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  • Revista Mundaréu

    Ouro Preto se despede do Papa Francisco Ouro Preto lamenta a partida de Francisco, o Grande Operário da Paz Revista Mundaréu, 21 de abril de 2025 Foto: L'Osservatore Romano,Vaticano Desde a escolha do nome e do conselho recebido do cardeal de São Paulo, o papa argentino mostrou que veio para refundar a fé, atualizar a Igreja Católica e confortar o mundo conflagrado pelos radicalismos totalitaristas. Francisco deixa, assim, uma luz que não se apaga. Depois da bela e comovente Semana Santa de Ouro Preto, a partida do querido Papa Francisco renova em nós a Páscoa, no sentido de que ele não passará e haverá de sempre nos lembrar qual o caminho verdadeiro aberto pelo Senhor. Os sinos de Ouro Preto manifestam o nosso pesar e nos exortam quanto aos valores que Francisco abençoou. Angelo Oswaldo Prefeito de Ouro Preto 21 de Abril: O Dia em Que Choramos Dois Homens que Ensinaram a Liberdade e o Amor.

  • Revista Mundaréu

    Santa Rita de Ouro Preto celebra sua padroeira no dia 22 de maio Com fé e tradição, Santa Rita de Ouro Preto celebra sua padroeira no dia 22 de maio Revista Mundaréu, 17 de maio de 2025 Procissão, missa, artesanato, música e a boa comida mineira fazem parte dos festejos O distrito de Santa Rita de Ouro Preto se prepara para mais uma edição da tradicional festa em homenagem à padroeira, Santa Rita de Cássia, a santa das causas impossíveis, celebrada no dia 22 de maio. A programação começa com a missa solene na Matriz que leva seu nome, erguida em 1964 no lugar da antiga capela do século XVIII. Diante do templo, uma escultura em pedra-sabão da própria santa (foto) recebe moradores e visitantes que vêm de longe para acompanhar procissões, cânticos e ritos de fé que marcam a identidade local há séculos. Durante os festejos, é possível degustar pratos típicos da culinária mineira, visitar barracas de artesanato e se encantar com as famosas peças em pedra-sabão — tradição herdada do período colonial e ainda hoje essencial para a economia da região. Uma programação cultural, com shows e apresentações musicais em diferentes estilos populares, completa o clima de confraternização, reunindo famílias, amigos e turistas em torno da fé e da cultura. Santa Rita de Ouro Preto é um distrito que nasceu com a mineração, mas que, ao longo do tempo, encontrou novas formas de se reinventar. Hoje, fé, arte e turismo se entrelaçam, fazendo da pequena localidade um destino acolhedor para quem busca experiências autênticas e contato com a essência mineira. As peças em pedra-sabão, de esculturas sacras a utilitários decorativos, são moldadas com técnica e tradição por artesãos que herdaram os saberes dos antepassados. A extração e o trabalho com o mineral seguem como fonte de renda e expressão cultural para a comunidade, que resiste com criatividade e hospitalidade. Mais do que uma celebração religiosa, a festa de Santa Rita é um testemunho vivo da força de um povo que mantém acesa a chama da memória, da fé e da beleza esculpida nas pedras das montanhas. Com patrocínio da iniciativa privada e suporte governamental, obras na Estação de Engenheiro Corrêa avançam

