Espinhaço, distrito de Acuruí, em Itabirito (MG), território que integra o Parque Nacional da Serra do Gandarela. Entre sabores, saberes e sons da terra, o evento mistura festa junina, vivências agroecológicas em uma celebração que reúne vários ritmos. A programação começa cedo, às 8h da manhã, com a largada do Trilhão 4x4, e se estende até o pôr do sol com forró ao pé-de-serra, quadrilha e causos contados ao vivo. Tudo isso com acesso gratuito, intérprete de Libras e monitoria inclusiva para pessoas com deficiência. Cultura viva no meio do mato Do plantio de mudas nativas ao preparo coletivo da paçoca de carne na Cozinha Show, o dia será de encontro entre quem cultiva e quem dança, quem planta e quem toca. Às 10h, começa o plantio coletivo, e às 11h, o público é convidado a conhecer práticas locais no Dia de Campo sobre a produção de pitaya, fruto que vem ganhando espaço na agricultura familiar da região. As ações fazem parte da Gandarela Criativa, frente de trabalho dedicada à educação ambiental, sustentabilidade e valorização de práticas comunitárias. Forró Lorota: da UFOP para os palcos de Itabirito O palco principal será tomado pela alegria contagiante do Forró Lorota, banda de Itabirito com raízes nos corredores da UFOP e nos arraiais da cultura popular. O grupo é formado por Paula Gallo (triângulo e vocais), Felipe Malaquias (sanfona), Filipe Nolasco (zabumba) e Filipe Santos (violão). Na bagagem, eles trazem clássicos do forró nordestino, releituras com sotaque mineiro e a energia das festas de terreiro. Antes do show, às 15h, quem esquenta as pick-ups é o DJ Bernd Stefan Zull, com set de vinis para embalar o entardecer do Gandarela. Um refúgio de canto, encantos e cachoeira A Ecopousada Mirante do Espinhaço, onde tudo acontece, é mais do que palco: é parte da experiência. Encravada entre trilhas, cachoeiras e o silêncio das montanhas, a pousada é espaço de acolhimento e turismo consciente, com foco em sustentabilidade e integração com o meio ambiente. Ideal para quem busca mais do que festa: uma vivência imersiva entre natureza e cultura. Uaimií: mais do que festival, um movimento O Festival Uaimií é uma construção coletiva. Idealizado pela Uaimií Produções, em coprodução com a Holofote Cultural, o projeto conta com patrocínio master do Grupo Avante, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Tem apoio da Prefeitura de Itabirito, da Associação de Moradores de Acuruí e realização do Ministério da Cultura — Governo Federal. O primeiro ato, em maio, aconteceu no restaurante Catana da Serra, também em Acuruí, e reuniu moradores, turistas e artistas em uma noite de encontro, sustentabilidade e música instrumental. Audiobook da Rota Turística Jaguara! Disponível gratuitamente no Spotify e no aplicativo da Rádio Inconfidência Festival Uaimií retorna a Acuruí com segundo ato de arte, cultura e natureza Revista Mundaréu, 2 de junho de 2025 Equipe de organizadores do Festival Uaimií O distrito de Acuruí, em Itabirito (MG), se prepara para viver mais um capítulo de celebração cultural e comunitária com o segundo ato do Festival Uaimií, marcado para o dia 21 de junho, das 8h às 19h, na ecopousada Mirante do Espinhaço, localizada no km 6 da estrada que leva à Cachoeira da Chicadona. A programação reúne experiências variadas, combinando sustentabilidade, saberes tradicionais e arte. Estão previstos: plantio de mudas, trilhão 4x4, oficina de produção agrícola de pitaya, além de uma cozinha show com preparo ao vivo de paçoca de carne — prato típico que resgata a culinária tropeira da região. No palco, as atrações ficam por conta do grupo Forró Lorota, de Itabirito, e do DJ Bernd Stefan Zull, que conduz sets com discos de vinil, criando uma atmosfera nostálgica e dançante. Um festival em atos O primeiro ato do Festival Uaimií aconteceu no último dia 24 de maio, no Restaurante Catana da Serra, com um espetáculo de choro ao vivo comandado pelo grupo Deitando o Cabelo e participação especial da cantora Erika Curtiss. Segundo Normando Siqueira, idealizador do festival, o evento acontece em formato de “atos”, conectando diferentes espaços e públicos ao longo dos meses de junho e julho. O terceiro ato já tem data marcada: será em 5 de julho, e o encerramento está previsto para o dia 2 de agosto, no centro histórico de Acuruí. Idealizado pela Uaimií Produções, em coprodução com a Holofote Cultural, o festival conta com patrocínio master do Grupo Avante, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, além do apoio da Prefeitura de Itabirito e da Associação de Moradores de Acuruí. Para Gilson de Deus, supervisor de Relacionamento com Comunidades da Ferro Puro Mineração, patrocinadora