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  • Revista Mundaréu

    Edital aberto Festival Andorinha Cultural Inscrições abertas para artistas no Festival Andorinha Cultural em Ouro Preto Revista Mundaréu, 28 de fevereiro de 2026 Foto: Ane Souz Edital aberto seleciona músicos, corais e grupos teatrais para apresentações gratuitas no Parque das Andorinhas Estão oficialmente abertas as inscrições para artistas interessados em compor a programação do projeto Arte e Cultura no Parque das Andorinhas – 3ª edição, que será realizado no Parque Natural Municipal das Andorinhas, em Ouro Preto (MG), importante unidade de conservação e nascente do Rio das Velhas. O edital de chamamento público contempla atrações nas seguintes categorias: Andorinha Instrumental – Música instrumental (cachê R$ 2.000,00); Choro das Andorinhas – Chorinho e valorização da música brasileira de raiz (cachê R$ 2.000,00); Canto da Andorinha – Corais da região (cachê R$ 1.500,00); Teatro das Andorinhas – Espetáculos teatrais, com prioridade para temática ambiental (cachê R$ 2.000,00). O edital permanece aberto por prazo indeterminado, e as atrações serão selecionadas de acordo com a demanda artística de cada edição do evento. Podem se inscrever grupos e artistas representados por pessoa jurídica com CNPJ ativo e regular, apto à emissão de nota fiscal. Não serão realizadas contratações via CPF. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site www.andorinhacultural.com.br Segundo Gilson Martins, coordenador do projeto e diretor da Holofote, a proposta é ampliar oportunidades e fortalecer a cena artística regional. "O Arte e Cultura no Parque das Andorinhas nasce do encontro entre natureza e expressão artística. Queremos que músicos, corais e grupos de teatro da região ocupem esse espaço com qualidade e sensibilidade, valorizando o território e promovendo acesso gratuito à cultura em um dos cenários mais simbólicos de Ouro Preto”, destaca Gilson. O Arte e Cultura no Parque das Andorinhas – 3ª edição tem patrocínio master da Vale por meio da Lei Rouanet, gestão da Holofote Comunicação e Cultura, e realização da Prefeitura de Ouro Preto, Fundação Gorceix, Ministério da Cultura e Governo Federal. Mais informações e acesso ao edital completo estão disponíveis no site oficial. Sobre o Andorinha Cultural A terceira edição do Arte e Cultura no Parque das Andorinhas – Andorinha Cultural propõe uma programação cultural diversificada e gratuita em Ouro Preto (MG), integrando cultura, meio ambiente e inclusão social. A iniciativa reúne apresentações musicais (chorinho, música instrumental e canto coral), espetáculos teatrais e feira de gastronomia e artesanato, promovendo a ocupação cultural consciente de um dos espaços naturais mais emblemáticos da região. Todas as atividades são gratuitas e contam com recursos de acessibilidade, incluindo intérprete de Libras, material em braille e monitoria para pessoas com deficiência, garantindo acesso democrático à cultura em diálogo com a preservação ambiental. Instituto Cultural Vale A Vale acredita que a cultura transforma vidas. É a maior apoiadora privada da Cultura no Brasil, patrocinando e fomentando projetos em parcerias que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios. Seu compromisso é contribuir com uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o fortalecimento da economia criativa. Desde a sua criação, em 2020, o Instituto Cultural Vale já esteve ao lado de mais de 1.000 projetos em 24 estados e no Distrito Federal, contemplando as cinco regiões do país com investimento de mais de R$ 1,2 bilhão em recursos próprios da Vale e via Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA), que recebem mais de 400.000 visitantes por ano. Além disso, mais de 1.000 alunos são atendidos pelo Programa Vale Música. Onde tem Cultura, a Vale está. Visite o site do Instituto Cultural Vale: institutoculturalvale.org

  • Revista Mundaréu

    Turismo Cultura e Artes de Minas Manoel Bandeira e a Casa do Vira-Saia em Ouro Preto Revista Mundaréu, dezembro de 2024 “...Mas Ouro Preto não é só o Palácio dos Governadores, A Casa dos Contos, A Casa da Câmara, Os templos, Os chafarizes, Os nobres sobrados da Rua Direita. Ouro Preto são também os casebres de taipa de sopapo, Aguentando-se uns aos outros ladeira abaixo, O casario do Vira-Saia, Que está vira-não-vira enxurro, E é a isso que precisamos acudir urgentemente!” Neste trecho de um poema do livro Guia de Ouro Preto (1938), de Manuel Bandeira, o poeta modernista chamou atenção para a situação do monumento que, na época, já estava em risco: o casarão do Vira-Saia, na ladeira