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  • Revista Mundaréu

    Fado em Cidades Históricas em Ouro Preto Fado em Cidades Históricas ocupa o Largo do Alto das Dores em Ouro Preto Nos dias 31 de maio e 1º de junho, Ouro Preto recebe a 2ª edição do Fado em Cidades Históricas, com programação gratuita no Largo da Igreja das Dores. O evento celebra a lusofonia por meio de música, poesia, história e gastronomia. A proposta do projeto é estreitar os laços entre Brasil e Portugal e criar pontes entre heranças portuguesas, africanas e indígenas, com consciência crítica e valorização das memórias partilhadas. O público poderá desfrutar de apresentações de fado, batuques e lundus, além de vivências que resgatam vínculos culturais e afetivos. Parte da programação segue para Petrópolis (RJ), entre os dias 6 e 7 de junho. A realização é do Ministério da Cultura, Natasha Artes e Planeta Cultura e Sustentabilidade, com apoio das prefeituras de Ouro Preto e Petrópolis, e do Consulado Geral de Portugal. O projeto conta com patrocínio da Galp, Gerdau, Geocoba Engenharia, Tecnoplano e TAP Air Portugal. SHOWS EM DESTAQUE Programação Completa "Fado nas Cidades Históricas" - Ouro Preto Sábado (31/ 05) 12h - Feira Sabores e Fazeres 12h - Fado para Miúdos, com lançamento do livro “Turma da Mônica - Encontro com Fernando Pessoa” 16h - Palestra de história “Os legados do colonialismo português: exploração e desafios contemporâneos”, com Thales Guaracy 17h - Coletivo Negras Autoras 17h45 - Show Natanael Carvalho 18h30 - Show Maria Emilia (Fado) 19h30 - Show Yamandu Costa 21h - Show Carminho (Fado) 22h30 - DJ MdM Domingo (01/ 06) 12h - Feira Sabores e Fazeres 12h - Fado para Miúdos - Cortejo das Tradições; Nau da Brincadeira; Ateliê Livre Eco das Artes; Histórias de Além Mar. 14h - Cooking Show - Chef António Oliveira 15h30 - Show Sérgio Pererê 17h - Show Mariana Aydar (Forró) 19h - Show Cuca Roseta (Fado) Exposição de Luiz Pêgo no Palácio d’Ouro e mostra individual “Alguma P-arte de Mim”, de Fernando Pacheco, na Casa Torta

  • Revista Mundaréu

    AGENDA CULTURAL DE OURO PRETO - Página em constante atualização EM DESTAQUE NA AGENDA CULTURAL DE OURO PRETO 🎨 CASA TORTA E PALÁCIO D’OURO MOVIMENTAM A CENA CONTEMPORÂNEA EM OURO PRETO Dois espaços culturais que já se tornaram referência no circuito artístico da cidade apresentam novas exposições que conectam passado e presente com ousadia e identidade. Em cartaz, obras de Fernando Pacheco e Luiz Pêgo. Leia a matéria completa da Revista Mundaréu FESTUR Festival Internacional de Turismo e Cultura de Ouro Preto (Festur), 4 a 6 de junho, no Centro de Artes e Convenções da UFOP, em Ouro Preto Confira AQUI a programação completa Festas juninas nos museus Os Museus de Mariana entram no clima do São João com uma festança junina pra lá de especial! Vai ter banda Candonguêro, atrações locais, comidas típicas, quadrilha, muita dança e aquele clima arretado que só Minas sabe fazer! Dias 6 e 7 de junho, a partir das 18h00 Mais informações AQUI R. Padre Rolim, 412 - Centro Comemorações dos 255 anos da Casa da Ópera de Ouro Preto O teatro mais antigo em funcionamento das Américas celebra 255 anos com programação cultural gratuita e aberta ao público. Gustavo Fechus e André Vitorino André Vitorino é pianista, sanfoneiro, produtor musical, e transita por diferentes estilos da música brasileira. Gustavo Fechus é violinista agraciado com prêmio como BDMG Jovem Músico e Jovem Instrumentista. Sexta-feira, 6 de junho, às 20h00 Luciano Luppi e Bruna Guimarães Homenagem ao poeta Fernando Pessoa, nos 90 anos de sua morte, com o ator Luciano Luppi e a violoncelista Bruna Guimarães. Sábado, 7 de junho, às 20h00 O acesso ao teatro é gratuito e por ordem de chegada. Endereço: R. Brigadeiro Musqueira, 104 - Ouro Preto, MG E vem aí: CineOP 2025 - Ouro Preto