do evento, o Festival Uaimií representa um projeto fundamental: “É uma iniciativa extremamente importante, pois promove cultura, gastronomia e oferece bem-estar e lazer para as comunidades." Com entrada gratuita e atmosfera acolhedora, o Festival Uaimií reafirma a potência cultural do interior mineiro e convida moradores e visitantes a vivenciarem um território de encontros, memórias e novas experiências. O secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, assina o prefácio do livro de Victor Stutz, com fotos de Ane Souz (Foto: Gilson Antunes, coordenador do projeto, e Leônidas Oliveira) Festival Uaimií em Acuruí promove encontro entre o choro e o erudito Revista Mundaréu, 5 de maio de 2025 Evento tem apoio da Ferro Puro Mineração, do Grupo Avante O distrito de Acuruí, em Itabirito, recebe no dia 24 de maio o primeiro ato do Festival Uaimií. A abertura será marcada pela apresentação do grupo de choro Deitando o Cabelo, com participação da cantora Erika Curtiss, no Restaurante Catana da Serra, a partir das 13h. A entrada é gratuita. Com proposta que integra música, cultura e preservação ambiental, o evento contará com medidas de acessibilidade, como intérprete de Libras e acompanhamento especializado para pessoas com espectros, síndromes ou outras condições que limitem o acesso aos conteúdos. “Uaimií” é uma palavra de origem tupi-guarani que significa nascente do Rio das Velhas. De acordo com o idealizador Normando Siqueira, o festival busca chamar atenção para a importância da preservação do rio. Entre as ações previstas estão uso de ecocopos e coleta seletiva de resíduos. Com quatro datas programadas entre maio e agosto de 2025, o festival reunirá apresentações de bandas instrumentais, corais, orquestras e grupos civis. Para o coordenador Gilson Antunes, o projeto reforça o papel da música ao vivo na formação de público e na valorização do processo criativo dos artistas. O apoio institucional é da Ferro Puro Mineração e do Grupo Avante. “Nosso compromisso é incentivar iniciativas que fortaleçam o turismo e a cultura local. O Festival Uaimií atua nessas frentes e contribui com a economia regional”, afirma Gilson de Deus, supervisor socioambiental da empresa. Realizado pela Uaimií Produções em coprodução com a Holofote Cultural, o festival conta com patrocínio master do Grupo Avante, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoiam ainda a Prefeitura de Itabirito, a Associação de Moradores do Acuruí e a Revista Mundaréu. A realização é do Ministério da Cultura – Governo Federal. Serviço Festival Uaimií – Primeiro Ato Data: 24 de maio de 2025 Horário: 13h Local: Restaurante Catana da Serra – Asfalto Capanema, km 14 – Vale do Catana – Itabirito/MG Entrada gratuita Acessibilidade: intérprete de Libras e monitor especializado para atendimento PCD Apoio: Grupo Avante, Ferro Puro Mineração, Prefeitura de Itabirito, Associação de Moradores do Acuruí e Revista Mundaréu Festival Tudo é Jazz 2025 traz Corpo Cidadão à Casa da Ópera
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Leônidas Oliveira apresenta o livro da Rota Jaguara Rota Jaguara ganha livro com prefácio do secretário Leônidas Oliveira 07 de abril 2025 Gilson Fernandes, da Holofote Cultural, que coordenou o projeto do livro, e Leônidas Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, que assina o prefácio (Foto/divulgação) Obra que reúne memórias, histórias e imagens de comunidades entre Ouro Preto, Itabirito, Rio Acima, Santa Bárbara e Barão de Cocais será lançada em três formatos ao longo de 2025 Uma jornada entre vilarejos, ruínas, serras e memórias. É isso que propõe o livro Histórias, Memórias e Mistérios da Rota Turística Jaguara, projeto patrocinado pela Ferro Puro Mineração por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Com lançamento previsto para 2025, a publicação ganha ainda mais força com o prefácio assinado por Leônidas Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Com textos de Victor Louis Stutz e imagens de Ane Souz, a obra costura depoimentos, paisagens e fragmentos da vida cotidiana nos caminhos que ligam Itabirito, Rio Acima, Ouro Preto, Barão de Cocais e Santa Bárbara — cinco municípios que compartilham raízes profundas com o ciclo do ouro e com a construção das Minas coloniais, mas que também apontam para um turismo contemporâneo, centrado no cuidado com o patrimônio e no protagonismo das comunidades locais. “Nas palavras de Victor Louis Stutz e nas imagens de Ane Souz, o leitor é conduzido não apenas por estradas de terra e vilarejos escondidos, mas por uma jornada de sensibilização. Mais do que um destino, é um manifesto sobre o futuro do turismo: um