de Santa Efigênia, em Ouro Preto. O imóvel, erguido no século XVIII, pertenceu ao lendário Antônio Francisco Alves, um negociante que também chefiava um grupo de assaltantes que interceptava as tropas que transportavam ouro das Minas para o Rio de Janeiro. Para os monarcas portugueses, Antônio Francisco era um fora-da-lei bastante perigoso, mas era visto pelos habitantes da vila como um grande benfeitor, pois, com os saques cometidos contra a Coroa, ele ajudava os mais necessitados. Era como Robin Hood, a figura lendária da Inglaterra medieval, aquele que roubava dos ricos para dar aos pobres. Sua casa servia como ponto estratégico do bando, que fazia uso de um código interessante: em um oratório bem próximo dali, eles “viravam a santa” para indicar o caminho dos carregamentos de ouro, daí o nome, Bando do Vira-Saia. O Oratório do Vira-Saia, em frente ao casarão onde os saqueadores se reuniam (Foto: Marcel Gautherot - 1963) Ao ser descoberto, Antônio Francisco Alves, sua esposa e suas duas filhas foram brutalmente executados e a narrativa sobre a casa na ladeira de Santa Efigênia destaca muitos mistérios. Segundo a historiadora Angela Leite Xavier, em seu livro Tesouros, Fantasmas e Lendas de Ouro Preto, os relatos incluem um túnel selado, um esqueleto emparedado e as ações noturnas de salteadores que assustavam a população com aparições fantasmagóricas enquanto roubavam. Até hoje , lendas de almas penadas e manifestações sobrenaturais permeiam aquelas bandas Oratório e casarão do Vira-Saia, durante as chuvas de 2022. Foto: Redes Apesar do alerta lançado pelo poeta Manuel Bandeira, em 1938, só em 2015 a edificação recebeu escoramento emergencial. Em outubro de 2021, o imóvel foi declarado de utilidade pública e a desapropriação foi quitada por meio de depósito judicial no valor de R$ 1 milhão e meio, sendo R$ 1 milhão com recursos da Educação e R$ 500 mil da Cultura. Em 2023, os projetos de restauro já estavam prontos quando fortes chuvas castigaram Ouro Preto e parte da Casa do Vira-Saia desabou. Finalmente, em dezembro de 2024, a Prefeitura de Ouro Preto firmou um convênio com a Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM) para obras de restauro do casarão. O acordo prevê um investimento de R$ 1,3 milhão para a revitalização do imóvel e o projeto inclui espaços de cultura, arte, educação e a criação de um Centro de Interpretação Cultural e Turismo, que oferecerá uma nova abordagem para visitantes ao promover experiências interativas com as histórias locais. Será, sem dúvida, um espaço bastante oportuno para celebrar, em 2026, os 140 anos do poeta Manuel de Sousa Carneiro Bandeira Filho, que nasceu em 19 de abril de 1886 e foi um dos fundadores do Modernismo brasileiro. Afinal, foi ele o primeiro a chamar atenção para a importância de garantir a integridade da Casa do Vira-Saia, em Ouro Preto. "Meus Amigos, meus Inimigos Salvemos Ouro Preto" Manoel Bandeira (1886- 1968) A Fé que Canta e Dança 2026

  • Revista Mundaréu

    Nossas entrevistas exclusivas agora reunidas no site da Revista Mundaréu Revista Mundaréu entrevista Nossas conversas publicadas nas redes sociais da Revista Mundaréu agora também estarão reunidas aqui. 🎧 Ative o som, em breve, vem mais por aí. OUTUBRO DE 2025 🎧 Revista Mundaréu entrevista CRISTIANO QUINTINO, autor do livro Primeiros Acordes do Clube da Esquina , patrocinado pela Mineradora Cedro por intermédio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O evento será realizado em Belo Horizonte, no dia 27 de novembro, das 19h às 23h, no Bar Museu Clube da Esquina (R. Paraisópolis, 738 - Santa Tereza) AGOSTO DE 2025 🎧 Revista Mundaréu conversa com MAITÊ PROENÇA. Na abertura do Festival Tudo é Jazz , em Ouro Preto, a atriz analisa o coração dos ouro-pretanos e comenta a vocação natural de Ouro Preto para o CINEMA JULHO DE 2025 🎧O Programa Prosear, criado pela Mundaréu Produções e realizado pela Prefeitura de Ouro Preto, reuniu na Casa da Ópera a atriz Lydia Del Picchia, do Grupo Galpão, e o diretor Fernando Castro, da Corpo Escola de Dança. Com mediação do escritor e jornalista Victor Stutz. O encontro marcou a estreia da Mundaréu como produtora cultural e a parceria com o Instituto Rococó e contou com o apoio da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), da Fundação de Artes e Ofícios de Ouro Preto (FAOP) e da Pousada dos Ofícios

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    Turismo Cultura e Artes de Minas Resumo da visão geral do tráfego da Revista Mundaréu Out/2024 a mai/2025 Acessos/visualizações (fonte: gerente de atividades do seu site ):