  • Ouro Preto | Revista Mundaréu

    Ponte do Rosário: Uma Paisagem Interrompida Em Ouro Preto, a Ponte do Rosário é uma das joias arquitetônicas do período colonial brasileiro. Ela resiste como testemunho silencioso sobre as águas do córrego do Caquende, que também lhe empresta o nome. A ponte de pedra, em arco pleno, foi construída em 1753 e teve como arrematante Antônio da Silva Herdeiro, um profissional de destaque no cenário construtivo mineiro que, segundo registros históricos, figurou em pelo menos dois momentos ao lado de Manoel Francisco Lisboa, pai do célebre Aleijadinho. Na época, o papel de um arrematante era crucial: cabia a ele a responsabilidade de assumir e executar a obra dentro dos padrões estabelecidos, desde a organização de recursos até a entrega final, um reflexo da alta confiança em suas habilidades. Situada no bairro do Rosário, na Rua Bernardo Guimarães, a Ponte do Caquende é um testemunho de muitas caminhadas e chegou a ser exaltada nos versos de Tomás Antônio Gonzaga, em Marília de Dirceu , como um marco poético do trajeto cotidiano do poeta inconfidente. O monumento, que combina utilidade e beleza, preserva em suas pedras as memórias de uma vila próspera e rica. É um dos marcos arquitetônicos que integram o conjunto que fez de Ouro Preto um patrimônio cultural. Ponte do Rosário - Óleo s/ tela de Diogenes Sodré - 1970 Porém, se Antônio da Silva pudesse retornar ao presente, certamente se entristeceria ao perceber que a paisagem romântica que um dia rodeou sua obra foi totalmente engolida por construções recentes e inexpressivas. Hoje, uma garagem na Rua Benedito Valadares obstrui a principal vista do monumento. O caixote de tijolos foi construído ao pé do conhecido Beco dos Bois e ousa sufocar o arco da ponte, que apesar de conservado, parece agonizar sobre as águas imundas do córrego. Nos últimos tempos, a passagem sob a ponte é utilizada apenas como atalho pelos moradores locais, que dependem de uma estreita passarela de concreto, bem ao lado da boca da garagem, para acessar o caminho. E ali, todos prendem a respiração por causa do cheiro insuportável, e a paisagem original também permanece sufocada e distante de novos visitantes, que perdem a oportunidade de apreciar sua história e importância. Vista da ponte interrompida por garagem grafitada, na Rua Benedito Valadares, no Rosário, no caminho que dá acesso ao "Beco dos Bois" Fundo da garagem e passarela de concreto sobre o Córrego do Caquende A Ponte do Rosário, ou Ponte do Caquende, clama por olhares que valorizem sua história e restaurem sua presença no cenário colonial. Olhares sensíveis e mãos habilidosas possam resgatá-la do esquecimento. Só assim a paisagem deslumbrante, que certamente, ao longo do tempo, inspirou muitos poetas, pintores, trovadores, namorados e seresteiros, poderá ser novamente celebrada. Vamos aguardar e torcer para que essa parte do legado que Ouro Preto carrega, escondida em uma de suas áreas mais encantadoras, seja revelada e revisitada, um dia.

  • Revista Mundaréu

    Fado em Cidades Históricas em Ouro Preto Fado em Cidades Históricas ocupa o Largo do Alto das Dores em Ouro Preto Nos dias 31 de maio e 1º de junho, Ouro Preto recebe a 2ª edição do Fado em Cidades Históricas, com programação gratuita no Largo da Igreja das Dores. O evento celebra a lusofonia por meio de música, poesia, história e gastronomia. A proposta do projeto é estreitar os laços entre Brasil e Portugal e criar pontes entre heranças portuguesas, africanas e indígenas, com consciência crítica e valorização das memórias partilhadas. O público poderá desfrutar de apresentações de fado, batuques e lundus, além de vivências que resgatam vínculos culturais e afetivos. Parte da programação segue para Petrópolis (RJ), entre os dias 6 e 7 de junho. A realização é do Ministério da Cultura, Natasha Artes e Planeta Cultura e Sustentabilidade, com apoio das prefeituras de Ouro Preto e Petrópolis, e do Consulado Geral de Portugal. O projeto conta com patrocínio da Galp, Gerdau, Geocoba Engenharia, Tecnoplano e TAP Air Portugal. SHOWS EM DESTAQUE Programação Completa "Fado nas Cidades Históricas" - Ouro Preto Sábado (31/ 05) 12h - Feira Sabores e Fazeres 12h - Fado para Miúdos, com lançamento do livro “Turma da Mônica - Encontro com Fernando Pessoa” 16h - Palestra de história “Os legados do colonialismo português: exploração e desafios contemporâneos”, com Thales Guaracy 17h - Coletivo Negras Autoras 17h45 - Show Natanael Carvalho 18h30 - Show Maria Emilia (Fado) 19h30 - Show Yamandu Costa 21h - Show Carminho (Fado) 22h30 - DJ MdM Domingo (01/ 06) 12h - Feira Sabores e Fazeres 12h - Fado para Miúdos - Cortejo das Tradições; Nau da Brincadeira; Ateliê Livre Eco das Artes; Histórias de Além Mar. 14h - Cooking Show - Chef António Oliveira 15h30 - Show Sérgio Pererê 17h - Show Mariana Aydar (Forró) 19h - Show Cuca Roseta (Fado) Exposição de Luiz Pêgo no Palácio d’Ouro e mostra individual “Alguma P-arte de Mim”, de Fernando Pacheco, na Casa Torta