  • Revista Mundaréu

    Edital aberto Festival Andorinha Cultural Inscrições abertas para artistas no Festival Andorinha Cultural em Ouro Preto Revista Mundaréu, 28 de fevereiro de 2026 Foto: Ane Souz Edital aberto seleciona músicos, corais e grupos teatrais para apresentações gratuitas no Parque das Andorinhas Estão oficialmente abertas as inscrições para artistas interessados em compor a programação do projeto Arte e Cultura no Parque das Andorinhas – 3ª edição, que será realizado no Parque Natural Municipal das Andorinhas, em Ouro Preto (MG), importante unidade de conservação e nascente do Rio das Velhas. O edital de chamamento público contempla atrações nas seguintes categorias: Andorinha Instrumental – Música instrumental (cachê R$ 2.000,00); Choro das Andorinhas – Chorinho e valorização da música brasileira de raiz (cachê R$ 2.000,00); Canto da Andorinha – Corais da região (cachê R$ 1.500,00); Teatro das Andorinhas – Espetáculos teatrais, com prioridade para temática ambiental (cachê R$ 2.000,00). O edital permanece aberto por prazo indeterminado, e as atrações serão selecionadas de acordo com a demanda artística de cada edição do evento. Podem se inscrever grupos e artistas representados por pessoa jurídica com CNPJ ativo e regular, apto à emissão de nota fiscal. Não serão realizadas contratações via CPF. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site www.andorinhacultural.com.br Segundo Gilson Martins, coordenador do projeto e diretor da Holofote, a proposta é ampliar oportunidades e fortalecer a cena artística regional. "O Arte e Cultura no Parque das Andorinhas nasce do encontro entre natureza e expressão artística. Queremos que músicos, corais e grupos de teatro da região ocupem esse espaço com qualidade e sensibilidade, valorizando o território e promovendo acesso gratuito à cultura em um dos cenários mais simbólicos de Ouro Preto”, destaca Gilson. O Arte e Cultura no Parque das Andorinhas – 3ª edição tem patrocínio master da Vale por meio da Lei Rouanet, gestão da Holofote Comunicação e Cultura, e realização da Prefeitura de Ouro Preto, Fundação Gorceix, Ministério da Cultura e Governo Federal. Mais informações e acesso ao edital completo estão disponíveis no site oficial. Sobre o Andorinha Cultural A terceira edição do Arte e Cultura no Parque das Andorinhas – Andorinha Cultural propõe uma programação cultural diversificada e gratuita em Ouro Preto (MG), integrando cultura, meio ambiente e inclusão social. A iniciativa reúne apresentações musicais (chorinho, música instrumental e canto coral), espetáculos teatrais e feira de gastronomia e artesanato, promovendo a ocupação cultural consciente de um dos espaços naturais mais emblemáticos da região. Todas as atividades são gratuitas e contam com recursos de acessibilidade, incluindo intérprete de Libras, material em braille e monitoria para pessoas com deficiência, garantindo acesso democrático à cultura em diálogo com a preservação ambiental. Instituto Cultural Vale A Vale acredita que a cultura transforma vidas. É a maior apoiadora privada da Cultura no Brasil, patrocinando e fomentando projetos em parcerias que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios. Seu compromisso é contribuir com uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o fortalecimento da economia criativa. Desde a sua criação, em 2020, o Instituto Cultural Vale já esteve ao lado de mais de 1.000 projetos em 24 estados e no Distrito Federal, contemplando as cinco regiões do país com investimento de mais de R$ 1,2 bilhão em recursos próprios da Vale e via Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA), que recebem mais de 400.000 visitantes por ano. Além disso, mais de 1.000 alunos são atendidos pelo Programa Vale Música. Onde tem Cultura, a Vale está. Visite o site do Instituto Cultural Vale: institutoculturalvale.org