turismo que respeita, que preserva, que emociona”, escreve Leônidas, num texto que dialoga diretamente com a proposta do livro e da própria Rota Jaguara. Desde novembro de 2024, o autor, a fotógrafa e o coordenador geral do projeto, Gilson Fernandes Antunes Martins, têm percorrido as comunidades do entorno da Rota para registrar histórias orais, eventos marcantes, paisagens simbólicas e práticas culturais. O trabalho de campo conta com produção executiva de José Carlos Oliveira e coordenação de produção de Ubiraney Silva. A publicação será lançada em três formatos. O audiobook será o primeiro a chegar ao público, em junho. Em agosto, será a vez do eBook. Já a edição impressa e bilíngue, publicada pela Editora Tuya em parceria com a Holofote Cultural, será lançada em setembro, com previsão de circular nos principais festivais de turismo de Minas e do Brasil. Para Gilson de Deus, supervisor socioambiental da Ferro Puro Mineração, o livro representa um marco importante: “Apoiamos a construção da Rota Jaguara desde o início, com treinamentos, assessoria, workshops e promoção de eventos. Ver esse projeto se desenvolver e ganhar visibilidade nos enche de orgulho e confirma que estamos no caminho certo para contribuir com a economia e o desenvolvimento social da região.” Idealizada pelo Grupo Avante, a Rota Turística Jaguara tem como base o turismo de experiências e a valorização dos saberes e fazeres locais. O projeto aposta na sustentabilidade, na inclusão social e na força da economia criativa para gerar renda, visibilidade e pertencimento nas comunidades que integram o circuito. LEIA TAMBÉM: Ouro Preto: Tapetes da Semana Santa e o doce teatro da fé
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Jornal Nosso Sol - Publicação mensal do Condomínio Vale do Sol Jornal Nosso Sol Editorial Fevereiro de 2026 Nesta edição, Nosso Sol volta ao formato tradicional após as férias e a retomada de plena atividade dos nossos anunciantes, que são fundamentais para viabilizar a paginação original. Aproveitamos, então, o espaço maior para poder dar destaque a dois eventos de muita importância e que movimentaram a vida de moradoras e moradores do Vale do Sol e dos vizinhos em nosso entorno. Na página 3, mostramos a entrega da Praça das Águas, ansiosamente esperada pela comunidade. Não será necessário consultar uma bola de cristal para pressentir a "NOTA 10!" no quesito "Saúde, Convivência & Lazer" do bairro. O antigo desejo do Vale do Sol – e projeto dos sonhos – tornou-se, finalmente, ação e execução. A realização da primeira praça tem o potencial de dar um tremendo impulso no projeto de execução de outras três praças. Esperamos que, ainda em 2026, o Vale do Sol possa receber as praças do Tempo, do Sol e do Grupo, que envolvem a Aprevs, as patrocinadoras Cedro e Vale e a anuência técnica da Prefeitura Municipal de Nova Lima. Folheando Nosso Sol, vamos encontrar, nas páginas 4 e 5, tudo o que ocorreu no Festival das 4 Estações, edição verão/2026. Sobrepondo-se a quaisquer textos, as imagens dirão muito mais de toda a alegria e orgulho pelo nosso festival. Na página 6, temos o prazer de divulgar o lançamento de "Histórias, memórias e mistérios da Rota Turística Jaguara", mais um belíssimo livro do amigo Nino Stutz – ouropretano de alma e vocação – sobre a cultura e história da nossa eterna Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar, antiga capital da capitania das Minas Gerais e importantíssimo centro econômico e político do Brasil Colônia. Nino, aliás, Victor Louis Stutz, é jornalista, produtor cultural, dramaturgo e escritor, com destaque às suas obras de literatura infantojuvenil. Além disso, é tutor de uma linda matilha e editor da excelente revista eletrônica Mundaréu. Também é suposto que ele almoce e jante, mas só quando dá tempo. Claro! Por falar em matilha, não se pode esquecer do espaço aqui, nesta segunda página, para o Cantinho da Adoção. Há diversos pets que precisam de uma família para chamar de sua. Humanos (que sejam verdadeiramente humanos) sensíveis à causa e cheios de amor para adotar, proporcionando-lhes uma vida digna e plena de afetos. Boa leitura. Cristiano Quintino Nosso Sol nº 63 ano VIII Fevereiro de 2026 Acesse aqui a última edição EDIÇÕES ANTERIORES O jornal Nosso Sol é uma publicação mensal, sob responsabilidade editorial e fotográfica de Cristiano Quintino e com jornalismo e revisão de Alexandre Campinas. A edição impressa, com tiragem de 3000 exemplares, tem distribuição gratuita no Vale do Sol e em outros condomínios da região de Nova Lima: Pasárgada, Morro do Chapéu, Quintas do Morro, Lagoa do Miguelão, Retiro das Pedras, Alphaville e Jardim Canadá.