  • Ouro Preto | Revista Mundaréu

    OURO PRETO RESTAURA TEMPLO COM OBRAS DE ALEIJADINHO E ATAÍDE Até pouquíssimo tempo atrás, o destino da igreja histórica, construída entre 1771 e 1793 em honra ao Bom Jesus de Matosinho e São Miguel e Almas, em Ouro Preto, parecia incerto. Este magnífico templo, que ostenta em sua fachada uma escultura atribuída a Antônio Francisco Lisboa e, no interior, pinturas de Manuel da Costa Ataíde, foi interditado às pressas em 2014 para evitar uma tragédia. De lá para cá, foi preciso improvisar um escoramento em sua portada, onde a escultura em pedra-sabão atribuída ao Mestre Aleijadinho agonizava, trincada. No adro da igreja, outro escoramento manteve de pé outro monumento, um chafariz esculpido em pedra do Itacolomi com uma inscrição com a data de sua construção: 1763. A mobilização Mesmo com os recursos para a restauração aprovados pelo governo federal, várias questões impediram por dez anos o início das obras e, com a demora, a verba liberada quase se perdeu. A situação só começou a mudar recentemente, graças à união de esforços da comunidade em conjunto com a Prefeitura de Ouro Preto e entidades de preservação do patrimônio histórico. Essa mobilização resultou, em julho deste ano, no início do das obras na Igreja. Felizmente, ainda em tempo, pois os problemas estruturais da edificação surpreenderam até a própria equipe de restauradores, pois não apenas a fachada, mas toda a estrutura corria risco de desabar a qualquer momento. A Revista Mundaréu registrou o início das obras na Igreja do Bom Je sus (setembro 2024) . Confira as imagens: Foto: Revista Mundaréu - Setembro 2024 Foto: Revista Mundaréu - Setembro 2024 Chafariz escorado Foto: Revista Mundaréu - Setembro 2024 Foto: Revista Mundaréu - Setembro 2024 1/9 Poucos meses atrás, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) firmou um Termo de Compromisso com a Prefeitura de Ouro Preto para o restauro, que faz parte do “Novo Programa de Aceleração do Crescimento”. Inicialmente, serão investidos, cerca de R$ 4 milhões em obras estruturais para garantir a integridade do monumento: reforma do telhado, reforço da estrutura da edificação, esquadrias, alvenarias, sistema de drenagem, pisos, forros, estrutura do muro frontal e do muro lateral. Um projeto de contensão da encosta localizada no entorno do monumento e a recuperação do chafariz e do adro são intervenções que também deverão ser executadas, posteriormente. No projeto, o portão principal, que chegou a ser alterado para atender as demandas de um colégio que funciona ao lado, retornará ao seu local origem, ou seja, em frente à Igreja. Por fim, depois das obras estruturais, Por fim, após as intervenções necessárias para garantir a estabilidade física da estrutura, será feita a recuperação dos elementos artísticos: esculturas, pinturas, ornamentos e todos os elementos de valor histórico e artístico. A previsão de conclusão das obras na Igreja do Bom Jesus é de cinco anos, ou seja, em 2030. O incidente que quase levou o pároco ao encontro com o Criador Delcia Maria do Carmo Soares, conhecida por todos como Dona Dó, tem 93 anos e frequenta a igreja do Bom Jesus desde criança. Ela estava presente quando ocorreu o primeiro sinal de um possível desabamento: “Um dia o padre estava celebrando a missa e ele gostava de conversar com o povo. Ele desceu para o meio da igreja para conversar com o pessoal e, nessa hora, caiu uma telha de uma altura danada que passou raspando nele, assim. O padre Marcelo, que também estava lá, falou - não pode não, gente, não pode, quase que nós perdemos o padre aqui! E mandou fechar a igreja.” Dona Dó participou ativamente da luta para salvar a igreja e contou pra gente os combinados da comunidade com as autoridades sobre os trabalhos de restauração. “A gente pediu pessoas de Ouro Preto trabalhando, porque não adianta trazer gente de fora, que não sabe nada da igreja, só para colocar dinheiro no bolso e depois ir embora. Isso nós conseguimos, na hora, veio até uma filha do doutor Celso, morador do Rosário. E eles até falaram que estavam felizes de estarem ali e que dariam o sangue pra fazer o serviço.” Dona Dó já antecipou até os planos para a primeira Festa do Bom Jesus depois da reinauguração: “ Na festa, quando a igreja voltar a funcionar, vai ter pastel, vai ter caldo, vai ter qualquer tipo de salgado. As barraquinhas, nós vamos fazer uma para os escoteiros, outra para o pessoal do catecismo, pra todo mundo que quiser ajudar! Ah, eu ainda quero receber a benção do Senhor Bom Jesus lá dentro, na Igreja restaurada.” AGRADECIMENTOS: SARA SOARES Clique para fazer um PASSEIO NAS CABEÇAS