  • Revista Mundaréu

    Parque urbano amplia horário de funcionamento Agora aberto todos os dias, Horto dos Contos reforça papel de parque urbano no centro de Ouro Preto Revista Mundaréu, 21 de maio de 2025 Espaço amplia horário de funcionamento e se firma como opção de lazer, cultura e contato com a natureza para moradores e turistas. No centro histórico de Ouro Preto, o parque Horto dos Contos está de portas abertas para quem quiser caminhar, relaxar ou simplesmente curtir um pedaço verde no meio da cidade. A partir desta semana, suas trilhas passam a receber visitantes todos os dias. A mudança faz parte de um esforço da Prefeitura para reforçar a vocação do Vale do Contos como parque urbano, com espaços voltados ao lazer, ao esporte e à contemplação. A área tem mais de 28 hectares e se estende da Rua Padre Rolim, na entrada da cidade, até a Igreja do Pilar, passando pela Casa dos Contos e por quintais, pomares e terraços que, no século XIX, encantaram viajantes europeus. A história do Horto Em 1798, dez anos antes da criação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a Coroa portuguesa determinou a fundação, em Vila Rica, de um espaço destinado ao cultivo de plantas indígenas e exóticas, além de madeiras de lei. Foi escolhida uma área de 28,3 hectares entre a Igreja São Francisco de Paula e a Casa dos Contos. O terreno natural foi transformado por meio de terraços sucessivos, no centro dos quais foram instalados repuxos inspirados nos jardins italianos e franceses. Um deles, o inglês John Mawe, escreveu sobre o lugar como um “império da flora”, impressionado com a quantidade de flores, hortas e arranjos paisagísticos. E esse encanto segue vivo. Caminhar por lá hoje é se deparar com ipês, quaresmeiras, amoreiras, jacarandás, além de bambuzais e paineiras que enfeitam a paisagem. As trilhas permitem um novo olhar sobre o centro histórico de Ouro Preto. De um dos mirantes, por exemplo, é possível ver a Igreja São Francisco de Paula emoldurando a cidade. Mais abaixo, surge a Igreja de São José, com detalhes atribuídos ao mestre Aleijadinho. Perto dali está o prédio da antiga Santa Casa, onde funciona atualmente o Paço da Misericórdia e o Museu Boulieu. O Parque Municipal Horto dos Contos, onde a natureza cresce livre e a cidade parece desacelerar, é um espaço de respiro para moradores e turistas, bem no meio do casario colonial. Acesso e horários de visitação Portarias do Pilar e da Rodoviária Todos os dias: das 8h às 18h Portaria do Museu Casa dos Contos Terça a sábado: das 8h às 18h (entrada até 17h45) Domingo: das 10h às 14h Segunda-feira: não abre Festur 2025 lança audiolivro da Rota Jaguara e anuncia versão bilíngue impressa e digital para o segundo semestre