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    Revista Mundaréu Cordisburgo Situada a cerca de 120 km de Belo Horizonte, Cordisburgo tem sua origem marcada pela exploração dos bandeirantes e pela fundação do Arraial de Vista Alegre em 1883, pelo Padre João de Santo Antônio (Fotos/Reprodução/Arquivo). Cordisburgo é uma cidade pequena, com menos de 8 mil habitantes, mas é enorme seu valor histórico. Uma de suas principais atrações é a Gruta do Maquiné, descoberta em 1825 pelo fazendeiro Joaquim Maria Maquiné e explorada pelo naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund em 1834. Ali, Lund, que é considerado o “pai da paleontologia brasileira,” realizou escavações e descobriu fósseis de animais pré-históricos que revelaram muito sobre a fauna extinta da América do Sul, como os da Preguiça-Gigante e do Tigre-Dentes-de-Sabre. A Gruta do Maquiné, aberta para visitação, possui cerca de 650 metros de galerias e salões abertos à visitação pública onde é possível admirar as formações rochosas esculpidas pelo tempo: estalactites, estalagmites e outras formações geológicas fascinantes. É um monumento natural protegido que também possui vestígios de ocupação humana pré-histórica, o que a torna um lugar ainda mais formidável. Em Cordisburgo, fica o Museu Casa Guimarães Rosa, que preserva a residência de um dos maiores escritores nacionais de todos os tempos. Passagem obrigatória para os visitantes, o museu oferece uma rica exposição de objetos pessoais, documentos e memórias que retratam a vida e a obra do autor de "Grandes Sertões Veredas" e tantas outros clássicos da literatura brasileira. A conexão com Peter Lund e Guimarães Rosa ainda oferece outros atrativos, como um monumento natural estadual inspirado na trajetória do naturalista. Com uma área de 400 m², possui uma exposição de ossadas fósseis que proporciona aos visitantes uma rica jornada pelo passado. Tem ainda o Zoológico de Pedra "Peter Lund", com réplicas de animais do período Pleistoceno. Outro destaque é o Portal Grande Sertão, localizado na Praça Miguilim, no centro da cidade. Inaugurado em 2010, o portal é composto por esculturas em bronze representando figuras humanas e cenas do sertão, criadas pelo artista Leo Santana. Em carta ao seu pai, João Guimarães Rosa (1908 – 1967) escreveu: ''Creio, firmemente, que os animais têm alma, e que, algum dia, sob não sei que forma, havemos de rever os nossos - aos quais o amor desinteressado uniu, e, ainda mais, talvez o sofrimento''. Por quatro anos o escritor adiou sua posse na Academia Brasileira de Letras. Morreu aos 59 anos, três dias depois de assumir a cadeira número 2

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    Leônidas Oliveira apresenta o livro da Rota Jaguara Rota Jaguara ganha livro com prefácio do secretário Leônidas Oliveira 07 de abril 2025 Gilson Fernandes, da Holofote Cultural, que coordenou o projeto do livro, e Leônidas Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, que assina o prefácio (Foto/divulgação) Obra que reúne memórias, histórias e imagens de comunidades entre Ouro Preto, Itabirito, Rio Acima, Santa Bárbara e Barão de Cocais será lançada em três formatos ao longo de 2025 Uma jornada entre vilarejos, ruínas, serras e memórias. É isso que propõe o livro Histórias, Memórias e Mistérios da Rota Turística Jaguara, projeto patrocinado pela Ferro Puro Mineração por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Com lançamento previsto para 2025, a publicação ganha ainda mais força com o prefácio assinado por Leônidas Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Com textos de Victor Louis Stutz e imagens de Ane Souz, a obra costura depoimentos, paisagens e fragmentos da vida cotidiana nos caminhos que ligam Itabirito, Rio Acima, Ouro Preto, Barão de Cocais e Santa Bárbara — cinco municípios que compartilham raízes profundas com o ciclo do ouro e com a construção das Minas coloniais, mas que também apontam para um turismo contemporâneo, centrado no cuidado com o patrimônio e no protagonismo das comunidades locais. “Nas palavras de Victor Louis Stutz e nas imagens de Ane Souz, o leitor é conduzido não apenas por estradas de terra e vilarejos escondidos, mas por uma jornada de sensibilização. Mais do que um destino, é um manifesto sobre o futuro do turismo: um turismo que respeita, que preserva, que emociona”, escreve Leônidas, num texto que dialoga diretamente com a proposta do livro e da própria Rota Jaguara. Desde novembro de 2024, o autor, a fotógrafa e o coordenador geral do projeto, Gilson Fernandes Antunes Martins, têm percorrido as comunidades do entorno da Rota para registrar histórias orais, eventos