  • Ouro Preto | Revista Mundaréu

    ERIKA CURTISS - DESDOBRÁVEL Quem frequenta os circuitos culturais da Região dos Inconfidentes, certamente, já se deparou com a voz poderosa e, ao mesmo tempo, doce dessa cantora. Érika Curtiss é uma artista incansável, que irradia seu talento por onde passa. Ela sempre está onde todo artista que se preze precisa estar, bem pertinho do povo, nos palcos, eventos ou mesmo nos bares da vida. Erika Curtiss é ouro-pretana e acordou cedo para as artes. Aos 7 anos, começou a estudar flauta doce com o professor Afrânio Lacerda, na Casa do Folclore, no bairro Antônio Dias, onde hoje funciona o departamento de Promoção Cultural e Patrimônio Imaterial de Ouro Preto. Aos 15 anos, ela aderiu ao teatro, mas foi a paixão pela música que a levou aos palcos, aos 17 anos, quando começou a se apresentar como cantora. Paralelamente à sua carreira artística, Erika desenvolveu uma sólida trajetória no campo da educação musical. Desde 1993, atua como professora de voz, canto, musicalização e regente de coros. Ela é graduada em Música pela Universidade Federal de Ouro Preto, em Pedagogia pela UNINTER, e ainda possui duas pós-graduações: MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades, e Psicopedagogia Institucional e Clínica. Erika participou de diversos espetáculos cênicos-musicais e ganhou destaque também com trabalhos literários para o público infantil. Participou do EnRede - Rede Internacional de Municípios pela Cultura em Portugal e, em 2017, foi convidada pelo compositor Tunai, irmão do cantor João Bosco, para uma apresentação na turnê Saudade de Elis, em Ouro Preto. Há mais de 13 anos, Erika comanda o grupo Samba de Sobra, dedicado à pesquisa e difusão do samba de raiz, choro, marchas de carnaval, maxixes e outros ritmos brasileiros. O grupo se destaca por interpretar compositores tradicionais e contemporâneos, regionais e nacionais. As apresentações são conhecidas por sua energia vibrante e interação com o público. Já em sua carreira solo, Érika desenvolve um trabalho árduo e independente e, com mais de 30 anos de estrada, encanta o público com suas performances, sempre acompanhada dos melhores instrumentistas da região. Seu trabalho mais recente é o álbum Desdobrável , um mergulho na diversidade dos ritmos brasileiros, com arranjos e produção musical de Rafael Amarante. Inspirado nos versos da poeta mineira Adélia Prado, o álbum explora a multiplicidade da cantora, mostrando facetas diferentes e surpreendentes de sua arte. Desdobrável é um trabalho que reflete toda a intensidade e paixão que Erika coloca em sua música, e assim como os demais álbuns que ela já gravou, também está disponível em todas as plataformas digitais. Para começar a explorar a obra da cantora Erika Curtiss, a Revista Mundaré u recomenda a faixa “Todo mundo já sabe ”, uma marchinha que revela bastante do fado (destino) e do fardo de ser mineiro. Escute agora no Spotify Visite também o site da cantora: www.erikacurtiss.com