  • Revista Mundaréu

    Turismo Cultura e Artes de Minas Manoel Bandeira e a Casa do Vira-Saia em Ouro Preto Revista Mundaréu, dezembro de 2024 “...Mas Ouro Preto não é só o Palácio dos Governadores, A Casa dos Contos, A Casa da Câmara, Os templos, Os chafarizes, Os nobres sobrados da Rua Direita. Ouro Preto são também os casebres de taipa de sopapo, Aguentando-se uns aos outros ladeira abaixo, O casario do Vira-Saia, Que está vira-não-vira enxurro, E é a isso que precisamos acudir urgentemente!” Neste trecho de um poema do livro Guia de Ouro Preto (1938), de Manuel Bandeira, o poeta modernista chamou atenção para a situação do monumento que, na época, já estava em risco: o casarão do Vira-Saia, na ladeira de Santa Efigênia, em Ouro Preto. O imóvel, erguido no século XVIII, pertenceu ao lendário Antônio Francisco Alves, um negociante que também chefiava um grupo de assaltantes que interceptava as tropas que transportavam ouro das Minas para o Rio de Janeiro. Para os monarcas portugueses, Antônio Francisco era um fora-da-lei bastante perigoso, mas era visto pelos habitantes da vila como um grande benfeitor, pois, com os saques cometidos contra a Coroa, ele ajudava os mais necessitados. Era como Robin Hood, a figura lendária da Inglaterra medieval, aquele que roubava dos ricos para dar aos pobres. Sua casa servia como ponto estratégico do bando, que fazia uso de um código interessante: em um oratório bem próximo dali, eles “viravam a santa” para indicar o caminho dos carregamentos de ouro, daí o nome, Bando do Vira-Saia. O Oratório do Vira-Saia, em frente ao casarão onde os saqueadores se reuniam (Foto: Marcel Gautherot - 1963) Ao ser descoberto, Antônio Francisco Alves, sua esposa e suas duas filhas foram brutalmente executados e a narrativa sobre a casa na ladeira de Santa Efigênia destaca muitos mistérios. Segundo a historiadora Angela Leite Xavier, em seu livro Tesouros, Fantasmas e Lendas de Ouro Preto, os relatos incluem um túnel selado, um esqueleto emparedado e as ações noturnas de salteadores que assustavam a população com aparições fantasmagóricas enquanto roubavam. Até hoje , lendas de almas penadas e manifestações sobrenaturais permeiam aquelas bandas Oratório e casarão do Vira-Saia, durante as chuvas de 2022. Foto: Redes Apesar do alerta lançado pelo poeta Manuel Bandeira, em 1938, só em 2015 a edificação recebeu escoramento emergencial. Em outubro de 2021, o imóvel foi declarado de utilidade pública e a desapropriação foi quitada por meio de depósito judicial no valor de R$ 1 milhão e meio, sendo R$ 1 milhão com recursos da Educação e R$ 500 mil da Cultura. Em 2023, os projetos de restauro já estavam prontos quando fortes chuvas castigaram Ouro Preto e parte da Casa do Vira-Saia desabou. Finalmente, em dezembro de 2024, a Prefeitura de Ouro Preto firmou um convênio com a Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM) para obras de restauro do casarão. O acordo prevê um investimento de R$ 1,3 milhão para a revitalização do imóvel e o projeto inclui espaços de cultura, arte, educação e a criação de um Centro de Interpretação Cultural e Turismo, que oferecerá uma nova abordagem para visitantes ao promover experiências interativas com as histórias locais. Será, sem dúvida, um espaço bastante oportuno para celebrar, em 2026, os 140 anos do poeta Manuel de Sousa Carneiro Bandeira Filho, que nasceu em 19 de abril de 1886 e foi um dos fundadores do Modernismo brasileiro. Afinal, foi ele o primeiro a chamar atenção para a importância de garantir a integridade da Casa do Vira-Saia, em Ouro Preto. "Meus Amigos, meus Inimigos Salvemos Ouro Preto" Manoel Bandeira (1886- 1968) A Fé que Canta e Dança 2026