marcantes, paisagens simbólicas e práticas culturais. O trabalho de campo conta com produção executiva de José Carlos Oliveira e coordenação de produção de Ubiraney Silva. A publicação será lançada em três formatos. O audiobook será o primeiro a chegar ao público, em junho. Em agosto, será a vez do eBook. Já a edição impressa e bilíngue, publicada pela Editora Tuya em parceria com a Holofote Cultural, será lançada em setembro, com previsão de circular nos principais festivais de turismo de Minas e do Brasil. Para Gilson de Deus, supervisor socioambiental da Ferro Puro Mineração, o livro representa um marco importante: “Apoiamos a construção da Rota Jaguara desde o início, com treinamentos, assessoria, workshops e promoção de eventos. Ver esse projeto se desenvolver e ganhar visibilidade nos enche de orgulho e confirma que estamos no caminho certo para contribuir com a economia e o desenvolvimento social da região.” Idealizada pelo Grupo Avante, a Rota Turística Jaguara tem como base o turismo de experiências e a valorização dos saberes e fazeres locais. O projeto aposta na sustentabilidade, na inclusão social e na força da economia criativa para gerar renda, visibilidade e pertencimento nas comunidades que integram o circuito. LEIA TAMBÉM: Ouro Preto: Tapetes da Semana Santa e o doce teatro da fé

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    Clube da Esquina Patrimônio Imaterial ESPECIAL: Clube da Esquina pode virar Patrimônio Imaterial com apoio conjunto de IEPHA e IPHAN Revista Mundaréu, 19 de julho de 2025 Iepha e Iphan alinham ações para reconhecimento do Clube da Esquina como Patrimônio Imaterial Na sexta-feira, 18 de julho, o compositor, instrumentista e cantor Robertinho Brant participou de um encontro na sede do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG). A reunião contou com a presença do presidente do instituto, João Paulo Martins, sua equipe técnica e da superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Minas Gerais, Maria do Carmo Lara. O encontro teve como objetivo alinhar uma cooperação entre as duas instituições no processo de construção do inventário que poderá resultar no reconhecimento do Clube da Esquina como Patrimônio Cultural Imaterial. Um acordo formal entre Iepha e Iphan deve ser assinado nos próximos dias. O pedido de reconhecimento marca uma etapa importante na valorização do legado do movimento musical que surgiu nos anos 1970 e projetou Minas Gerais no cenário nacional e internacional. Com base em Belo Horizonte e influências que atravessam a MPB, o jazz, o rock e a música latino-americana, o Clube da Esquina é referência na história da música brasileira e continua a influenciar gerações de artistas. Robertinho e as cores do Clube Robertinho Brant é o idealizador e produtor do projeto As cores do Clube da Esquina, lançado em junho de 2024 no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, em Belo Horizonte. A série de três apresentações reuniu músicos ligados à origem e à trajetória do movimento: Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta e Flávio Venturini. Contou ainda com apresentações de Seu Jorge, Fernanda Takai, Mônica Salmaso, Joyce Moreno e Céu. Milton Nascimento participou como convidado de honra. A direção musical e os arranjos foram assinados por Brant. A orquestração teve a colaboração de Wagner Tiso, com regência do maestro Eliseu Barros. O espetáculo também contou com projeções visuais e direção audiovisual dos cineastas Pedro de Filippis e Luiz Pretti. O projeto prevê ações até 2026, com o lançamento de álbuns duplos, regravações de clássicos do movimento e de obras solo de seus integrantes, além de exposições, conteúdos audiovisuais e iniciativas voltadas à preservação da memória do Clube da Esquina. > > > Mais sobre As Cores do Clube da Esquina Reunião contou com participação de Robertinho Brant e representantes dos dois órgãos (Fotos: Assessoria Iepha) Ane Souz Reflexos de Ouro Preto em bolas de sabão