  • Ouro Preto | Revista Mundaréu

    Passeio no Alto das Cabeças Mapa ilustrado por Catarina Rangel Clique na imagem para ampliar e passear Mesmo enquanto a reabertura da Igreja do Bom Jesus não acontece, ainda há muito para se ver no Alto das Cabeças, a antigo caminho de entrada de Vila Rica. Os moradores costumam contar que o nome do bairro, "Cabeças", teria sido inspirado em algumas histórias que sugerem que existiu, ali, uma forca para executar os criminosos e intimidar os visitantes mal-intencionados. Hoje, o acesso mais frequente ao bairro é pela Rua Alvarenga, referência ao nome do poeta inconfidente Inácio José Alvarenga Peixoto, antigo morador da região. O trajeto começa na Ponte do Rosário, feita de pedra em arco romano, um monumento citado nos versos de “Marília de Dirceu”, de Tomás António Gonzaga, outro poeta inconfidente. No caminho, à direita, avista-se o casarão erguido por Henrique Dumont, pai de Alberto Santos Dumont. A mãe do inventor, Dona F rancisca de Paula Santos, era de tradicional família ouro-pretana. Pouco acima do imponente sobrado fica a pequena Capela do Bom Jesus da Pedra Fria, parada obrigatória dos fiéis durante o jubileu do Bom Jesus das Cabeças, em setembro. Mais à frente, sempre à direita, uma agradável área de lazer com cerca de 8 mil metros, uma praça arborizada, com anfiteatro, parquinho e um mirante de onde se tem uma belíssima vista para várias igrejas históricas e, também, para o Pico do Itacolomi, que guiou os bandeirantes nas trilhas do ouro. Pouco acima da Praça das Cabeças, um charmoso chafariz e, no final da subida, alcança-se uma antiga cruz de cantaria. Depois do cruzeiro de pedra, um conjunto de residências geminadas, e assim chegamos à Igreja do Bom Jesus de Matosinhos e São Miguel e Almas. Bem ao lado do templo, fica o Colégio Arquidiocesano, uma grandiosa construção neocolonial da década de 1930. Dali pra frente, a Rua Alvarenga segue plana até uma grande coluna de pedra sobre um pedestal protegido por lajes, o "Chafariz da Coluna". Pouco adiante, fica o casarão onde morou o romancista e poeta Bernardo Guimarães, e é no sobrado do ilustre escritor, autor de “A Escrava Isaura”, que o nosso passeio chega ao fim.

  • Revista Mundaréu

    AGENDA CULTURAL DE OURO PRETO - Página em constante atualização EM DESTAQUE NA AGENDA CULTURAL DE OURO PRETO 🎨 CASA TORTA E PALÁCIO D’OURO MOVIMENTAM A CENA CONTEMPORÂNEA EM OURO PRETO Dois espaços culturais que já se tornaram referência no circuito artístico da cidade apresentam novas exposições que conectam passado e presente com ousadia e identidade. Em cartaz, obras de Fernando Pacheco e Luiz Pêgo. Leia a matéria completa da Revista Mundaréu FESTUR Festival Internacional de Turismo e Cultura de Ouro Preto (Festur), 4 a 6 de junho, no Centro de Artes e Convenções da UFOP, em Ouro Preto Confira AQUI a programação completa Festas juninas nos museus Os Museus de Mariana entram no clima do São João com uma festança junina pra lá de especial! Vai ter banda Candonguêro, atrações locais, comidas típicas, quadrilha, muita dança e aquele clima arretado que só Minas sabe fazer! Dias 6 e 7 de junho, a partir das 18h00 Mais informações AQUI R. Padre Rolim, 412 - Centro Comemorações dos 255 anos da Casa da Ópera de Ouro Preto O teatro mais antigo em funcionamento das Américas celebra 255 anos com programação cultural gratuita e aberta ao público. Gustavo Fechus e André Vitorino André Vitorino é pianista, sanfoneiro, produtor musical, e transita por diferentes estilos da música brasileira. Gustavo Fechus é violinista agraciado com prêmio como BDMG Jovem Músico e Jovem Instrumentista. Sexta-feira, 6 de junho, às 20h00 Luciano Luppi e Bruna Guimarães Homenagem ao poeta Fernando Pessoa, nos 90 anos de sua morte, com o ator Luciano Luppi e a violoncelista Bruna Guimarães. Sábado, 7 de junho, às 20h00 O acesso ao teatro é gratuito e por ordem de chegada. Endereço: R. Brigadeiro Musqueira, 104 - Ouro Preto, MG E vem aí: CineOP 2025 - Ouro Preto