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Minas e o futuro da mineração Minas lança iniciativa para repensar o futuro da mineração Com inovação e responsabilidade, a meta é criar estratégias coerentes para o uso dos recursos naturais Revista Mundaréu, 2de junho de 2025 Minas Gerais carrega a mineração no nome e na história. Mas o setor, que movimenta economias e transforma territórios, também enfrenta enormes desafios: impactos ambientais, necessidade de maior transparência, uso eficiente dos recursos naturais e adaptação às novas tecnologias. Hoje, entende-se que debater temas como energia limpa, restauração ambiental, automação, rastreabilidade e economia circular é essencial para renovar a forma como extraímos e lidamos com os recursos do subsolo. E é justamente nesse contexto que nasce a KR Mining Ventures, primeira plataforma da América Latina voltada exclusivamente para inovação no setor mineral. O lançamento oficial acontece nos dias 5 e 6 de junho, durante o Minas Summit 2025, maior evento de inovação corporativa de Minas Gerais. A proposta é ambiciosa: transformar o setor mineral por meio da inovação aberta, unindo tecnologia, sustentabilidade e novos modelos de negócio. Um ecossistema para mudar a mineração A KR Mining Ventures é uma iniciativa da FCJ Group e da KR Capital, duas organizações que atuam com empreendedorismo e investimento em inovação. A nova plataforma funciona como uma “aceleradora de ideias”, reunindo startups (empresas inovadoras em estágio inicial), investidores, universidades e especialistas que trabalham em soluções para uma mineração mais eficiente, transparente e conectada com os desafios do século XXI. Além da aceleradora, o projeto inclui: Um fundo de investimento (KR Mining Capital), que apoia financeiramente projetos de impacto; Uma consultoria especializada, que orienta mineradoras a adotarem práticas sustentáveis e digitais em suas operações. Olhando para o amanhã Durante o evento será lançado o Mining Map 2040, um estudo inédito que antecipa os caminhos possíveis da mineração nas próximas décadas. A publicação aborda cenários de risco, oportunidades tecnológicas e tendências globais que devem moldar o setor até 2040. O material será apresentado no palco principal do Minas Summit, com a presença de pesquisadores, representantes de empresas, autoridades e lideranças do setor. Outra novidade será o auditório temático "Futuro da Mineração", com uma série de debates sobre: Políticas públicas e incentivo à inovação mineral; Sustentabilidade e transformação digital; Casos de colaboração entre mineradoras e startups brasileiras. Uma nova referência Com previsão de acelerar até 30 startups com propostas que vão desde a automação e sensores até tecnologias de restauração ambiental e economia circular, a KR Mining Ventures nasce com apoio de universidades, centros de pesquisa e hubs de inovação de todo o país. Segundo os organizadores, a expectativa é posicionar o Brasil como referência internacional em inovação aberta aplicada à mineração, conciliando desenvolvimento econômico, responsabilidade social e respeito ao meio ambiente. Festur 2025 lança audiolivro da Rota Jaguara e anuncia versão bilíngue impressa e digital para o segundo semestre
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Uma aventura cultural guiada pelos sabores de Minas Festival Roteiro dos Sabores movimenta a gastronomia regional com etapas em Itabirito, Santa Bárbara e Barão de Cocais Revista Mundaréu, 2 de junho de 2025 Uma aventura cultural guiada pelos sabores de Minas. Teve início nesta segunda-feira, 2 de junho, o Festival Roteiro dos Sabores – Uma aventura cultural pela gastronomia no Circuito do Ouro, que reúne mais de 80 empreendimentos locais em três municípios com forte tradição cultural e culinária: Santa Bárbara, Barão de Cocais e Itabirito. Com foco na valorização da gastronomia identitária regional, o festival aposta na cultura alimentar como ferramenta de fortalecimento econômico, preservação de saberes tradicionais e promoção do turismo de experiência. Etapa Santa Bárbara A programação começou em Santa Bárbara, onde as oficinas de capacitação acontecem de 2 a 6 de junho, das 14h às 17h, no espaço do CEDESP. A