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    Fado em Cidades Históricas em Ouro Preto Fado em Cidades Históricas ocupa o Largo do Alto das Dores em Ouro Preto Nos dias 31 de maio e 1º de junho, Ouro Preto recebe a 2ª edição do Fado em Cidades Históricas, com programação gratuita no Largo da Igreja das Dores. O evento celebra a lusofonia por meio de música, poesia, história e gastronomia. A proposta do projeto é estreitar os laços entre Brasil e Portugal e criar pontes entre heranças portuguesas, africanas e indígenas, com consciência crítica e valorização das memórias partilhadas. O público poderá desfrutar de apresentações de fado, batuques e lundus, além de vivências que resgatam vínculos culturais e afetivos. Parte da programação segue para Petrópolis (RJ), entre os dias 6 e 7 de junho. A realização é do Ministério da Cultura, Natasha Artes e Planeta Cultura e Sustentabilidade, com apoio das prefeituras de Ouro Preto e Petrópolis, e do Consulado Geral de Portugal. O projeto conta com patrocínio da Galp, Gerdau, Geocoba Engenharia, Tecnoplano e TAP Air Portugal. SHOWS EM DESTAQUE Programação Completa "Fado nas Cidades Históricas" - Ouro Preto Sábado (31/ 05) 12h - Feira Sabores e Fazeres 12h - Fado para Miúdos, com lançamento do livro “Turma da Mônica - Encontro com Fernando Pessoa” 16h - Palestra de história “Os legados do colonialismo português: exploração e desafios contemporâneos”, com Thales Guaracy 17h - Coletivo Negras Autoras 17h45 - Show Natanael Carvalho 18h30 - Show Maria Emilia (Fado) 19h30 - Show Yamandu Costa 21h - Show Carminho (Fado) 22h30 - DJ MdM Domingo (01/ 06) 12h - Feira Sabores e Fazeres 12h - Fado para Miúdos - Cortejo das Tradições; Nau da Brincadeira; Ateliê Livre Eco das Artes; Histórias de Além Mar. 14h - Cooking Show - Chef António Oliveira 15h30 - Show Sérgio Pererê 17h - Show Mariana Aydar (Forró) 19h - Show Cuca Roseta (Fado) Exposição de Luiz Pêgo no Palácio d’Ouro e mostra individual “Alguma P-arte de Mim”, de Fernando Pacheco, na Casa Torta

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    Encerramento do Festival Uaimií 2025 Último ato do Festival Uaimií 2025 aquece o cardápio cultural da Rota Jaguara Revista Mundaréu, 25 de julho de 2025 Batizadas de “Atos do Festival”, as atividades foram realizadas em diferentes pontos da Rota Jaguara, entre maio e julho, com o objetivo de destacar paisagens, atrativos e iniciativas em Acuruí, distrito de Itabirito A Rota Turística Jaguara, que conecta os municípios de Itabirito, Rio Acima, Ouro Preto e Santa Bárbara, vem se consolidando como um dos destinos mais expressivos de Minas Gerais. A paisagem da Cordilheira do Espinhaço, os atrativos naturais e a produção cultural da região se entrelaçam em roteiros que articulam ecoturismo, memória e experiências gastronômicas. Neste contexto, o Festival Uaimií chega ao seu último ato em 2025, reafirmando o compromisso com a economia criativa e a visibilidade de iniciativas locais. O evento será realizado no sábado, 2 de agosto, no distrito de Acuruí, em Itabirito, das 11h às 20h, com entrada gratuita. A programação inclui shows, cortejo musical, apresentações de coral e concertos de música instrumental, além de culinária regional e atividades culturais para todas as idades. A estrutura conta com recursos de acessibilidade, como intérprete de Libras, apostila em braille e monitoria especializada para pessoas com deficiência. Um dos destaques será o encontro inédito entre a Inconfidentes Jazz Orquestra e o cantor Flávio Renegado, em um espetáculo que revisita sucessos do artista e da música brasileira. Com trajetória consolidada no cenário nacional, Renegado já se apresentou no Rock in Rio e colaborou com Anitta, Emicida, Elza Soares e Samuel Rosa. Ao longo do dia, o público poderá acompanhar a performance do Vito Live Act, que combina discotecagem e improvisações com saxofone, flauta e gaita. A programação inclui também o Quarteto de Cordas da Casa de Música de Ouro Branco, o Coral Canarinhos de Itabirito, com apresentação na Igreja da Conceição, e um cortejo artístico conduzido pela Banda Santa Cecília, do distrito de Rodrigo Silva, em Ouro Preto. A proposta gastronômica será conduzida por cozinheiros e produtoras da região, com pratos e petiscos preparados a partir de ingredientes locais. Estão confirmadas as cervejarias Uaimií e Acuruí, além do tradicional pastel de angu, reconhecido como patrimônio imaterial de Itabirito. Idealizado pela Uaimií Produções, em coprodução com a Holofote Cultural, o Festival Uaimií dá continuidade a uma série de ações iniciadas no primeiro semestre de 2025. O conjunto das ações articula arte e turismo com foco no vínculo entre comunidade e território. Com base nos resultados desta primeira edição, os organizadores planejam ampliar o número de Atos em 2026, consolidando o Festival Uaimií como parte de uma agenda contínua de valorização cultural na Rota Jaguara. O festival conta com o patrocínio master do Grupo Avante, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, patrocínio da Prefeitura de Itabirito, apoio da Associação de Moradores do Acuruí e realização do Ministério da Cultura – Governo Federal. SERVIÇO Festival Uaimií 2 de agosto de 2025 Centro do distrito de Acuruí, Itabirito (MG) Das 11h às 20h – Entrada