  • Revista Mundaréu

    Especial Dia do Livro 2025: Por Cleusmar Fernandes ESPECIAL DIA DO LIVRO DA MEMÓRIA AO FUTURO: A BIBLIOTECA PÚBLICA DE OURO PRETO NA ERA DIGITAL Revista Mundaréu, 23 de abril de 2025 Por Cleusmar Fernandes Diretor da Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto A Biblioteca Pública de Ouro Preto - Foto: Greiza Tavares A Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto é mais que um espaço de leitura — é guardiã da memória, portal do conhecimento e ponto de encontro comunitário. Suas estantes repletas de histórias dialogam com o passado e anunciam o futuro, num momento em que é urgente valorizar o livro e o saber como ferramentas de transformação. Com um acervo de cerca de 50 mil obras, a Biblioteca abriga registros que ajudam a entender o traço neoclássico dos casarões e a planta do Palácio D’Ouro — o mais antigo da cidade — revelando as marcas da influência lusitana. Em Ouro Preto, cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, a arquitetura e a cultura fundem-se numa identidade diversa, e a Biblioteca é espelho e guardiã dessa essência. Durante a pandemia, em 2021, quando a cidade foi silenciada pela onda roxa, surgiu o projeto Delivro — uma resposta criativa ao isolamento social. O delivery de livros buscava alimentar, com literatura, as famílias reclusas em casa, enfrentando desafios com o ensino remoto. A proposta simples e potente levou conhecimento até a porta dos leitores: bastava solicitar o título desejado por telefone ou e-mail, e o livro, higienizado e acondicionado, era entregue por motoboy com EPIs. O serviço, gratuito, segue ativo e tem ganhado ainda mais adesão. A partir dali, a Biblioteca ampliou sua presença digital com ações em parceria com a Prefeitura, a Secretaria de Educação e a Casa do Professor. Lançamentos virtuais de livros, contação de histórias e rodas de conversa passaram a integrar a rotina digital da instituição, levando cultura e afeto a lares ouro-pretanos. Nos anos seguintes, já no cenário pós-pandêmico e com o incentivo do governo municipal, a Biblioteca consolidou projetos como A Biblioteca vai à escola, Inverno Literário, Noite Mineira de Bibliotecas e Museus, Sarau: Música, Leitura e Poesia, Visita Guiada, Virada Cultural, Batalha da Pracinha e Natal Literário — conectando leitura, escola e comunidade. Hoje, avança com ousadia no digital. Com o sistema Sophia, em fase de implantação nas escolas municipais, os alunos poderão consultar e solicitar obras do acervo da própria escola, ou da sede, de forma integrada. Um sistema de reservas permitirá que o próprio Delivro busque e entregue os títulos, aproximando o livro do leitor em qualquer ponto da cidade. Essa modernização é fruto de um plano de governo que acredita na cultura como eixo transformador. Prova disso é a aprovação pioneira do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, alinhado ao Plano Nacional, que habilita Ouro Preto a participar de editais federais e estaduais. Com o olhar no futuro, a equipe da Biblioteca planeja visitas técnicas, como a que será feita à Biblioteca Estadual Luiz de Bessa, em Belo Horizonte, e presença em eventos como a Bienal Mineira do Livro e o Encontro Sophia Biblioteca, em São Paulo. A busca é por referências e experiências que possam enriquecer o acervo e a gestão bibliotecária local. Os dados mostram o avanço. Desde a adoção do sistema digital, o número de novos cadastros cresceu: 225 (2021), 217 (2022), 270 (2023) e já 252 (em 2024). Empréstimos digitais também cresceram: de 314 em 2022 para 1.095 em 2024, enquanto os manuais diminuíram, consolidando a nova era. Mais de 25 mil buscas foram realizadas no sistema apenas em 2024, com destaque para o período noturno. Somam-se ainda mais de 2.500 empréstimos pelo Delivro e um total de 5.364 livros emprestados pelas duas modalidades. Os dados mostram uma biblioteca viva, que acompanha o ritmo dos leitores. Mas o avanço não para. A Inteligência Artificial, por exemplo, é vista como aliada, não como ameaça. Ferramentas como chatbots e sistemas automatizados otimizam a rotina das bibliotecárias e ampliam o atendimento. A IA permite ainda classificação de conteúdo, realidade aumentada, acessibilidade e novos formatos de interação com o acervo. Há desafios, claro. Privacidade e uso ético dos dados são pautas constantes. Mas a Biblioteca está atenta, preparada, viva. Afinal, como disse Angelo Oswaldo ao receber Rui Mourão na Academia Mineira de Letras, “tocar o papel é um gesto sensorial que nos reconduz à nossa humanidade”. Neste 23 de abril, Dia Mundial do Livro, a Biblioteca de Ouro Preto celebra sua trajetória e projeta o futuro. O livro, longe de ser um objeto obsoleto, continua a ser o mais potente dos portais. E ele te espera — de páginas abertas. Cleusmar Fernandes é graduado em Gestão Pública pela Universidade de Brasília, psicólogo clínico pela Universidade Paulista - UNIP, especializado em Neuropsicologia