  • Revista Mundaréu

    Ouro Preto celebra o bordado como patrimônio imaterial municipal Com escuta, exposição e oficinas, Ouro Preto celebra o bordado como patrimônio Revista Mudaréu, 19 de maio de 2025 Foto: Patrick Araújo (PMOP) Na semana do Dia Municipal do Bordado, comemorado em 23 de maio, a Prefeitura de Ouro Preto promove uma programação especial voltada à valorização e preservação do ofício de bordadeiras e rendeiras. Reconhecido como patrimônio imaterial desde 2019, o saber ancestral do bordado representa não apenas uma técnica artesanal, mas uma expressão viva da identidade ouro-pretana, transmitida de geração em geração. A programação começa no dia 22 de maio com o Fórum de Escuta, promovido pela Diretoria de Pesquisa e Difusão do Patrimônio Cultural (PROPAT), da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. O encontro será realizado às 15h na Casa de Gonzaga (Rua Cláudio Manoel, 61, Centro), reunindo artesãs para debater ações de salvaguarda do ofício, além de lançar o novo cadastramento para mapear os agentes envolvidos na atividade. A última atualização de dados havia sido feita entre 2017 e 2019, e o objetivo agora é construir um panorama mais atual da prática no município. O formulário de cadastramento poderá ser preenchido de forma online ou presencial. Neste segundo caso, será necessário procurar a sede do PROPAT para retirar a ficha, preenchê-la e anexar a documentação exigida. Em um segundo momento, será feito o agendamento para análise de portfólios. Segundo Pollyanna Precioso Neves, historiadora da equipe técnica de salvaguarda, esse tipo de escuta ativa é fundamental para orientar decisões coletivas e aproximar o poder público dos detentores do saber. “A substância do patrimônio imaterial são as pessoas. Nós, da equipe técnica, podemos ter um olhar diferente do dos próprios detentores do bem. Logo, momentos como esse buscam compreender aquele grupo, aquele bem, suas sugestões, reclamações e promover tomadas de decisões coletivas. Só a partir de fóruns como esse é que é possível traçar ações mais próximas das expectativas dos envolvidos”, explica. Pollyanna também destaca a singularidade de algumas técnicas tradicionais que resistem ao tempo em Ouro Preto, como a renda marafunda, encontrada em poucos lugares do Brasil. “Reconhecer e valorizar esse saber reforça a centralidade do povo ouro-pretano como protagonista da representatividade mundial que a cidade tem”, afirma. No dia 23 de maio, às 18h, também na Casa de Gonzaga, a celebração segue com um evento que reúne roda de conversa e exposição dos trabalhos desenvolvidos pelas alunas das Casas de Cultura. A mostra permite ao público conhecer de perto os diferentes estilos e referências que permeiam a produção local. Encerrando a programação, de 26 a 30 de maio, a Casa de Gonzaga recebe uma série de oficinas de bordado, por meio do projeto Criar e Bordar. As atividades são voltadas ao compartilhamento de técnicas e à formação de novos praticantes, garantindo a continuidade do ofício no tempo. Os participantes receberão os materiais necessários para produção das peças — linha, agulha, tecido e apostila — e poderão experimentar diferentes abordagens do bordado: 26/05 – Bordado Livre (13h30 às 17h) 27/05 – Bordado na Chita (13h30 às 17h) 28/05 – Bordado em Papel (13h30 às 17h) 29/05 – Bordado com Feltro (13h30 às 17h) 30/05 – Bordado em Ponto Cruz (13h30 às 17h) À frente das oficinas está Vilma do Nascimento, artesã, pedagoga e coordenadora do Serviço de Atendimento ao Artesão. Com uma trajetória marcada pela arte do bordado, ela fala sobre o simbolismo pessoal e coletivo dessa prática: “O bordado representa para mim um resgate de história desde a minha infância, com a minha mãe. Eu a via transformar linha e agulha em produto e me deixava encantada”, conta. “Hoje, vejo como algo muito forte, como representação de cultura. É algo que transcende o tempo, que transforma sentimentos, ambientes e realidades. Uma terapia, uma paixão, uma fuga e um norte.” Vilma também destaca os benefícios emocionais da prática artesanal. “O relaxamento, a meditação, a criação de algo que gera orgulho, o alívio da tensão, a conexão com pessoas... Tudo isso aguça o interesse por esses saberes”, afirma. Ao celebrar o Dia Municipal do Bordado, Ouro Preto reafirma seu compromisso com a memória viva das comunidades que moldam sua identidade. Ao reunir tradição e escuta, formação e protagonismo, a cidade lança novos fios para tecer o futuro de um dos ofícios mais simbólicos de seu patrimônio imaterial. Festur 2025 lança audiolivro da Rota Jaguara e anuncia versão bilíngue impressa e digital para o segundo semestre