formação é realizada com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Desenvolvimento do Turismo. Etapa Barão de Cocais Também de 2 a 6 de junho, o município de Barão de Cocais recebe as oficinas no período da noite, das 19h às 22h, na Cozinha Escola, em parceria com o Instituto Gastronômico Colher de Pau e a Secretaria de Cultura e Turismo. Etapa Itabirito – Acuruí Já em Itabirito, a etapa acontece de 9 a 13 de junho, com encontros no distrito de Acuruí, das 18h às 21h, na sede da Associação Comunitária de Acuruí. A iniciativa conta com apoio da Secretaria Municipal de Patrimônio, Cultura e Turismo. Todas as oficinas são conduzidas pelos chefs Felipe Leroy e Eduardo Avelar, da Vitrina Cozinha Artesanal, e têm como proposta o aprimoramento de técnicas culinárias, boas práticas de produção e criação de pratos com forte vínculo com a cultura alimentar local. Produtos com identidade e sabor Encerrada a fase de capacitação, os empreendimentos participantes passam a promover os produtos desenvolvidos durante o festival, que disputarão o título de "Produto de Ouro – História e Sabor Mineiro". O público poderá conhecer, provar e votar nas receitas, ajudando a eleger as que melhor representam a alma da cozinha mineira. Festa e inclusão A programação do festival se estende até setembro, com duas grandes celebrações de encerramento: as “Saideiras”, que acontecerão em Itabirito (Acuruí) e em Santa Bárbara. As festas reunirão atrações culturais, experiências gastronômicas e troca entre cozinheiros, turistas e produtores. A programação detalhada será divulgada em breve. O festival também se destaca por seu compromisso com a inclusão, garantindo o acesso de pessoas com deficiência (PCD) em todas as etapas do projeto. Quem faz o Festival Roteiro dos Sabores O Festival Roteiro dos Sabores é uma realização aprovada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet (Lei 8.313/91), sob o Pronac 203088, com patrocínio do Grupo Avante e apoio institucional do Circuito Turístico do Ouro, das prefeituras locais e de produtores culturais da região. A produção local em Santa Bárbara é da Arte Movi Produções Artísticas, e em Barão de Cocais, da produtora Anna Beatriz Paula com assessoria da Holofote Cultura e Comunicação. A cobertura fotográfica e audiovisual é assinada por Marcos Eduardo Souza, com idealização e produção executiva de José Carlos Oliveira, coordenação técnica de Ubiraney Silva e consultoria de Kislene Silva. Apoio: Revista Mundaréu Sobre o Grupo Avante - Patrocinador do Festival Roteiro dos Sabores, o Grupo Avante é composto pelas empresas Ferro Puro Mineração, GSM Mineração, CDB Logística e CDA Logística. Atua na produção de Sinter Feed, Hematitinha e granulado, com processamento de minério de ferro realizado a seco, sem uso de explosivos e sem formação de barragens. A atuação do grupo se baseia em quatro pilares: Pessoas, Segurança, Meio Ambiente e Comunidade. Desde 2023, adota o Programa Avante de Sustentabilidade (PAS), alinhado aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Inscrições abertas para o Festival “Roteiro dos Sabores – Uma Aventura Cultural pela Gastronomia no Circuito do Ouro” Revista Mundaréu, 6 de maio de 2025 Itabirito, Barão de Cocais e Santa Bárbara sediam o festival dedicado à culinária mineira e ao patrimônio cultural da região Estão abertas, até 20 de maio de 2025, as inscrições para o Festival Roteiro dos Sabores – Uma Aventura Cultural pela Gastronomia no Circuito do Ouro. O evento será realizado nos municípios de Itabirito, Santa Bárbara e Barão de Cocais, com foco na valorização da culinária tradicional mineira, qualificação de empreendedores e fortalecimento da gastronomia como manifestação cultural e atrativo turístico. Com o tema “Produtos de Ouro – História e Sabor Mineiro”, os participantes deverão desenvolver pratos ou produtos inspirados na cozinha mineira, utilizando insumos regionais e recebendo orientação de chefs convidados durante oficinas presenciais. As criações concorrerão ao selo “Produtos de Ouro – História e Sabor Mineiro”, com avaliação técnica e voto popular. O festival se estrutura em três etapas: capacitações, promoção dos empreendimentos participantes e de seus produtos, e o