gratuita https://festivaluaimii.com.br/ Programação Palco da Conceição 11h00 – Thunder Blues 12h30 – Vito Live Act 14h00 – Quarteto de Cordas Casa de Música de Ouro Branco 15h00 – Vito Live Act 16h00 – Coral Canarinhos (Igreja da Conceição) 17h00 – Banda Santa Cecília 17h30 – Cortejo Artístico Palco do Rosário 19h00 – Inconfidentes Jazz Orquestra convida Flávio Renegado Programa Prosear Festival de Inverno: Roda de conversa na Casa da Ópera de Ouro Preto marcou a estreia da Mundaréu como produtora cultural e a parceria com o Instituto Rococó Lydia Del Picchia (Grupo Galpão), Victor Stutz (Revista Mundaréu) e Fernando Castro (Corpo Escola de Dança) no Programa Prosear Gandarela recebe o segundo ato do Festival Uaimií no dia 21 de junho Revista Mundaréu, 10 de junho de 2025 Com programação junina e ações de educação ambiental, evento celebra a cultura regional no coração da Serra do Gandarela, em Acuruí, Itabirito Fotos (Revista Mundaréu): Mirante do Espinhaço, cenário perfeito para a nova etapa do Festival Depois de estrear com casa cheia, o Festival Uaimií anuncia o segundo ato de sua jornada cultural. A nova etapa acontece no dia 21 de junho, sexta-feira, na Ecopousada Mirante do Espinhaço, distrito de Acuruí, em Itabirito (MG), território que integra o Parque Nacional da Serra do Gandarela. Entre sabores, saberes e sons da terra, o evento mistura festa junina, vivências agroecológicas em uma celebração que reúne vários ritmos. A programação começa cedo, às 8h da manhã, com a largada do Trilhão 4x4, e se estende até o pôr do sol com forró ao pé-de-serra, quadrilha e causos contados ao vivo. Tudo isso com acesso gratuito, intérprete de Libras e monitoria inclusiva para pessoas com deficiência. Cultura viva no meio do mato Do plantio de mudas nativas ao preparo coletivo da paçoca de carne na Cozinha Show, o dia será de encontro entre quem cultiva e quem dança, quem planta e quem toca. Às 10h, começa o plantio coletivo, e às 11h, o público é convidado a conhecer práticas locais no Dia de Campo sobre a produção de pitaya, fruto que vem ganhando espaço na agricultura familiar da região. As ações fazem parte da Gandarela Criativa, frente de trabalho dedicada à educação ambiental, sustentabilidade e valorização de práticas comunitárias. Forró Lorota: da UFOP para os palcos de Itabirito O palco principal será tomado pela alegria contagiante do Forró Lorota, banda de Itabirito com raízes nos corredores da UFOP e nos arraiais da cultura popular. O grupo é formado por Paula Gallo (triângulo e vocais), Felipe Malaquias (sanfona), Filipe Nolasco (zabumba) e Filipe Santos (violão). Na bagagem, eles trazem clássicos do forró nordestino, releituras com sotaque mineiro e a energia das festas de terreiro. Antes do show, às 15h, quem esquenta as pick-ups é o DJ Bernd Stefan Zull, com set de vinis para embalar o entardecer do Gandarela. Um refúgio de canto, encantos e cachoeira A Ecopousada Mirante do Espinhaço, onde tudo acontece, é mais do que palco: é parte da experiência. Encravada entre trilhas, cachoeiras e o silêncio das montanhas, a pousada é espaço de acolhimento e turismo consciente, com foco em sustentabilidade e integração com o meio ambiente. Ideal para quem busca mais do que festa: uma vivência imersiva entre natureza e cultura. Uaimií: mais do que festival, um movimento O Festival Uaimií é uma construção coletiva. Idealizado pela Uaimií Produções, em coprodução com a Holofote Cultural, o projeto conta com patrocínio master do Grupo Avante, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Tem apoio da Prefeitura de Itabirito, da Associação de Moradores de Acuruí e realização do Ministério da Cultura — Governo Federal. O primeiro ato, em maio, aconteceu no restaurante Catana da Serra, também em Acuruí, e reuniu moradores, turistas e artistas em uma noite de encontro, sustentabilidade e música instrumental. Audiobook da Rota Turística Jaguara! Disponível gratuitamente no Spotify e no aplicativo da Rádio Inconfidência Festival Uaimií retorna a Acuruí com segundo ato de arte, cultura e natureza Revista Mundaréu, 2 de junho de 2025 Equipe de organizadores do Festival Uaimií O distrito de Acuruí, em Itabirito (MG), se prepara para viver mais um capítulo de celebração cultural e comunitária com o segundo ato do Festival Uaimií, marcado para o dia 21 de junho, das 8h às 19h, na ecopousada Mirante do Espinhaço, localizada no km 6 da estrada que leva à Cachoeira da Chicadona. A programação reúne experiências variadas, combinando sustentabilidade, saberes tradicionais e arte. Estão previstos: plantio de mudas, trilhão 4x4, oficina de produção agrícola