  • Revista Mundaréu

    Mostra de Arte Cusquenha na Semana Santa de Ouro Preto CASA TORTA Arte Cusquenha encontra o Barroco Mineiro na Semana Santa de Ouro Preto Revista Mundaréu, 17 de abril de 2025 Texto e e fotos de Nino Stutz Neste ano, a programação da Semana Santa de Ouro Preto ganha um reforço cultural bastante atraente: uma Mostra de Arte Cusquenha, organizada pelos restauradores Eva Zaldivar e Aldo Araújo. A exposição promove o encontro de dois universos artísticos que dialogam profundamente por meio da fé, da exuberância estética e do enraizamento cultural. A presença da arte cusquenha em meio à grande celebração barroca provoca um elo simbólico entre dois mundos geograficamente distantes, mas intimamente unidos pela devoção visual. O resultado é uma experiência que desperta no público uma sensação de reconhecimento, surpresa e encantamento. O barroco mineiro — fruto da síntese entre o sagrado europeu e a criatividade mestiça dos artistas locais — encontra, na arte cusquenha, um reflexo andino dessa mesma fusão. São obras marcadas por douramentos intensos, figuras sacras expressivas e um simbolismo que transborda emoção e religiosidade. Essa mistura, especialmente em Ouro Preto — um dos maiores palcos do barroco brasileiro —, convida a uma nova leitura da fé pelas imagens, revelando os laços invisíveis que cruzam a América do Sul em sua pluralidade artística e espiritual. Para o presidente do Instituto Boulieu, Zaqueu Astoni, a mostra “vem abrilhantar a programação da Semana Santa, esse momento tão especial, tão bonito da cultura de Ouro Preto que é visto e admirado pelo mundo inteiro, um período de turismo religioso que encanta a todos, e a exposição traz mais uma opção de lazer cultural e espiritual para moradores e visitantes que aqui aportam”. “Temos várias obras referentes à vida, paixão e morte de Jesus Cristo, sobretudo, como estamos na Semana Santa, os martírios, a crucificação e a imagem da Pietá, que é uma iconografia muito popular”, explica Eva Zaldivar, curadora da mostra e fundadora do espaço de arte Casa Torta. Nascida no Paraguai e radicada em Ouro Preto há mais de 15 anos — onde recebeu o título de Cidadã Honorária pelo seu trabalho na preservação do patrimônio histórico —, Eva reforça: “Estamos fazendo isso de forma ilustrativa. Não se trata de uma exposição de vendas, mas sim de uma mostra dedicada às expressões artísticas latino-americanas”. Artista plástica com trajetória própria, Eva desenvolveu técnicas originais em tapeçaria e vestuário, e transformou a Casa Torta em um espaço que acolhe obras de diferentes gerações criativas — de nomes consagrados como Yara Tupynambá e seus contemporâneos, a jovens talentos formados pelo Instituto que leva o nome da ilustre artista mineira. Para quem deseja visitar a Mostra de Arte Cusquenha, encontrar o local é fácil: basta seguir o percurso dos tapetes devocionais por onde passará a Procissão do Domingo de Páscoa. No trajeto, a Casa Torta se destaca na Rua Getúlio Vargas, 133, no bairro Rosário. Sua fachada inclinada, como o próprio nome sugere, chama a atenção de quem passa, e convida os visitantes a decifrar sua arquitetura peculiar. Uma curiosidade: os moradores do bairro também conhecem a Casa Torta por ter abrigado uma figura ilustre e excêntrica da cidade, Adriana Silva de Andrade Sousa. Ela, vestida com trajes de época, costumava circular pelas ruas encarnando “Marília”, a musa das liras do poeta inconfidente Tomás Antônio Gonzaga, que escrevia sob o pseudônimo de Dirceu. Luiz Pêgo é um dos artistas que tem seu trabalho envolvido nas ações coletivas da Casa Torta Casa Torta Ateliê de Restauro: Na foto, as restauradoras Luana Rodrigue e Juliana Rocha trabalham na remoção de uma repintura na escultura de Nossa Senhora do Sagrado Coração de Maria, para o Vila Galé Collection (Unidade Ouro Preto) Mostra de Arte Cusquenha Casa Torta Rua Getúlio Vargas, 133, Bairro Rosário – Ouro Preto (MG) Período: Durante toda a Semana Santa Horário de visitação: das 9h às 19h Entrada franca Visite @casatorta.ouropreto LEIA TAMBÉM: Vila Galé Ouro Preto recupera vitrais do mestre italiano Gianfranco Cerri