encerramento com a Saideira Feira Gastronômica Musical — evento aberto ao público com exposição, comercialização e premiação dos finalistas. Podem se inscrever empreendimentos gastronômicos, pessoas físicas ou jurídicas — como restaurantes, bares, bistrôs e produtores de alimentos artesanais — sediados nos municípios participantes. A inscrição é gratuita. As capacitações serão conduzidas pela empresa Vitrine Cozinha Artesanal, com participação de Felipe Leroy, especialista em gestão de processos e sustentabilidade e consultor do Sebrae-MG no programa Prepara Gastronomia, e de Eduardo Avelar, arquiteto e chef formado nas escolas Le Cordon Bleu e Ritz Escoffier, em Paris, criador do projeto Territórios Gastronômicos. As oficinas ocorrem entre os dias 2 e 13 de junho: em Santa Bárbara, de 2 a 6 de junho, das 14h às 17h, no CEDESP; em Barão de Cocais, nas mesmas datas, das 19h às 22h, na Cozinha Escola do Instituto Colher de Pau; e em Itabirito, de 9 a 13 de junho, das 18h às 21h, na Associação Comunitária de Acuruí. A Saideira Feira Gastronômica Musical marca o encerramento do festival com duas edições: em Itabirito, no dia 30 de agosto, das 11h às 18h, na Quadra de Esportes de Acuruí; e em Santa Bárbara, no dia 7 de setembro, também das 11h às 18h, na Estação Ferroviária, com participação dos finalistas de Barão de Cocais. Segundo José Carlos Oliveira, idealizador e produtor executivo do festival, o tema desta edição é “Produtos de Ouro – História e Sabor Mineiro”. Os participantes deverão desenvolver pratos ou produtos inspirados na culinária mineira, utilizando insumos típicos da região e contando com a orientação de chefs convidados durante as capacitações. “Mais do que um concurso, o festival é uma jornada cultural que destaca a riqueza da cozinha mineira, marcada pela fusão das tradições indígenas, africanas e portuguesas, e pelo uso de ingredientes como milho, feijão, carne suína e doces típicos, como goiabada e doce de leite”, afirma o idealizador. O Festival Roteiro dos Sabores é realizado com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet – Pronac 203088), com patrocínio do Grupo Avante. Conta com parcerias locais da Secretaria de Patrimônio, Cultura e Turismo e da Associação Comunitária de Acuruí, em Itabirito; da Secretaria de Cultura e Desenvolvimento do Turismo, em Santa Bárbara; da Secretaria de Cultura e do Instituto Gastronômico Colher de Pau, em Barão de Cocais; além do Circuito Turístico do Ouro. Todas as atividades são gratuitas e incluem medidas de acessibilidade para Pessoas com Deficiência (PCD). Apoio: Revista Mundaréu Festival “Roteiro dos Sabores – Uma Aventura Cultural pela Gastronomia no Circuito do Ouro” REGULAMENTO INSCRIÇÃO ONLINE FICHA DE INSCRIÇÃO (PDF) Mais informações festival.roteirosabores@gmail.com TUDO SOBRE O FESTUR Lançamento de audiolivro e uma extensa programação gratuita
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Museu de Mariana, MG Museu de Mariana apresenta calendário do biênio 2025-2026 Nesta terça-feira, 13 de maio, o Museu de Mariana apresenta ao público a programação cultural para o biênio 2025-2026, com patrocínio master do Instituto Cultural Vale. A partir das 17h, será lançado o novo Cardápio de Oficinas, com destaque para atividades educativas como Patrimônio de Mariana: entre cartas e memórias e Se esse bairro fosse meu: caminhos e lembranças, voltadas à construção de vínculos com o território, explorando as paisagens afetivas e as múltiplas camadas de pertencimento que atravessam a cidade. Na mesma ocasião, será inaugurada a exposição temporária Por onde FLOR , fruto de uma criação coletiva das bordadeiras marianenses do Movimento Renovador. Inspiradas pela flora da região, as artistas transformam flores em narrativas visuais bordadas que percorrem ruas, quintais e colinas da cidade. Com 19 espécies escolhidas, a mostra propõe um olhar poético sobre Mariana, entrelaçando memória, afeto e sentidos. Às 20h, o auditório do museu recebe a estreia da nova temporada do programa Sílabas e Sons . O convidado da noite é o músico, compositor e diretor Pedro Luís, que conduz um bate-papo musical mediado pelo professor e pesquisador Júlio Diniz. Criador de projetos como o Monobloco