de pitaya, além de uma cozinha show com preparo ao vivo de paçoca de carne — prato típico que resgata a culinária tropeira da região. No palco, as atrações ficam por conta do grupo Forró Lorota, de Itabirito, e do DJ Bernd Stefan Zull, que conduz sets com discos de vinil, criando uma atmosfera nostálgica e dançante. Um festival em atos O primeiro ato do Festival Uaimií aconteceu no último dia 24 de maio, no Restaurante Catana da Serra, com um espetáculo de choro ao vivo comandado pelo grupo Deitando o Cabelo e participação especial da cantora Erika Curtiss. Segundo Normando Siqueira, idealizador do festival, o evento acontece em formato de “atos”, conectando diferentes espaços e públicos ao longo dos meses de junho e julho. O terceiro ato já tem data marcada: será em 5 de julho, e o encerramento está previsto para o dia 2 de agosto, no centro histórico de Acuruí. Idealizado pela Uaimií Produções, em coprodução com a Holofote Cultural, o festival conta com patrocínio master do Grupo Avante, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, além do apoio da Prefeitura de Itabirito e da Associação de Moradores de Acuruí. Para Gilson de Deus, supervisor de Relacionamento com Comunidades da Ferro Puro Mineração, patrocinadora do evento, o Festival Uaimií representa um projeto fundamental: “É uma iniciativa extremamente importante, pois promove cultura, gastronomia e oferece bem-estar e lazer para as comunidades." Com entrada gratuita e atmosfera acolhedora, o Festival Uaimií reafirma a potência cultural do interior mineiro e convida moradores e visitantes a vivenciarem um território de encontros, memórias e novas experiências. O secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, assina o prefácio do livro de Victor Stutz, com fotos de Ane Souz (Foto: Gilson Antunes, coordenador do projeto, e Leônidas Oliveira) Festival Uaimií em Acuruí promove encontro entre o choro e o erudito Revista Mundaréu, 5 de maio de 2025 Evento tem apoio da Ferro Puro Mineração, do Grupo Avante O distrito de Acuruí, em Itabirito, recebe no dia 24 de maio o primeiro ato do Festival Uaimií. A abertura será marcada pela apresentação do grupo de choro Deitando o Cabelo, com participação da cantora Erika Curtiss, no Restaurante Catana da Serra, a partir das 13h. A entrada é gratuita. Com proposta que integra música, cultura e preservação ambiental, o evento contará com medidas de acessibilidade, como intérprete de Libras e acompanhamento especializado para pessoas com espectros, síndromes ou outras condições que limitem o acesso aos conteúdos. “Uaimií” é uma palavra de origem tupi-guarani que significa nascente do Rio das Velhas. De acordo com o idealizador Normando Siqueira, o festival busca chamar atenção para a importância da preservação do rio. Entre as ações previstas estão uso de ecocopos e coleta seletiva de resíduos. Com quatro datas programadas entre maio e agosto de 2025, o festival reunirá apresentações de bandas instrumentais, corais, orquestras e grupos civis. Para o coordenador Gilson Antunes, o projeto reforça o papel da música ao vivo na formação de público e na valorização do processo criativo dos artistas. O apoio institucional é da Ferro Puro Mineração e do Grupo Avante. “Nosso compromisso é incentivar iniciativas que fortaleçam o turismo e a cultura local. O Festival Uaimií atua nessas frentes e contribui com a economia regional”, afirma Gilson de Deus, supervisor socioambiental da empresa. Realizado pela Uaimií Produções em coprodução com a Holofote Cultural, o festival conta com patrocínio master do Grupo Avante, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoiam ainda a Prefeitura de Itabirito, a Associação de Moradores do Acuruí e a Revista Mundaréu. A realização é do Ministério da Cultura – Governo Federal. Serviço Festival Uaimií – Primeiro Ato Data: 24 de maio de 2025 Horário: 13h Local: Restaurante Catana da Serra – Asfalto Capanema, km 14 – Vale do Catana – Itabirito/MG Entrada gratuita Acessibilidade: intérprete de Libras e monitor especializado para atendimento PCD Apoio: Grupo Avante, Ferro Puro Mineração, Prefeitura de Itabirito, Associação de Moradores do Acuruí e Revista Mundaréu Festival Tudo é Jazz 2025 traz Corpo Cidadão à Casa da Ópera