  • Revista Mundaréu

    Grupo Herculano e J. Mendes impulsionam obra na Estação de Engenheiro Corrêa, em Ouro Preto Com patrocínio da iniciativa privada e suporte governamental, obras na Estação de Engenheiro Corrêa avançam Revista Mundaréu, 16 de maio de 2025 Mais sobre o lugar O distrito de Engenheiro Corrêa, a 38 km de Ouro Preto, tem sua história marcada pela antiga rede ferroviária. Surgido a partir do povoado de Santo Antônio do Monte, onde ainda resiste a capela homônima entre antigas fazendas e matas preservadas, o local ganhou novo impulso com a inauguração da Estação Sardinha, em 1896. Rebatizada em homenagem ao engenheiro Manuel Francisco Corrêa Júnior, a estação tornou-se o núcleo de desenvolvimento da região, que em 1953 foi elevada a distrito. Mais sobre o projeto O projeto de restauração busca não apenas recuperar o patrimônio arquitetônico da Estação de Engenheiro Corrêa, mas também resgatar o papel histórico e cultural da ferrovia no desenvolvimento do distrito. Como contrapartida social, a proposta é transformar o edifício em um espaço comunitário, voltado à cultura e à educação. Uma das ações previstas é o programa “Estação de Memória”, que receberá semanalmente professores e alunos para vivências educativas no local, promovendo a valorização da história ferroviária mineira e fortalecendo os vínculos da comunidade com seu passado. Com patrocínio master do Grupo Herculano e apoio do Grupo J. Mendes, a restauração da Estação de Engenheiro Corrêa, em Ouro Preto, avança para uma nova fase. O projeto é viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com gestão da Holofote Cultural e realização da Prefeitura Municipal de Ouro Preto. Após as etapas iniciais de limpeza e cercamento da área, foi realizado o escoramento da estrutura para garantir a estabilidade das paredes. Em seguida, houve o reforço das fundações. A obra está agora concentrada na instalação do telhado. As telhas estão sendo colocadas sobre a nova estrutura de cobertura, protegendo o edifício e restituindo seu volume. A próxima etapa será a conclusão de dois banheiros acessíveis, preparando o espaço para receber visitantes com estrutura adequada. Acompanhe nesta página os próximos passos da obra. Leia também: Ouro Preto recebe nova edição do "Fado em Cidades Históricas"