e o espetáculo Elza , Pedro propõe um encontro sensível entre palavra e melodia, marcando o início de mais um ciclo de experiências entre música e literatura. Os ingressos são gratuitos e estão disponíveis pela plataforma Sympla, mediante doação de 1kg de alimento não perecível. Sobre o Museu O Museu de Mariana é um espaço de representação, interpretação e projeção da cidade, atravessado por especificidades culturais, sociais, históricas, geográficas, geológicas e político-religiosas do município. A partir de um olhar simultâneo para o passado e o presente, a instituição busca preservar e valorizar a história, a cultura e a identidade de Mariana, primeira capital de Minas Gerais e uma das mais tradicionais cidades do estado. Instalado na antiga Casa do Conde de Assumar, sede do primeiro palácio episcopal de Mariana, o museu se propõe como um espaço da cidade: toma a própria Mariana como objeto de estudo, memória e reflexão. A programação é realizada com apoio da Prefeitura de Mariana, gestão do Instituto Cultural Aurum e incentivo da Lei Rouanet, do Governo Federal. Museu de Mariana - Horário de funcionamento: Segunda-feira, quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo: das 10h às 18h (entrada inteira: R$10 / meia: R$5) Terça-feira: das 13h às 21h (entrada gratuita) Quarta-feira: fechado Itabirito, Barão de Cocais e Santa Bárbara recebem o festival que celebra a culinária mineira e valoriza o patrimônio cultural da região
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Turismo Cultura e Artes de Minas Grupo Corpo - 50 anos da maior companhia de dança moderna brasileira Revista Mundaréu, 01 de fevereiro, 2025 Sugestão de pauta: Miriam Pederneiras. Fotos: José Luiz Pederneiras Foi em Belo Horizonte, na década de 1970, que nasceu a companhia que revolucionaria a dança no país. Isso aconteceu há meio século, quando a capital mineira ainda enfrentava dificuldades para se impor no meio artístico nacional, então concentrado principalmente no eixo Rio-São Paulo. Na época, dizia-se que, para fazer sucesso no Brasil, era preciso sair de Minas. Foi neste cenário que, em 1975, o Grupo Corpo despontou e, em 1976, levou ao público seu primeiro espetáculo, Maria Maria , com coreografias do argentino Oscar Araiz. A montagem, com trilha sonora composta por Milton Nascimento e textos de Fernando Brant estreou poucos anos após o lançamento do álbum Clube da Esquina (1972) , o primeiro do icônico movimento musical. Assim, unidas, essas duas expressões artísticas cinquentenárias, Corpo e Clube da Esquina, trataram logo de reforçar a presença de Minas Gerais no panorama cultural nacional e internacional. A formação inicial do Grupo Corpo contava com apenas doze bailarinos: Carmem Purri, Déa Márcia de Souza, Denise Stutz, Fernando Castro, Hugo Travers, Izabel Costa, José Luiz Pederneiras, Mariza Pederneiras, Miriam Pederneiras, Pedro Pederneiras, Rodrigo Pederneiras e Simone Coelho. Na direção-geral, o enigmático Paulo Pederneiras, que sempre assinou a cenografia e a iluminação dos os espetáculos da companhia. Foi ele quem, há 50 anos, acompanhado do letrista e amigo Fernando Brant, convidou Milton Nascimento para compor a trilha do primeiro espetáculo, coreografado por Araiz. E o resultado foi grandioso, o Grupo Corpo ganhou projeção mundial com Maria Maria , que ganhou os palcos dos mais importantes teatros de 14 países e ficou mais de uma década em cartaz. Mais tarde, a bem-sucedida parceria se renovou com o espetáculo Último Trem . N o documentário " Bituca – Milton Nascimento" , de Flavia Moraes, que estreia em março nos cinemas, Rodrigo Pederneiras revela que a música tema do espetáculo foi composta por Milton durante uma viagem de trem . ÁGUAS PASSADAS QUE AINDA MOVEM MOINHOS Poucos sabem que a relação da família Pederneiras com a dança começou bem antes da fundação do Grupo Corpo. O ponto de partida teve como cenário o centenário casarão neoclássico do Colégio Arnaldo, no bairro Funcionários, em Belo Horizonte, onde funcionava a escola de dança da bailarina e professora Marilene Martins, a Nena, pioneira do balé moderno na capital mineira. Naquele tempo, para incentivar a participação masculina na dança, ela oferecia bolsas integrais. Os