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    Especial Dia do Livro 2025: Por Cleusmar Fernandes ESPECIAL DIA DO LIVRO DA MEMÓRIA AO FUTURO: A BIBLIOTECA PÚBLICA DE OURO PRETO NA ERA DIGITAL Revista Mundaréu, 23 de abril de 2025 Por Cleusmar Fernandes Diretor da Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto A Biblioteca Pública de Ouro Preto - Foto: Greiza Tavares A Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto é mais que um espaço de leitura — é guardiã da memória, portal do conhecimento e ponto de encontro comunitário. Suas estantes repletas de histórias dialogam com o passado e anunciam o futuro, num momento em que é urgente valorizar o livro e o saber como ferramentas de transformação. Com um acervo de cerca de 50 mil obras, a Biblioteca abriga registros que ajudam a entender o traço neoclássico dos casarões e a planta do Palácio D’Ouro — o mais antigo da cidade — revelando as marcas da influência lusitana. Em Ouro Preto, cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, a arquitetura e a cultura fundem-se numa identidade diversa, e a Biblioteca é espelho e guardiã dessa essência. Durante a pandemia, em 2021, quando a cidade foi silenciada pela onda roxa, surgiu o projeto Delivro — uma resposta criativa ao isolamento social. O delivery de livros buscava alimentar, com literatura, as famílias reclusas em casa, enfrentando desafios com o ensino remoto. A proposta simples e potente levou conhecimento até a porta dos leitores: bastava solicitar o título desejado por telefone ou e-mail, e o livro, higienizado e acondicionado, era entregue por motoboy com EPIs. O serviço, gratuito, segue ativo e tem ganhado ainda mais adesão. A partir dali, a Biblioteca ampliou sua presença digital com ações em parceria com a Prefeitura, a Secretaria de Educação e a Casa do Professor. Lançamentos virtuais de livros, contação de histórias e rodas de conversa passaram a integrar a rotina digital da instituição, levando cultura e afeto a lares ouro-pretanos. Nos anos seguintes, já no cenário pós-pandêmico e com o incentivo do governo municipal, a Biblioteca consolidou projetos como A Biblioteca vai à escola, Inverno Literário, Noite Mineira de Bibliotecas e Museus, Sarau: Música, Leitura e Poesia, Visita Guiada, Virada Cultural, Batalha da Pracinha e Natal Literário — conectando leitura, escola e comunidade. Hoje, avança com ousadia no digital. Com o sistema Sophia, em fase de implantação nas escolas municipais, os alunos poderão consultar e solicitar obras do acervo da própria escola, ou da sede, de forma integrada. Um sistema de reservas permitirá que o próprio Delivro busque e entregue os títulos, aproximando o livro do leitor em qualquer ponto da cidade. Essa modernização é fruto de um plano de governo que acredita na cultura como eixo transformador. Prova disso é a aprovação pioneira do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, alinhado ao Plano Nacional, que habilita Ouro Preto a participar de editais federais e estaduais. Com o olhar no futuro, a equipe da Biblioteca planeja visitas técnicas, como a que será feita à Biblioteca Estadual Luiz de Bessa, em Belo Horizonte, e presença em eventos como a Bienal Mineira do Livro e o Encontro Sophia Biblioteca, em São Paulo. A busca é por referências e experiências que possam enriquecer o acervo e a gestão bibliotecária local. Os dados mostram o avanço. Desde a adoção do sistema digital, o número de novos cadastros cresceu: 225 (2021), 217 (2022), 270 (2023) e já 252 (em 2024). Empréstimos digitais também cresceram: de 314 em 2022 para 1.095 em 2024, enquanto os manuais diminuíram, consolidando a nova era. Mais de 25 mil buscas foram realizadas no sistema apenas em 2024, com destaque para o período noturno. Somam-se ainda mais de 2.500 empréstimos pelo Delivro e um total de 5.364 livros emprestados pelas duas modalidades. Os dados mostram uma biblioteca viva, que acompanha o ritmo dos leitores. Mas o avanço não para. A Inteligência Artificial, por exemplo, é vista como aliada, não como ameaça. Ferramentas como chatbots e sistemas automatizados otimizam a rotina das bibliotecárias e ampliam o atendimento. A IA permite ainda classificação de conteúdo, realidade aumentada, acessibilidade e novos formatos de interação com o acervo. Há desafios, claro. Privacidade e uso ético dos dados são pautas constantes. Mas a Biblioteca está atenta, preparada, viva. Afinal, como disse Angelo Oswaldo ao receber Rui Mourão na Academia Mineira de Letras, “tocar o papel é um gesto sensorial que nos reconduz à nossa humanidade”. Neste 23 de abril, Dia Mundial do Livro, a Biblioteca de Ouro Preto celebra sua trajetória e projeta o futuro. O livro, longe de ser um objeto obsoleto, continua a ser o mais potente dos portais. E ele te espera — de páginas abertas. Cleusmar Fernandes é graduado em Gestão Pública pela Universidade de Brasília, psicólogo clínico pela Universidade Paulista - UNIP, especializado em Neuropsicologia

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