  • Ouro Preto | Revista Mundaréu

    Palácio D’Ouro, Instituto Yara Tupinambá e Ajê Bistrô Bar trazem para Ouro Preto a exposição “João-Congo”, de Valdelice Neves Revista Mundaréu, 08 de fevereiro 2025 Com abertura no dia 13 de fevereiro, às 16h30, no Centro Cultural Palácio d’Ouro, em Ouro Preto, a mostra “João-Congo”, de Valdelice Neves, traz obras que dialogam com a natureza, exploram diferentes linguagens artísticas e refletem uma profunda pesquisa da artista sobre “João-Congo”, pássaro da Amazônia que a inspira há anos. Valdelice Neves é artista visual e escritora, com uma trajetória marcada pelo aprofundamento em técnicas de gravura em metal, escultura, pintura, vídeo e performance. Formada em Artes Plásticas pela Escola Guignard, especializou-se em Filosofia da Arte, Museologia e Arte Contemporânea. Seu trabalho recebeu reconhecimento e prêmios no Brasil e no exterior. Durante a abertura, será realizada uma sessão de autógrafos do livro "João-Congo, o Príncipe da Floresta", uma fábula ecológica da artista, publicação relançada agora com um novo prefácio escrito por Marcelo Xavier, autor de mais de 20 livros e duas vezes ganhador do Prêmio Jabuti. A exposição permanecerá aberta ao público de 14 de fevereiro a 16 de abril, no Palácio d’Ouro, um espaço cultural criado pelo antiquário Edson Toledo, dedicado à preservação da história da cidade e à divulgação da cultura e das artes. Além da programação artística, o local ainda oferece visitas guiadas previamente agendadas aos seus luxuosos espaços, que mantêm características originais da época do Ciclo do Ouro em Minas Gerais. Situado na Rua Conselheiro Quintiliano, 627, no bairro Lajes, em Ouro Preto, o Palácio d’Ouro reabriu suas portas em 2022, após quase 15 anos fechado, consolidando-se como um importante espaço cultural da histórica cidade. Confira também Novas imagens da expedição pela Rota Turística Jaguara Rota Jaguara

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