irmãos Pederneiras, então adeptos da capoeira, aceitaram o desafio e passaram a integrar o Grupo Transforma, de Nena. Em 1973, durante o Festival de Inverno de Ouro Preto, eles conheceram o trabalho do coreógrafo Oscar Araiz e, para concretizar os planos de criar o espetáculo Maria Maria , decidiram formar um grupo profissional. Após a experiência de sucesso, Rodrigo Pederneiras tornou-se o coreógrafo oficial da companhia e Paulo tratou de convencer seus pais, Manuel de Carvalho Barbosa e Isabel Pederneiras Barbosa, a cederem a casa da família, na Rua Barão de Lucena, no bairro Serra, para abrigar a sede inicial do Grupo Corpo. No mesmo local, fundaram o Corpo Escola de Dança Livre, que além de oferecer aulas para todas as idades, passou também a formar novos bailarinos para a companhia. Com o tempo, o grupo e a escola cresceram e uma nova sede, projetada pelo arquiteto ouro-pretano Éolo Maia (1942-2002), foi construída no bairro Mangabeiras. Foi lá que Rodrigo Pederneiras estreou como coreógrafo com Cantares , espetáculo com trilha do compositor mineiro Marco Antônio Araújo (1949-1986). Desde então, o Grupo Corpo não se cansa de acumular sucessos e conquistar plateias. Em meio século de existência, já realizou 24 espetáculos e se apresentou nas mais conceituadas casas de espetáculos de mais de 40 países. Além das coreografias de Rodrigo e da direção-geral, cenografia e iluminação de Paulo, suas montagens destacam-se também pelos figurinos, cenários, e pelas trilhas sonoras ousadas, na maior parte das vezes, assinadas pelos mais conceituados compositores nacionais. ESPETÁCULOS E PARCERIAS DO GRUPO CORPO 1976 - Maria Maria – Música de Milton Nascimento. 1978 - Último Trem – Música de Milton Nascimento. 198 - Cantares – Música de Marco Antônio Araújo. 1985 - Prelúdios – Música de Frédéric Chopin. 1989 - Missa do Orfanato – Música de Wolfgang Amadeus Mozart. 1992 - 21 – Música de Marco Antônio Guimarães, interpretada pelo Uakti. 1993 - Nazareth – Música de José Miguel Wisnik, baseada em obras de Ernesto Nazareth. 1994 - Sete ou Oito Peças para um Ballet – Música de Philip Glass, interpretada pelo Uakti. 1996 - Bach – Música de Marco Antônio Guimarães, inspirada na obra de J.S. Bach. 1997 - Parabelo – Música de Tom Zé e José Miguel Wisnik. 1998 - Benguelê – Música de João Bosco. 2000 - O Corpo – Música de Arnaldo Antunes. 2002 - Santagustin – Música de Tom Zé e Gilberto Assis. 2004 - Lecuona – Música de Ernesto Lecuona. 2005 - Onqotô – Música de Caetano Veloso e José Miguel Wisnik. 2007 - Breu – Música de Lenine. 2009: Ímã – Música do trio +2 (Moreno Veloso, Domenico Lancellotti e Kassin). 2011 - Sem Mim – Música de Carlos Núñez e José Miguel Wisnik, baseada em obras de Martín Codax. 2015 - Dança Sinfônica – Música de Marco Antônio Guimarães. 2015 - Suíte Branca – Música de Samuel Rosa. 2017 - Gira – Música do grupo Metá Metá. 2019 - Gil – Música de Gilberto Gil. 2021 - Primavera – Música do grupo Palavra Cantada. 2022 - Gil Refazendo – Música de Gilberto Gil. 2023 - Estancia – Música de Alberto Ginastera. AGENDA COMEMORATIVA DOS 50 ANOS DO CORPO Hoje, ao observarmos toda sua trajetória, fica evidente que o Grupo Corpo, sob a batuta de Rodrigo e Paulo Pederneiras, soube conciliar com maestria o talento artístico fenomenal de seus criadores com uma incrível competência administrativa. Está revelada a receita que tornou possível o surgimento da maior companhia de dança moderna brasileira, que estreia novo espetáculo em agosto deste ano, em São Paulo, e segue em turnê, como de costume, por várias outras cidades do Brasil e do mundo. Desta vez, dois coreógrafos vão assinar partes distintas de uma mesma montagem, Rodrigo e Cassi Abranches. A trilha é de Clarice Assad, compositora, pianista e cantora brasileira, que desenvolve um trabalho que mistura música erudita, jazz e música popular brasileira. Nas comemorações dos 50 anos da companhia, além do novo espetáculo, serão lançados também um documentário e um livro com a retrospectiva histórica e imagens captadas ao longo das cinco décadas de existência e sucesso do grupo que é de Belo Horizonte, de Minas, do Brasil e do mundo. Leia também: >>>Ponte do Rosário, uma paisagem interrompida