  • Revista Mundaréu

    Santa Rita de Ouro Preto celebra sua padroeira no dia 22 de maio Com fé e tradição, Santa Rita de Ouro Preto celebra sua padroeira no dia 22 de maio Revista Mundaréu, 17 de maio de 2025 Procissão, missa, artesanato, música e a boa comida mineira fazem parte dos festejos O distrito de Santa Rita de Ouro Preto se prepara para mais uma edição da tradicional festa em homenagem à padroeira, Santa Rita de Cássia, a santa das causas impossíveis, celebrada no dia 22 de maio. A programação começa com a missa solene na Matriz que leva seu nome, erguida em 1964 no lugar da antiga capela do século XVIII. Diante do templo, uma escultura em pedra-sabão da própria santa (foto) recebe moradores e visitantes que vêm de longe para acompanhar procissões, cânticos e ritos de fé que marcam a identidade local há séculos. Durante os festejos, é possível degustar pratos típicos da culinária mineira, visitar barracas de artesanato e se encantar com as famosas peças em pedra-sabão — tradição herdada do período colonial e ainda hoje essencial para a economia da região. Uma programação cultural, com shows e apresentações musicais em diferentes estilos populares, completa o clima de confraternização, reunindo famílias, amigos e turistas em torno da fé e da cultura. Santa Rita de Ouro Preto é um distrito que nasceu com a mineração, mas que, ao longo do tempo, encontrou novas formas de se reinventar. Hoje, fé, arte e turismo se entrelaçam, fazendo da pequena localidade um destino acolhedor para quem busca experiências autênticas e contato com a essência mineira. As peças em pedra-sabão, de esculturas sacras a utilitários decorativos, são moldadas com técnica e tradição por artesãos que herdaram os saberes dos antepassados. A extração e o trabalho com o mineral seguem como fonte de renda e expressão cultural para a comunidade, que resiste com criatividade e hospitalidade. Mais do que uma celebração religiosa, a festa de Santa Rita é um testemunho vivo da força de um povo que mantém acesa a chama da memória, da fé e da beleza esculpida nas pedras das montanhas. Com patrocínio da iniciativa privada e suporte governamental, obras na Estação de Engenheiro Corrêa avançam

  • Revista Mundaréu

    8 de maio, Dia Nacional do Turismo Santos Dumont e a origem do Dia Nacional do Turismo Revista Mundaréu, 8 de maio de 2025 Em 8 de maio , celebra-se o Dia Nacional do Turismo , data que homenageia não apenas os destinos dos viajantes, mas também as histórias, memórias e personagens que moldam a nossa identidade. Mas, o que Santos Dumont tem a ver com tudo isso? Foi em abril de 1916 que Santos Dumont conheceu as Cataratas do Iguaçu, ficou profundamente impressionado com sua beleza e indignado ao saber que toda aquela área estava em mãos privadas. Dumont tratou de interceder junto a Affonso Camargo, presidente do estado do Paraná — cargo equivalente ao de governador estadual na época —, e seu apelo foi decisivo para a transformação da região em patrimônio público, o que resultaria, mais tarde, na criação do Parque Nacional do Iguaçu. Em 2012, uma lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff oficializou o Dia Nacional do Turismo em 8 de maio, data em que o estado do Paraná, no ano de 1916, solicitou a desapropriação das terras ao redor das cataratas, visando à criação de uma área de utilidade pública — o embrião do que viria a ser um dos principais destinos turísticos do Brasil e Patrimônio Natural da Humanidade. Pratique o turismo, visite Ouro Preto Aproveitamos para celebrar a força simbólica de Santos Dumont como viajante, cidadão e visionário, e homenagear, nesta data, todos que ousam voar com os pés no chão e transformar suas comunidades em destinos de afeto, memória e resistência. Consequentemente, a Revista Mundaréu, que nasceu em Ouro Preto, destino imperdível para quem busca mergulhar na história e na cultura de Minas Gerais, destaca um espaço na cidade patrimônio mundial que acende outra importante conexão: o casarão no bairro Rosário, onde viveu Henrique Dumont, pai de Santos Dumont, sede da tradicional Casa Câmara , que celebrou 80 anos no mês passado. O edifício histórico guarda a herança familiar e as influências que moldaram o jovem Alberto Santos Dumont, e é hoje a residência particular do antiquário Rodrigo Câmara. Possui espaço para exposições, casamentos e eventos, além de uma loja que funciona exclusivamente com visitas agendadas pelo WhatsApp: (31) 99137-8434. Leia também: Rota Jaguara no Festival Internacional de Turismo de Ouro Preto

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